domingo, 29 de março de 2009

UM TEXTO SOBRE O HOSPITAL MATARAZZO NO CREMESP


Olá pessoal, voltei.
Hoje vou publicar um texto que achei, do site do CREMESP (
CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DE SÃO PAULO) e neste texto, publicado em Fevereiro desde ano, fala sobre o fechamento de dois dos Hospitais mais tradicionais de São Paulo, O Hospital Matarazzo e a Maternidade São Paulo.
Logo volto a postar mais!

Segue abaixo o texto:


Um século de história da medicina em pleno abandono

O fechamento do Hospital Matarazzo e da Maternidade São Paulo está apagando da memória dos paulistanos duas das mais importantes instituições de atendimento à saúde da população, que fizeram parte da história da cidade.

Financiados pela classe médica e industrial paulista, esses hospitais, construídos no final do século 19, vivenciaram, no decorrer dos séculos 20 e 21, o seu apogeu e queda. O descaso e a má administração foram os principais personagens desse crime contra a saúde pública no Estado.

HOSPITAL MATARAZZO

Segundo Carlos Alberto Garcia, ex-diretor do hospital, com a decadência do “império Matarazzo”, em 1986 o hospital deixou de pertencer à Sociedade Beneficente Hospital Umberto Primo, que era de controle da família. Sua administração foi dividida entre a comunidade ítalo-brasileira de São Paulo, os funcionários – mas ambos não tiveram recursos para mantê-lo – e a Secretaria de Estado da Saúde, que por dificuldades econômicas e administrativas fechou o hospital em outubro de 1993.

Com o slogan “A saúde dos ricos para os pobres”, a Societá Italiana de Beneficenza in San Paolo, cujo principal contribuinte era o conde Francisco Matarazzo, inaugurou, em 1904, o pavilhão administrativo Humberto I e, posteriormente, em 1915, a Casa de Saúde Francisco Matarazzo. A intenção da sociedade, ao adquirir o terreno de 27.419 m² entre as atuais ruas São Carlos do Pinhal, Itapeva e Alameda Rio Claro, era construir um hospital para os imigrantes italianos que viviam em São Paulo. Durante as décadas seguintes foram feitas obras de ampliação do complexo hospitalar, como a construção da capela em 1922; a Casa de Saúde Ermelino Matarazzo em 1925; a Clínica Pediátrica “Amélia Camilis” em 1935; e a Maternidade condessa Filomena Mata¬razzo construída em 1943, especialmente para o parto da filha do conde.

Na década de 50, chegou a ter 500 leitos, dez a mais que na sua inauguração, e nos anos 70 passou a ser referência na formação de profissionais, ao firmar convênio com o Inamps (Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social), sendo que sua maternidade era vista como a melhor da América do Sul. “É triste ver o hospital fechado, já que era o único no eixo da avenida Paulista que atendia pelo SUS”, lamenta Garcia.

Em 1996, o imóvel foi comprado pela Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil), que tinha projetos de vendê-lo para a construção de um shopping e um hotel de luxo, porém o alto custo da reforma, o seu tombamento em 1986 – que impede a construção de outras instalações que o descaracterizem – e a ação civil dos moradores do bairro Bela Vista contra a obra, afastaram os interessados. Segundo informou a assessoria da Previ, a entidade “vem prospectando negócios que tragam a melhor rentabilidade e maior liquidez para o investimento, respeitando as questões legais, limitações construtivas e tombamento”.

Em 2005, a Fundação Zerbini, ligada ao Instituto do Coração (Incor-SP), demonstrou interesse em alugar o imóvel por 20 anos, porém sua assessoria informou que o projeto não seria viável financeiramente e o contrato não se concretizou. Enquanto não tem um destino certo, o prédio do antigo hospital está abandonado e sujeito a invasões, como a de 1998, na qual um grupo de sem-tetos entrou no local e vários equipamentos foram roubados.


segunda-feira, 9 de março de 2009

MATÉRIA DO ESTADÃO SOBRE DEGRADAÇÃO DO HOSPITAL MATARAZZO!


Aos poucos, degradação destrói Hospital Matarazzo

Ícone da arquitetura paulista, prédio tombado foi interditado pela Prefeitura

Rodrigo Brancatelli, SÃO PAULO

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É um exercício e tanto de imaginação olhar hoje para os corredores do Hospital Matarazzo e se lembrar da época em que homens de chapéus corriam apressados por ali, ansiosos em conhecer os filhos recém-nascidos. Ou mesmo tentar estimar quantas e quantas famílias carentes foram atendidas gratuitamente naquelas salas, graças às doações de famílias ricas italianas que sonhavam em criar um centro médico de qualidade para os menos favorecidos. Não há mais sonhos ali, definitivamente. Muito menos vida. Talvez a única pressa que exista atualmente é a dos moradores da região, dos ex-funcionários e de seus ex-pacientes, que tentam salvar o hospital do mais completo estado de abandono e destruição.

Há uma década e meia, o palacete florentino entre as Ruas São Carlos do Pinhal, Itapeva e Alameda Rio Claro, próximo da Avenida Paulista, está totalmente sem uso. É uma das joias arquitetônicas de São Paulo, tombado tanto pelo conselho de patrimônio público municipal quanto pelo órgão estadual. Mas isso não impediu a degradação - há pedaços inteiros de forro no chão, além de um sem-número de goteiras em quase todos os cômodos. Equipamentos hospitalares se amontoam em alguns cantos, juntando pó e servindo de abrigo para ratazanas. Parte do teto está ruindo. E qualquer vislumbre da imponência de outrora está sendo destruído a olhos vistos por infiltrações e rachaduras.

Anteontem à tarde, levada por uma denúncia anônima de um estacionamento irregular que funcionava no local, a Prefeitura interditou todo o imóvel por falta de segurança. Mas ainda não há planos de revitalização para o local. Na tentativa de reerguer o hospital, um grupo de cerca de 30 vizinhos, ex-funcionários e ex-pacientes chegou a montar uma campanha na internet para lembrar a história do Matarazzo e discutir projetos para a ocupação. "Não dá para o governo tombar um lugar tão importante e deixar que ele fique abandonado e estragado", diz a presidente da Sociedade dos Amigos e Moradores do Bairro Cerqueira César (Samorcc), Célia Marcondes. "Vamos lutar para que o Hospital Matarazzo volte a ser importante para a capital."

Também conhecido como Umberto I, o Hospital Matarazzo foi inaugurado em 1915 pela Societá Italiana de Beneficenza in San Paolo com o slogan "a saúde dos ricos para os pobres". A maternidade era vista como a melhor da América do Sul - entre seus funcionários estava a parteira oficial da família Matarazzo. Ali também se montou o primeiro banco de sangue do Estado de São Paulo. Mas, por falta de recursos, o complexo hospitalar foi fechado e vendido em 1996 para seus atuais proprietários, a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ).

A campanha pelo resgate do hospital ganhou no fim do ano passado um blog (hospital-matarazzo.blogspot.com) e uma comunidade no Orkut. O grupo estuda agora entrar com um pedido de ação civil pública no Ministério Público para obrigar a Prefeitura a retomar a posse do imóvel e a criar ali um outro complexo médico, um museu ou mesmo um centro educacional - a Fundação Getúlio Vargas sempre sonhou em ampliar seu câmpus para aquela área, diga-se de passagem.

O Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo (Conpresp) afirmou que enviou um ofício para o fundo de previdência determinando um prazo de 30 dias para elaborar relatório e diretrizes preliminares de recuperação do conjunto. A Previ alegou que o local não está em situação precária e que vai estudar as medidas cabíveis.

O caso do Hospital Matarazzo pode servir também como uma espécie de bandeira para iniciativas semelhantes - com a ajuda de diversas entidades de bairro, Célia Marcondes pretende criar o Conselho Popular Pró-Preservação do Patrimônio Paulistano. "A decisão do tombamento está nas mãos de poucas pessoas, que não conseguem fazer o acompanhamento dos bens", diz. "Queremos que a sociedade possa ajudar nesse processo, justamente para tentar conter a degradação."
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Comentários meus sobre a matéria:

Devo dizer que fiquei surpresa com a matéria publicada pelo jornal Estadão a quase um mês!
Primeiramente gostaria de agradecer a todos que estão nos ajudando nessa luta, que ainda está muito longe do fim, mas tivemos uma grande vitória, afinal o Hospital Matarazzo está desativado a muito tempo e também esquecido, mas estamos querendo que ele volte a ser lembrado e reativado e voltar a ter sua importancia Histórica e arquitetonica, como tinha em outros tempos.
Também gostaria de dizer que fiquei "surpresa" com esse lançe do estacionamento ter sido fechado.
Será por que?
Já o problema da degradação, sabia disso e a muito tempo. Infelizmente estão deixando o complexo abandonado e se degradando cada vez mais!

Sobre uma solução definitiva? Obvio! Voltar a ser Hospital e Público, afinal São Paulo está agonizando na saúde, e a reabilitação do Hospital Matarazzo poderia amenizar um pouco este problema! (Depois vou publicar um texto sobre isso, pois é um assunto sério).

Não sei se essa medida do Compresp vai resolver alguma coisa, mas a PREVI deveria sim fazer a manutenção emergencial do Complexo Hospitalar, afinal eles são os donos, e devem zelar pelo patrimônio, enquanto eles continuarem sendo donos!
Não podemos perder essa "Joia da arquitetura paulistana"!

Up!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

VERGONHA !!!!!


Olá Pessoal, voltei. Primeiramente gostaria de agradecer a todas as pessoas que estão nos apoiando nessa iniciativa! E que faremos tudo que for possivél para que o Complexo volte a ser reativado como Hospital Público.

Hoje vou falar sobre a nossa ultima visita ao Hospital Matarazzo.
Tudo começou quando uma ex- funcionária, de longa data, que morou no Hospital nos anos 70, ligou para minha irmã, falando que gostaria muito de visitar o Complexo.
Então mandamos um email para a PREVI, e depois ligamos e agendamos a visita, até aí tudo bem. Primeiramente nossa intenção era simplesmente rever todo o Hospital. Não consigo entender, mas algo nos prende naquele lugar.

Na verdade, seria cinco pessoas, mas a minha amiga não tinha entrado em contato à tempo (então pensava que ela não iria), e também um ex-paciente que nasceu lá (assim como eu). Mas infelizmente quando ela estava a caminho, a mãe dela teve um enfarte!

Esperamos um tempo, e depois entramos. Fomos recebidas por um segurança super simpático, e ele logo foi nos falando sobre oque estava acontecendo no Hospital.
Ele disse que porcausa da chuva (eu acho que não só por isso) vários pedaços do forro do teto estavam desabando, então eles (funcionários da PREVI) tiveram que arrancar todos os forros do teto, e que estava tendo muitas infiltrações em todos os locais. Ele disse que dava muita pena em ver todo aqueles prédios se deteriorando.
Ah, ele disse que o Andréa Matarazzo esteve lá no complexo hospitalar, com um padre!

Logo depois chegou o administrador e caseiro. Ele já chegou falando - Vocês denovo? Até aí tudo bem, porém ele foi se mostrando totalmente diferente das outras duas vezes que estivemos lá. Ele estava mau- humorado, chato, sem paciência, grosso e ainda por cima estava nos vigiando o tempo inteiro.

Estanhamos o fato que tudo estava trancado, parece que estavam escondendo coisas. Pedimos para o caseiro abrir a igreja, ele abriu, dai entramos. Lá tudo está ok! A Igreja continua muito bonita, mas infelizmente parada!

A Maternidade estava fechada também, o caseiro abriu, dai entramos.
Andavamos pelos corredores enormes dali, e enquanto isso, a ex- funcionária procurava o lugar exato onde ela morava.
A Maternidade (nos três primeiros andares) continuava com os mesmos problemas das visitas anteriores: Tinta descascando, fiação exposta, rachaduras, elevadores quebrados, algumas janelas quebradas e etc, mas tinha aquelas partes que continuavam novinhas (onde ocorreu o evento casa cor em 2003). Mas levamos um susto quando vimos o ultimo andar.
Lá demos de cara com pedaços de forro espalhados pelo chão, realmente uma coisa horrível.
Além disso, vimos uma sala totalmente sem forro, e outra sala com pedaços de caco de vidros espalhados no chão.
No salão azul, havia um buraco no teto, e o chão estava quebrado.

Depois disso descemos as escadas e iamos para a parte do Complexo Hospitalar (parte amarela). Quando entramos, no piso térreo, demos de cara com um salão (que inclusive tinha sido reformado para o evento casa dos criadores em 2005) totalmente degradado. Lá estava sem forro, várias poças d'agua no chão devido as goteiras que caiam do teto. Levamos um tremendo susto com isso, pois quando estavamos lá das outras duas vezes não estava assim.
Aí chegou o caseiro administrador e disse: - Saiam daí, está tudo destruido, está perigoso aí dentro. Não deve jeito, tivemos que sair.

Ela (a ex-funcionária) perguntou para o caseiro se tinha como ir na parte do túneo, e ele respondeu secamente, não, só de lanterna!

Vimos também que eles estão mexendo no prédio inacabado! Será para o que?

Estavamos querendo ir na parte do Hospital, pois não estavamos com medo de nada, estavamos super coragosas.

Então conseguimos entrar (sem ninguém perceber).
Depois, estavamos olhando tudo, e a ex- funcionária estava inconformada com oque estava presenciando! Falava que tudo aquilo se resumia em uma palavra: DESCASO! Que era um desperdicio ver todo aquele complexo, que tinha salvado tantas vidas, totalmente abandonado, em ruínas. Ela falava que ali parecia um verdadeiro cemitério!

Vimos pessoas, parecendo sem teto, lá, ouvindo música! Parecia que ali havia gatos! e isso é extremamente perigoso! Com risco de incêndio!
Vimos paredes pintadas de roza!

Depois fomos no prédio onde funcinava a cozinha, lavanderia, e a escola de enfermagem. Este prédio está totalmente podre! A ex- funcionária se lembrava bem deste prédio, pois foi lá que ela estudou! Subimos a escada (que estava tão podre, que balançava, lembrando que na parte de cima, não tem forro nenhum no teto).
Quando chegamos lá, ela se lembrou exatamente do lugar onde ela estudava, até onde ela se sentava, dos amigos e etc. Parece que o tempo não tinha passado para ela.

Paramos lá na sacada deste prédio, e ela se lembrou do Dr Archimedes Lammoglia! Ela lembrou de como o Dr era uma boa pessoa. Ela lembrou inclusive do fato infeliz, de ele cometido um erro médico, quando operava uma paciente, Sr Lurdes. Ele aplicou a inestesia em lugar errado, e que a Sr Lurdes acabou ficando paraplégica.
A ex- funcionária disse que mesmo a Sr Lurdes ficando paraplégica, ela ganhou um apartamento, viajou para vários paises...enfim tudo financiado pelo Hospital.

Depois, saimos, e entramos em outra parte do Complexo! Subimos as escadas e entramos na casa de saúde Ermelino Matarazzo.
Lá foi tranquilo! Não estava com medo de fantasmas nem nada, nem mesmo de coisas cair na minha cabeça. Mas estava cada vez ficando mais preocupada quando vi a situação dali. Rachaduras, Paredes podres, Janelas quebradas, chão quebrado, azulejos bem podres, teto totalmente sem forro e etc. Claro, tinha as partes bonitas, que tem aqueles corredores com aqueles arcos, as janelas, tudo com aqueles ares italianos...Imagine tudo aquilo funcionando, como antigamente!?

Perto da sala da chefia de enfermagem, vimos uma coisa horrível: O teto com um burraco enorme, saindo coisas (fios talvez) de lá de dentro. Percebemos que algo tenque ser feito já, pois se o complexo hospitalar continuar se degradando desse jeito, irá ruir, como eles (PREVI) querem!

Quando iamos de uma ala para outra, a porta estava fechada! Justamente onde estava as partes piores (como vimos nas outras vezes que estivemos lá).

Achamos muito estranho isso, parece que queriam esconder de nós aquela parte do Complexo. Imaginamos como ali deve estar em risco. Me lembro pela outra vez que estivemos lá, de pedaços finos de madeira segurando o telhado, que estava todo furado! e de partes da parede desabando! E os pombos?

Eles, sabiam com antecedência que iamos lá, porisso trataram de varrer as partes onde estavam abertas, que de outras vezes estavam sujas em excesso.

Percebemos também que perto dos prédios, tem muitas árvores e enormes! Isso é perigoso, pois pode comprometer a estrutura dos prédios.

Depois disso, ficamos no piso térreo, entramos no jardim, e ficamos conversando! Ali reinava uma paz, e um lugar que seria ótimo para a recuperação dos doentes.
(coloquei uma foto do jardim, ele continua lindo).

Uma coisa estranha aconteceu! Estavamos no jardim e derrepente eu vi um senhor nos olhando pelas janelas, bem vestido, identico ao conde Francesco Matarazzo. Eu pensei que podia ser alguém da PREVI ou outra pessoa, mas não era. Ele ficou me olhando, com a cara de feliz. Eu mostrei ele para a ex- funcionária e para a minha irmã, mas elas não viram nada!
Mas não fiquei com medo, apenas achei estranho!


Depois demos uma volta em todo o complexo (pelo lado de fora) e nos despedimos

Minha irmã e eu ficamos em uma padaria chamada Bella Vista (referência ao nome deste lindo bairro) e fomos embora.
É isso gente, é um absurdo isso que está acontecendo! Descaso total!
Estão deixando o prédio se deteriorar de propósito! Não vamos deixar essa "vergonha" continuar ocorrendo!

Depois, volto, e publico mais textos, sobre nosso projeto de salvação do Hospital.
Adeus Amigos

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

UM TEXTO SOBRE O DR ARCHIMEDES LAMMOGLIA

Olá pessoal, estou de volta.
Desta vez postarei algo diferente, vou postar um texto (que foi escrito pelo deputado Edmir Chedid) sobre o médico Archimedes Lammoglia, ele foi uma figura de destaque no Hospital Matarazzo.
Embora eu não me lembre se cheguei a conhecé-lo (quando frequentava o Hospital Matarazzo quando funcionava), falei com alguns ex funcionários, que conheceram o Dr Archimedes! Muitos disseram que ele era uma pessoa muito prestativa, generosa, na dele entre outras coisas.
Segue abaixo o texto:


O DOUTOR ARCHIMEDES LAMMOGLIA,sobejamente conhecido nos meios médicos e políticos, gozando de popularidade, mercê de sua liderança.
Espontâneo, de espírito jocoso, escondia atrás de sua simplicidade, um cirurgião de capacidade comprovada por diuturno exercício da medicina. Viveu com pobreza franciscana, num quartinho de monge, no Hospital Umberto 1 (ex. Matarazzo) que foi o refúgio e o amparo de sua mocidade pobre. Pela manhã operava e atendia os doentes. A noite antes de dormir percorria o quarto dos pacientes, levando-lhes o conforto e a tranqüilidade de sua presença permanente.
No Hospital, ninguém o tratava com formalidades mas nutriam por ele um profundo afeto.
Este humanitário cirurgião começou os estudos na escola primária da cidade de Salto, continuando em Itú. Veio para São Paulo em 1939 a procura de emprego que lhe possibilitasse freqüentar escola.

Foi encaminhado por amigos para o Hospital 1 e combinou com a irmã Teodolinda prestar serviços ao Hospital, em troca de cama e mesa, o que fez imediatamente. A Irmã Adriana arrumou-lhe um leito na
"sinagoga", apelido dado ao local que ficava em baixo da última enfermaria. Passou a freqüentar o Colégio Pan Americano e só a Irmã Superiora sabia sobre seus estudos.

Vivia como podia, recebia também um pouco de dinheiro de casa, seu pai lhe mandava.
Entrou para a Faculdade de Medicina Veterinária, onde o curso era gratuito. Tinha também pré-médico que, nos meios estudantis, era chamado de "pré-salada". Fez vestibular em 1941 para a Escola Paulista
de Medicina, formando-se em 1947.

Frisava que o importante em sua vida era o seu início no Hospital, onde começou na função de faxineiro. Sentia o maior orgulho desse cargo alegando que ele abriu todos os horizontes pois face ao seu exercício recebeu todos os incentivos do hospital para a sua vida estudantil, o que retribuiu com gratidão fiel e constante, com dedicação generosa aos que dele necessitava.

Depois de faxineiro, foi porteiro, trabalhando também no necrotério e como ajudante de enfermaria. Trabalhou também na farmácia ambulatório do Hospital foi fundado por ele, quando era enfermeiro.

Sofreu perseguição da Superintendência do Hospital, que mudou seu horário de trabalho para 8 horas, o que o impedia de trabalhar, além de ter sido expulso do local onde morava, mas escondeu-se no Biotério,
uma casa velha que existia no fundo Hospital, levando consigo apenas uma cama e um caixão de cebola onde se apoiava para estudar.

O novo Superintendente, Dr. Ênio Botelho Perrone, sabendo de sua existência, mandou chamá-lo,contratou-o como enfermeiro, para trabalhar 4 horas por dia, mas ganhando a metade do salário, descontando também as despesas com o uso de utilidades no Hospital Isso foi em 1943 e, nessa época, estava cursando o segundo ano de medicina.


Seu primeiro envelope de pagamento foi guardado, por ele, até a sua morte, alegando ter sido ele sua maior emoção, o produto do seu trabalho.

Seu quarto, localizava-se no segundo andar do prédio principal do Hospital, de onde foram feitas várias tentativas para despejá-lo,impedidas todas elas pelo então Conde Matarazzo, justificando que "Lammoglia era um patrimônio moral daquele Hospital". Proibiu expressamente que alguém tocasse em seus móveis e assim continuou no quarto, onde recebia seus amigos e o grande número de pessoas que necessitavam de seus cuidados.

Quando o Brasil entrou na segunda Guerra Mundial(1 942),houve intervenção Federal no Hospital. Havia uma biblioteca médica e literária, uma das maiores de São Paulo. Os investigadores atiraram tudo pelo porões e ele, a pretexto de tratar dos pacientes, ia até lá para conseguir recuperar, um a um, os livros e a documentação também. Os seus livros pessoais foram escondidos em um armário, camuflado com colchões, em seu próprio quarto.

Em 1954 o Hospital completou seu cinqüentenário e a Condessa Mariangela Matarazzo pediu-lhe que fizesse um histórico do Hospital e ele, valendo-se das atas, fez o trabalho, sem arte literária, mas contando o que tinha havido de real. Nesse mesmo ano vieram procurá-lo para candidatar-se a Deputado Estadual, conseguindo uma suplência. No ano seguinte foi eleito Vereador à Câmara Municipal de São Paulo e em 1958, Deputado Estadual, cumprindo oito mandatos. Em 3 de novembro de 1964 assumiu o cargo de Secretário de Estado da Saúde Pública e da Assistência Social, pelo período de 10 meses.

Nunca cobrou por uma cirurgia. Sua lógica era simples demais: porque estudou de graça entendia que não deveria cobrar. O salário de médico lhe bastava. Nunca comprou uma peça de roupa Ganhava tudo de presente. Quando o paciente não tinha condições de pagar radiografias, ele mesmo pagava.

Na Santa Casa de Itú, fazia cirurgias pelo I e o recebimento pelas mesmas era depositado em sua conta bancária , naquela cidade. No final do ano, fazia um levantamento de quanto foi depositado e dividia entreos funcionários daquela Casa.

Passou da casa dos 100 mil as cirurgias que fez. Dividiu sua vida entre a medicina e a política.

Homem, sem vaidades, com nobreza de caráter, norteou sua vida em beneficio da população mais pobre. Dividiu o seu saber e deixou um legado de exemplos de solidariedade, de esperança e fé na grandeza da
humanidade, curando doentes, fazendo da medicina uma nobre missão, com se fora uma constante determinação divina, com a superioridade nascida, apenas com aqueles que realmente passaram por especial
escolha de aqui estarem para registrar um límpido exercício de "ser realmente humano".

O DEPUTADO ARCHIMES LAMMOGLIA, faleceu no dia 08 de junho de 1996



Então pessoal, é isso por hoje!
Bis Bald!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

DESTINO DO IMÓVEL

OLá gente, voltei.
Vou falar um pouco sobre o destino que muitas "pessoas" dariam para o antigo Hospital.
Sabemos que quando o Hospital foi desativado, seus atuais donos (ou seja, a PREVI) queria demolir grande parte do Complexo para construir um Shopping, um flat, salas comerciais, e um pequeno Hospital particular, e todos sabem que esse projeto seria realizado de maneira totalmente ilegal.
Porém, os moradores da Bela Vista entraram com um processo judicial contra a PREVI para impedir que eles implantassem esse projeto.
E o destino do antigo Hospital está totalmente indefinido. O certo é que se ele continuar como está, se ninguém fazer nada, ele vai ruir!
O antigo Hospital abrigou nesses tempos, dois eventos: A Casa Cor 2003, e a Casa dos Criadores em 2005. Ambos tiveram grande repercussão, e receberam um grande público!
Para receber esses eventos, uma parte da Maternidade Condessa Filomena Matarazzo (nos primeiros andares) e o pronto socorro, passaram por uma pequena reforma!

Em 2005, a PREVI chegou a fazer um contrato de locação do antigo complexo, para a fundação Zerbini, onde eles (a fundação Zerbini) teriam que pagar o IPTU do imóvel, bancar a reforma/restauro, e depois readaptá-lo para transformar em um centro de transplantes. A locação seria por 20 anos. Depois a PREVI poderia dispor do mesmo imóvel (com o fim da ação judicial). E o valor do terreno triplicaria, então de certo modo essa locação não seria legal, pois ninguém sabe se depois desse tempo, com o fim do processo, a PREVI poderia tentar novamente implantar aquele projeto horrivel!.....
Mas a fundação Zerbini acabou desistindo do acordo! O contrato poderia ser rompido no periodo de um ano, por ambas as partes.
A PREVI foi ingênua, pois é obvio se alguém vai investir muito dinheiro em uma coisa, ela teria que ser a proprietária! Que vantagens ela (a fundação Zerbini) teria nesse negócio, sendo que depois de 20 anos investindo dinheiro no Complexo, e depois, teria que devolver o imóvel para a PREVI!!!!! Se a PREVI quer ter um destino certo para o imóvel, porque eles não vendem? Se fosse para alguém que pagasse bem, que preservasse o complexo (não demolir nada e respeitando as normas de tombamento) e o imóvel fosse reativado na área da saúde ou da educação, não teria problemas em vendé-lo pois todos estariam de acordo!

O tempo continua sendo cruel com o antigo Hospital, cada mês, porcausa das chuvas intensas e sua falta de manutenção, o Complexo está se deteriorando mais e mais. Muitas pessoas que tiveram algum tipo de ligação com o Hospital, quando passam de frente ao imóvel, desativado e abandonado, ficam perplexas com oque veen!
É unanime, todas as pessoas gostariam de ver o complexo reativado, mas muitos tem opiniões diferentes sobre oque o complexo poderia abrigar (funcionar).


* Umas pessoas gostariam que o complexo se transformasse em um museu (ter exposições de obras de arte "quadros", entre outras coisas, para rivalizar com o MASP, que fica próximo ao Complexo.

* Outras gostariam que o complexo se tornasse um centro de estudos, tendo cursos e afins, enfim uma faculdade.

* Outros gostariam que o complexo se transformasse em um Hotel de luxo.

*Outros gostariam que lá se transformasse em um centro de estudos da medicina.

* Muitos gostariam que o complexo voltasse a sua função original e única, voltasse a ser HOSPITAL PÚBLICO!


Eu sou totalmente afavor do complexo voltar a ser um Hospital e Público. Tudo bem que as outras coisas citadas são muito importantes, mas Hospital é mais importante ainda, pois seria de utilidade não só para alguns, e sim para todos!
Breve vou escrever meu ponto de vista sobre possiveis destinos para o antigo Hospital: Museu, Faculdade, Hotel, centro de estudos e HOSPITAL!
E também sobre as vantagens que a PREVI poderá ter, se vender o Complexo!

Tot Ziens mijn vrienden!

sábado, 20 de dezembro de 2008

DEPOIS DA VISITA...

Naquele dia, depois que saimos do antigo Hospital, fomos no restaurante do Banco Real e fomos conversar mais sobre nossos próximos planos!
Depois, continuei fazendo novos contatos com pessoas comuns e com ex pacientes e ex funcionários. Mais para fazer o projeto, teriamos que obter mais informações.
Foi ai que escrevemos um e-mail para o Condephaat, falando sobre a problemática do Hospital, e perguntando se poderiamos agendar uma visita para a obtenção de informações!
Eles responderam e agendaram a visita. Falamos com o diretor do Condephaat. E ele disse as seguintes coisas:


* Quem é o responsável pela manutenção do imóvel é o atual proprietário ou seja a PREVI. Eles tem a obrigação de fazer reparos de manutenção pela conservação dos prédios.

*Apenas a Maternidade e a igreja podem ser preservadas integralmente, admitindo pequenas reformas. (P1)

*Na parte amarela (do Hospital) podem ser preservadas as fachadas (do lado de fora) e os gabaritos. Podendo ocorrer mudanças nas partes interiores dos prédios, podendo haver novas adaptações, um novo uso dos prédios. (P2)

*A parte do prédio em construção (aquele que não chegou a ser utilizado) do lado da igreja e da Pediátria, pode ser demolido ou então ser restaurado e adaptado a um novo uso. (P3)

* A PREVI quer vender o imóvel, porém não encontra alguém que se interessa pelo imóvel, devido ao alto preço do terreno, e o precário estado de conservação dos prédios. Como o Complexo está tombado não pode ser demolido, e uma reforma, mesmo em caso de locação ou venda do imóvel, sairia muito caro.

*Dois grupos foram ao Condephaat mostrando interesse no complexo hospitalar. O primeiro grupo foi de estrangeiros (italianos) que gostariam de implantar no complexo, um hotel de luxo com restaurantes (sem demolir o complexo, iria reformar e readaptar os prédios) más como a reforma do complexo é cara (devido ao seu estado de deterioração) e por ser um imóvel tomado, eles não apareceram mais (provavelmente desistiram). O outro grupo foi a fundação Getulio Vargas, que queria expandir sua sede para o complexo, implantando cursos lá, mais acabaram desistiram também.

*Muito desses grupos acham que não vale a pena investir dinheiro com uma compra e uma reforma e depois não ter um retorno financeiro.

*Poderia sim haver uma venda do imóvel (alguém comprar o imóvel da PREVI). Poderia apresentar um projeto (com uma equipe de arquitetos fazendo as plantas do Complexo exteriormente e interiormente, os custos de quanto ficaria o orçamento para fazer o restauro e etc) e mandar o projeto para o Condephaat, e assim eles (do condephaat) poderiam aprovar o projeto sim ou não. Para fazer a reforma e o restauro, teria que fazer algumas modificações (como trocar toda a fiação elétrica, novas instalações) e também usar materiais especificos para não danificar a estrutura do complexo.

* Como o Hospital Matarazzo é um imóvel tombado, e se houvesse uma venda (durante a ação) do imóvel, o governo do estado teria mais vantagens nesta compra. Porém eles, ou a prefeitura teriam que mostrar interesse na compra do imóvel.

* O governo estadual poderia transformar o complexo em hospital novamente, porém o problema seria o alto custo com a reforma do complexo. No caso de uma compra, o governo poderia pagar (porque seria um dinheiro público rsrsrs) mais a reforma se fosse com um financiamento de empresas e bancos, seria dificil.

*No caso da Catedral da Sé foi diferente porque o Dom Claudio é uma pessoa pública e isso atraiu a atenção dos governos, de empresas e de bancos para custear a reforma.

* Um Hospital (como o Matarazzo) não teria problemas em ser reabilitado, por ser em formato de casarão, e não de prédios. A Santa Casa de Misericórdia é maior que o Matarazzo, e é um dos melhores Hospitais de São Paulo e do Brasil.

*As pessoas da periferia de São Paulo e de outros estados brasileiros, preferem ir em Hospitais grandes (como o Hospital das Clinicas) não se importando com a distância. Em razão disso, os grandes Hospitais não estão dando conta da demanda de pessoas. Consultas estão demorando de 6 meses a 1 ano.

* Quando o Hospital foi invadido pelos Sem Terra em 1997, foram roubadas vários objetos do Hospital, entre eles banheiras (dos banheiros), e equipamentos hospitalares.

*O Matarazzo antes de fechar, chegou a receber verbas do governo, porém naquela época ouve muitas irregularidades.

*Ele chegou a visitar o complexo, e falou com o Sr Administrador do Complexo, que foi muito gentiu com ele.

*Além de tudo, ele nos mostrou um livro, que tem todo o processo de tombamento do Hospital Matarazzo, o destombamento, as plantas daquele projeto cretino da PREVI, e entre outras coisas, e que podemos ir na biblioteca do Condephaat, se quiser ler mais sobre o assunto.


Foi mais ou menos isso que ele disse, não sei se é verdade sobre oque ele falou, pois o Condephaat foi absolutamente afavor daquele projeto da PREVI de demolir parte do Complexo para a construção de shopping, salas comerciais, flat, e um pequeno Hospital (para ricos).
Mais espero que dê alguma forma essas informações nos ajudem futuralmente.

Outro dia eu volto!
Kisses my friends!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

VISITA AO HOSPITAL MATARAZZO PARTE 2


VISITA A PARTE ONDE FUNCIONAVA O HOSPITAL, PARTE AMARELA:


Depois que saimos da Pediátria, o segurança simpático perguntou se nós tinhamos nos perdido lá dentro! Nós falamos que NÃO. Dai então entramos onde funcionava o antigo Hospital (casa de saúde Francisco Matarazzo, casa de saúde Ermelino Matarazzo, Vitorio Emanuele III,Pavilhão da Pediátria, Residência das Irmãs, Pavilhão Administrativo, Ambulatório, Enfermarias e etc). Quando entramos lá dentro, demos de cara com um grande escrito no chão do Hospital, "CASA DOS CRIADORES 2005" , lá realmente teve esse evento e porisso alguns lugares do piso térreo estavam reformados! Tinha uns banheiros, por sinal muito bonitos, novinhos! Nós continuavamos atrás das provas e continuavamos contando sala por sala, ala por ala, corredor por corredor! Quando entramos em uma sala, vimos uma tomada, e ascendemos a luz! Tinha Luz! E é estranho porque se o Complexo tem energia elétrica, e no segundo andar está uma fiação totalmente exposta, ali corre um sério risco de incêndio, isso é preocupante! Enquanto não arrumam isso, deverim desligar a energia elétrica no local (a chave de luz). Depois, estavamos andando pelos corredores, contando tudo, vendo os Jardins (aqueles mesmos que estava olhando da outra vez), e tudo mais, até que vimos a escada onde tinha o busto do Ermelino Matarazzo! Ali não tinhamos ido da outra vez, pois ali era o lugar que mais está deteriorado! Então subimos a grande escadaria, lindissima, e junto ao seu busto, estava muitas pichações, acho que foi os sem terra que estiveram lá em 1997, e fisseram uma bagunça lá, além de terem roubado vários aparelhos médicos que haviam no local antes. Quando subimos, vi um teto lindo, porém com as pinturas, todas se descascando! Um terror! Entramos então em um corredor, e vi aquele horror de perto! As paredes estavam com muitas infiltrações, estavam pretas! E quando olhei para cima!? Cadê o forro do teto? Simplesmente desabou! Fiquei chocada! O telhado estava muito furado, então fiquei pensando quando chove, o terror que deve ficar ali. Estavamos entrando em vários corredores, um labirinto! Eu estava simplesmente em pânico, achava que o telhado ia desabar na minha cabeça, pois a situação é de terror total! E quando pisavamos no chão? Ele estava quebrado! Andando, vimos um corredor escrito! Chefia de Enfermagem! Entramos lá, e encontramos uns armários quebrados, umas salas com uns azulejos soltando, e assim vai. Continuavamos andando, e achamos uns armários médicos! Intactos! Nossa amiga contou uma História que na época que o Hospital fechou, um ex funcionário ficou morando lá dentro por muito tempo, até que depois, acabaram expulsando ele de lá! E ele não queria ir! É engraçado como tantas pessoas são tão apegadas daquele Hospital. Continuavamos andando, e vendo o Complexo arruinado, deteriorado, ruindo, degradado! Tudo isso! Paredes estavam com muitissimas infiltrações, fios expostos, chão quebrado, sem forro e o telhado furado, pichações nas paredes, paredes cheia de furos, portas e janelas quebradas. Uma das coisas que mais me marcaram nestá visita, foi a sala onde funcionava a Cardiologia e uma outra! A sala de Cardiologia estava destruida, sem forro, paredes furadas, entulho, rachaduras e apenas um equipamento médico no meio daquilo tudo, equipamento de oxigênio! Triste demais aquilo. A outra sala, um terror! Vigas de madeira segurando o telhado, que estava desabado! (telhado de madeira) destruição Total! Além das paredes estarem com rachaduras! Ali se ninguém fazer algo, vai desabar! Mais esté segundo andar não tem só partes deterioradas, tem as partes bonitas e conservadas!


O complexo é uma coisa magnifica, muito bem construido! Fiquei pensando como esses arquitetos italianos e engenheiros fisseram uma obra tão complexa? Umas ala se ligam em outras por corredores, que tem sacadas, e nelas podemos ver outras partes do Hospital! Estavamos vendo tudo, dava para ver as Janelas das outras partes do Complexo (umas bem degradadas, como na primeira foto, bem podres e quebradas), os jardins, tanto que tinha até uma escada que dava para entrar dentro dos jardins! Quando saia desses corredores e iamos para outra ala, tinha umas passagens em formato de arcos romanos. corredores cheio de arcos, muitas salas, com o piso vermelho, grandes janelas, igualzinho nos anos 8O, e continuavamos contando as salas. Ali eu me lembrei que passavamos por lá quando eramos pequenas. Me veio na cabeça quando minha tia morreu em 1988, estavamos lá e vimos tudo, foi exatamente naquele lugar que ela tinha morrido!
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Quando entramos em uns corredores, um deles estava totalmente escuro! E parecia que tinha almas lá, tanto que parecia que não estavamos sozinhas.
Fomos de uma ala para outra ala, e mais deterioração, e essa é das graves! Além das já citadas acima, nesta parte tinha banheiros (sem porta nem nada) só com um vazo sanitário cheio de merda de pombo! Credo! E o chão idem, merda de pombos em tudo que é lugar, um lixão! Tinha até pombos mortos ali! PREVI, vocês não estão cuidando do Complexo? Está deixando ele abandonado?
Dai, continuamos andando, vimos um buracão ali em um dos corredores, era um buraco onde tinha um elevador! Mais como o elevador não estava mais lá, só tinha o buraco. Do lado,tinha uma escada, e achavamos que nela dava para descer, e ir para o piso térreo, e também para o Subsolo (onde existe o famoso tunél). Iamos descer, mais era escuridão total! Desistimos! Pois iriamos cair e quem sabe, bater as botas!
Andamos mais, outro corredor, e avistamos a antiga escola de Enfermagem, lavanderia e cozinha! Um Horror, o prédio está totalmente podre, as paredes estão com infiltrações gerais, ali vai desabar se nada for feito (assim como o resto do Complexo). Ali entramos, além de tudo, os vidros da Janela estavam quebrados! Saimos de lá, e estavamos procurando a escada do Ermelino Matarazzo, mais cadê? Estavamos procurando a saida e nada, só corredores! Quase entramos naquela escada errada, mais achamos finalmente a escada do Ermelino.
Descemos e continuamos andando no primeiro corredor. Vimos a estatua do grande Francisco Matarazzo (o grande fundador do Complexo), vimos cadeiras, mesas, mais corredores, umas portas de vidro! Lindo! E novamente, subimos as escadas novamente, e ficamos andando em meio as deteriorações!
Então descemos denovo e saimos por trás, várias estatuas do Francisco Matarazzo (do lado de fora), demos a volta pelo Complexo, e finalmente chegou a hora de ir embora! Faltou ir no Subsolo, parte importantissima, mais como os elevadores estão quebrados, e as entradas fechadas e totalmente escuras, deixamos para a próxima.

Depois fomos falar com o caseiro, que não é caseiro, ele é ADMINISTRADOR do Complexo, ou seja funcionário da PREVI!

Perguntamos algumas coisas para ele, como onde estava o arquivo morto do Hospital? Ele disse que está lá mesmo, inclusive todas as fixas dos ex pacientes, funcionários, médicos, nascidos e etc, porém a PREVI não dava autorização exeto em casos especiais.
Que a fundação Zerbini desistiu da locação do Complexo, pois eles não pagaram nenhum imposto, e eles resindiram o contrato com a PREVI.
Que a arquiteta Helena Saia fez um estudo de todo o Complexo Hospitalar, porém se fosse ter uma reforma lá, precisaria saber qual seria sua finalidade (oque iria funcionar no complexo?)
Quando perguntamos se o Complexo poderia voltar a ser Hospital, ele fez a cara feia e disse: NÃO, pois não existe mais Hospital em formato de casa, e como há muitos Hospitais na Bela Vista, como a PREVI teria lucro?

Podiamos visitar o Complexo novamente, porém com uma autorização da PREVI anteriormente!
Gente, eu percebi que na verdade, ele respondeu daquele jeito porque ele está com alguma intuição, no nosso verdadeiro objetivo que é a reativação do Hospital.
Pode ser que ele gostaria que lá fosse reativado, porém ele é um funcionário da PREVI, e porisso ele não pode desapontá-los!


Essa visita foi muito importante, pois deu para perceber a verdadeira situação do antigo Hospital, ficam as evidências do mais puro abandono, descaso, e tudo de píor! Querem que o Hospital se degrade tanto, que com o tempo, ele acabe ruindo, e isso não queremos! Temos que fazer algo, antes que isso aconteça!
Gente, vamos fazer alguma coisa para salvar um icone de Hospital que marcou tantas gerações e tantas vidas!
espero contar com a ajuda de vocês!