terça-feira, 19 de agosto de 2014


NOVIDADES


No mês de Setembro irá ocorrer no antigo Complexo Hospitalar uma exposição sobre "Made By Brazilians " que contará com um orçamento de R$ 12.681.710  e tem como principal objetivo explorar a qualidade multicultural do País e de São Paulo, trazendo para seus habitantes e visitantes uma força de inspiração, inovação e imaginação; bem como incitar o interesse na área cultural, propiciar o conhecimento de novos artistas e estimular o intercâmbio de culturas.
A exposição será gratuita e ficará funcionando por cinco semanas aproximadamente.
Exposição, cultura, arte é importante para nossa cidade, mas acho que deveria abrigar tudo isso em outro local.
Essa exposição com certeza tem como objetivo calar as pessoas que são contra esse projeto do grupo Allard. Querem mostrar as pessoas que tudo é maravilhoso sendo que na realidade não é.

MUDANÇA NA RESOLUÇÃO DO TOMBAMENTO

A resolução do Tombamento do antigo Complexo Hospitalar foi revogada no dia 18/02/2014 segundo informações do site da secretaria da Cultura http://www.cultura.sp.gov.br/portal/site/SEC/menuitem.bb3205c597b9e36c3664eb10e2308ca0/?vgnextoid=91b6ffbae7ac1210VgnVCM1000002e03c80aRCRD&Id=ffe035d6c20bc010VgnVCM2000000301a8c0____ .

Quer dizer que eles "mudaram" as normas de tombamento, quer dizer que eles querem mesmo é só preservar a fachada e botar abaixo tudo por dentro.
Sim, quem sabe esse projeto sendo aprovado, eles não queiram demolir tudo, como fizeram os donos do banco Safra que compraram e demoliram a antiga Maternidade São Paulo.

O Condephaat que na época que a Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil) era proprietária, tinha destombado o imóvel, e só foi revogada devido a ação judicial.

Agora eles (o grupo Allard) podem fazer o que quiserem.

É um desrespeito com os pacientes, com as nascidos, com os trabalhadores que trabalharam lá e com todo mundo, esse mercado imobiliário pensam que o Comércio do Luxo é tudo?  Que podem ficar destruindo o passado da nossa cidade, botando abaixo todos nossos monumentos ...

Sim acho legal gastar dinheiro em arte, mas acho que gastar dinheiro em algo que realmente seja necessário para todos, como Hospital bem equipado, acho muito mais importante.
É deplorável como andam tratando nossos Hospitais como é o caso da Santa Casa, que quase foi fechada e está toda endividada. (logo vou escrever algo a respeito disso).

Sou totalmente contra e ali deveria ser um Hospital, tenho dito.

Segue abaixo o link com a "nova resolução do Tombamento"








terça-feira, 1 de outubro de 2013


20 ANOS FECHADO E MUDANÇAS NO TOMBAMENTO?!

No dia 10 de Outubro faz exatamente 20 anos que o Hospital Humberto I, ou Matarazzo foi interditado pela vigilância sanitária, atolado de dívidas e desde então nunca mais voltou a funcionar. E o seu estado vem piorando de ano em ano, com indefinições sobre seu futuro, e se degradando constantemente.

Atualmente o imóvel passa por mais uma situação. No dia 07 de Outubro, terá uma audiência pública e nela será decidida o destino do Hospital Matarazzo. Esta audiência terá como objetivo de estudar uma possível revisão das normas do tombamento, para a implantação do projeto do grupo Allard, no qual consiste em construir um hotel, um espaço cultural Banco do Brasil e uma torre comercial.

A Audiência Pública será realizada na data, horário e local e indicados abaixo:
DATA: 07 de outubro de 2013
HORÁRIO: 17h00 às 20h00
LOCAL: Theatro São Pedro

http://www.cultura.sp.gov.br/StaticFiles/SEC/Condephaat/REGULAMENTO%20DE%20AUDI%C3%8ANCIA%20P%C3%9ABLICA.pdf

Muito preocupante isso gente. Se as normas de tombamento sofrer mudanças, o pessoal do grupo Allard vai fazer o que quiser lá, e o Hospital corre um sério risco! Olho neles!

terça-feira, 4 de junho de 2013


Recentemente saiu no jornal " Diário de São Paulo" uma matéria sobre o Hospital Matarazzo, falando que assim como seus antigos proprietários, o grupo Allard está deixando o Hospital sem manutenção
Segue abaixo o link e a matéria:

Abandono estraga ícone da arquitetura

Patrimônio da cidade, Hospital Umberto Primo sofre com problemas. Ação tenta responsabilizar donos
FERNANDO GRANATO
O Hospital Umberto Primo, inaugurado em 1904,  nas imediações da Avenida Paulista, região central da cidade, encontra-se abandonado e fechado, com forros caindo, infiltrações e fiação exposta.

Ícone da arquitetura paulistana, o hospital foi financiado pela colônia italiana de São Paulo, principalmente pelo conde Francisco Matarazzo, que também ergueu o império Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo, daí o apelido que ganhou de Hospital Matarazzo.

Nos seus tempos áureos, a instituição chegou a atender 40 mil pacientes por mês, sendo omaior centro de atendimento a queimados da América Latina.
 Em 2011, a Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil), dona
 da área desde 1996, assinou a venda do terreno à holding de investimento WWI e ao 
grupo francês Allard, após mais de um ano de negociações.
A ideia do grupo é transformar o imóvel em um complexo com hotel de luxo, centro 
cultural, 
dois teatros, cinemas, lojas e restaurantes. Mas para isso precisa viabilizar o projeto junto 
aos órgãos do patrimônio histórico, já que o imóvel é  tombado desde  1986 pelo 
Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico
 e Turístico do Estado de São Paulo).
Preocupado com a deterioração do imóvel, o vereador Gilberto Natalini (PV) entrou com 
uma ação de vistoria judicial, para que os proprietários sejam responsabilizados pelo 
suposto prejuízo ao patrimônio histórico da cidade.

 
NEGLIGÊNCIA/  “Os atuais proprietários, que também negligenciam o dever legal de 

zelar e preservar o complexo, devem ser responsabilizados pelos danos causados
 ao patrimônio edificado”, afirmou o vereador na ação. “Aliás, não é absurdo afirmar 
que o descaso dos proprietários com o imóvel não é fortuito. É até mesmo
 lógico deduzir que a negligência na conservação do bem tem relação direta com
 a intenção declarada do grupo francês de erguer na área tombada um hotel seis estrelas, 
teatros, galeria de arte, espaço para shows e shopping center, no local hoje tutelado 
pelo instituto do tombamento”, completa.

 
Os atuais proprietários do imóvel foram procurados pelo DIÁRIO para comentar a ação 

do vereador, mas não foram encontrados.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

NOTICIAS ATUAIS SOBRE O HOSPITAL MATARAZZO











Recentemente foi noticiado no jornal Folha de SP http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/71040-apos-acordo-bela-vista-troca-antigo-hospital-por-hoteis-lojas-e-parque.shtml  que a Ação Cívil Pública que os moradores da Bela Vista moveu contra o projeto da Previ foi extinta.
Segundo matéria foi feito um acordo na justiça que a ação que impedia construções no local foi extinta, e em troca o grupo francês Allard se comprometeu em preservar o antigo complexo.
A Tac (é uma decisão judicial, diz que mesmo que a Ação foi extinta, mas o imóvel terá que se preservado) pois caso contrário, se as normas de tombamento não forem cumpridas, a Ação pode voltar a ser executada no momento.

No local, será construído um hotel 6 estrelas, uma torre comercial, um shopping 6 estrelas

Dei uma pesquisada e descobri que o projeto já está no Condephaat e lá eles irão ver se ele será aprovado ou não.  Eles terão que aprovar as plantas, obras de licenciamento ambiental, impacto de transito e etc.

SURPRESA

Ficamos sabendo da noticia, e fiquei surpresa que a antiga presidente das associações da Bela Vista foi a favor do projeto. Alias essas associações nem existem mais. As pessoas que na época tinham entrado com a ação juntamente com ela ficaram surpresas - na verdade acho que isso pegou todos nós de surpresa.
Embora o grupo Allard dizendo que eles irão preservar tudo, é difícil crer, até porque eles já demoliram um antigo hotel - A festa da demolição, e foram processados por isso.
O designer Philippe Starck, que está no projeto, tem a fama de gostar de "ousar" - de causar impacto em seus projetos.
Não sabemos o que eles pretendem, sabemos somente que eles querem é ganhar muito dinheiro. Para eles, todo o investimento, eles querem obter com lucro - e nada melhor do que um shopping de luxo - com grifes, hotel 6 estrelas, flat e etc.

SÓ PARA POUCOS ... JUSTO?


foto antiga da Maternidade
 Os donos do projeto alegam dois pontos. Um é que este projeto trara empregos e desenvolvimento para região e o outro é que ao invés de deixar o complexo abandonado - que faça esse projeto então.
Na verdade esse projeto só vai ser de serventia de poucos. Pessoas com alto poder aquisitivo, que irão se esbaldar no luxo, nas compras e etc. Mas é justo isso. O projeto beneficiar só pessoas ricas?
Esse projeto irá piorar o transito da região, provocando mais e mais congestionamentos.
E as pessoas comuns, o que irá se beneficiar com isso? Nada, ser subalterno - isso pode ser em qualquer lugar!
O antigo hospital foi construído com a finalidade se servir a colônia italiana e posteriormente a todos os cidadãos, independente de sua classe social. Foi tombado justamente por ser de importância histórica, ter ajudado tantas e tantas pessoas. Ter sido um dos melhores hospitais de São Paulo. O antigo Hospital sempre teve a infelicidade de ter "abutres" querendo se aproveitar de sua localização, por ser perto do metro quadrado mais caro da cidade, a Avenida Paulista.
Ali, tudo bem, é terrível estar abandonado, mas na minha opinião e de muita gente, que ali deveria ser algo que fosse de utilidade de todos, como por exemplo um hospital, um centro de pesquisa, uma faculdade - enfim algo que todos pudessem utilizar, algo na área da saúde ou educação.
Na lei Roanet, patrimônios históricos tombados podem receber isenção fiscal (se for implantado algo relacionado com cultura, saúde, e educação) e o governo tem prioridade em adquirir esse tipo de imóvel.
Mas com nossos políticos que ao invés de pensar no povo, prefere dar incentivo a estes projetos imobiliários. O que é mais importante: Um hospital ou um Hotel 6 estrelas?
Marcus Cintra no antigo Hospital
Progresso? Porque não fazem isso na região da Luz, ali realmente precisa de investimentos.
Vamos então ficar no aguardo no aguardo de notícias.





quarta-feira, 27 de julho de 2011

VENDA DO HOSPITAL MATARAZZO


Ontem foi acertada a venda do antigo Hospital Matarazzo para o grupo hoteleiro francês Allard e WWI, e no local eles pretendem implantar um hotel de altissimo luxo, um centro cultural, comercial e gastronômico.
Será que eles vão respeitar as normas de tombamento? Será que esse "centro comercial" é o tal shopping?
É para se lamentar essa noticia, mas não deixaremos eles cometerem nenhuma basbaridade com o local onde abrigava o Hospital.
É triste pensar que um lugar onde serviu diversas pessoas, ajudando pobres e ricos, imigrantes, migrantes ... enfim, gente de todos os lugares e agora se transformar em lugar de RICO!?
Triste ... estamos no Brasil e em São Paulo, uma cidade onde os poderosos mandam!
Vou publicar as matérias referentes a venda do antigo Hospital:

__________________________________


Grupo francês compra antigo Umberto Primo

http://http//www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110727/not_imp750262,0.php

Área de 27 mil metros quadrados, que vai abrigar hotel de luxo, centro cultural, teatros e lojas, foi vendida por R$ 117 milhões

O Hospital Umberto Primo, ícone arquitetônico da capital abandonado há 18 anos, será transformado em um complexo com hotel de luxo, centro cultural, dois teatros, cinemas, lojas e restaurantes. Ontem, a Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil), dona da área desde 1996, assinou a venda do terreno à holding de investimento WWI e ao grupo francês Allard, após mais de um ano de negociação.

A compra dos 27 mil metros quadrados de área na Bela Vista, região central da capital, foi fechada por R$ 117 milhões, já pagos à Previ. Os novos donos do imóvel, tombado em 1986 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat), vão agora dar entrada com o projeto nos governos municipal e estadual para viabilizar a obra de revitalização, que deve custar pelo menos R$ 200 milhões.

O Estado apurou que o grupo está em negociações com o Banco do Brasil para que a instituição patrocine o centro cultural do complexo. O grande chamariz do empreendimento, no entanto, será o hotel de luxo, com projeto do designer pop Philippe Starck e do grupo francês Allard, dono de três propriedades históricas em Paris transformadas em hotéis. Starck, que já veio a São Paulo para estudar o local, voltará à cidade e dará ideias que serão depois adaptadas por um arquiteto brasileiro. O hotel deverá ficar na área da maternidade do Umberto Primo, que foi aberta em 1943 e chegou a ser considerada uma das melhores da América do Sul.

Por meio de uma nota oficial, a Previ afirmou que a venda foi resultado da elaboração de um plano de negócios que levou em consideração a "complexidade" do antigo hospital, em razão de "questões tais como o tombamento e sua importância histórica para a população; exigências legais e ambientais para a utilização do imóvel; bem como o compromisso do comprador em preservar as características do imóvel". O presidente do grupo de investimento WWI não foi encontrado pela reportagem para comentar o negócio.

Abandono. Inaugurado em 1904 na região da Avenida Paulista, na Bela Vista, o Umberto Primo foi totalmente financiado pela colônia italiana de São Paulo. Um dos que mais contribuíram foi o conde Francisco Matarazzo, que também ergueu o império Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo. Com o abandono nos últimos anos, o conjunto de prédios do hospital e da maternidade está com forros caindo, infiltrações e fiação exposta.

Desde 1999 a Previ tentava vender o hospital, mas teve dificuldades por causa de restrições impostas pelo patrimônio público. Há cerca de um ano, a Previ negociou com a mesma WWI e com a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) a venda do imóvel. A informação causou uma saia-justa com a Fundação São Paulo, órgão ligado à Igreja Católica e mantenedor da instituição, que não sabia do caso. A PUC saiu do negócio, mas a WWI levou o projeto adiante, selado agora.

Alguns detalhes do novo complexo, no entanto, ainda poderão mudar de acordo com as diretrizes ditadas pela Prefeitura e pelos órgãos de patrimônio.

CRONOLOGIA

1904
O Hospital Umberto Primo é inaugurado pela Societá de Beneficenza em San Paolo per l"Ospedale Umberto Iº.

1986
O conjunto arquitetônico é tombado pelo patrimônio histórico do Estado.

1993
O hospital é interditado pela Vigilância Sanitária. Três anos depois, a Previ compra o imóvel, com projeto de reforma do hospital, o que não leva adiante.

1999
A Previ não consegue anular o tombamento e a área é praticamente abandonada

________________________________________

Previ vende imóvel do Hospital Matarazzo por R$ 117 milhões

Grupos WWI e Allard são os compradores da área de 27 mil metros quadrados, em São Paulo, que deve receber um hotel de luxo

http://economia.ig.com.br/previ+vende+imovel+do+hospital+matarazzo+por+r+117+milhoes/n1597102152864.html

A Previ anunciou nesta terça-feira a venda do imóvel que abrigou o antigo Hospital Matarazzo por R$ 117 milhões. Desativado desde 1993, o hospital está localizado em um terreno de 27 mil metros quadrados, em uma região nobre de São Paulo. Os compradores, os grupos WWI e Allard, devem construir um hotel de luxo no local.

O grupo francês Allard é reconhecido pela sua atuação no mercado de altíssimo luxo. Eles devem investir cerca de R$ 500 milhões para transformar o terreno do antigo Hospital Matarazzo no primeiro hotel seis estrelas do Brasil, segundo apurou Guilherme Barros, colunista do iG.

“A desalienação do imóvel foi resultado da elaboração de um plano negocial minucioso devido a complexidade do ativo, relativa a questões tais como o tombamento da edificação e sua importância histórica para a população”, informou a Previ, em comunicado.

O novo projeto para utilização do edifício deve respeitar as características arquitetônicas do imóvel.

A Previ é proprietária do imóvel desde 1996 e começou a buscar interessados em adquirir o complexo desde 2005. Além da Allard, a Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) também manifestou interesse no empreendimento.

Os grupos Allard e WWI já efetuaram o pagamento à Previ.


___________________________________

PREVI vende imóvel que abrigou Hospital Matarazzo

http://www.previ.com.br/

A PREVI e uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) formada pelos grupos WWI e Allard assinaram hoje, 26/07, contrato de compra e venda do imóvel que abrigou o antigo Hospital Umberto Primo, também conhecido como Hospital Matarazzo. Situado na região da Avenida Paulista, em São Paulo, o imóvel tem 27 mil m2 de área total e 36 mil m2 de área construída, em uma edificação centenária tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (CONDEPHAAT). A PREVI era proprietária do imóvel desde 1996.

A venda do imóvel foi fechada pelas partes em R$ 117 milhões, já pagos pela SPE à PREVI. A desalienação do imóvel foi resultado da elaboração de um plano negocial minucioso devido a complexidade do ativo, relativa a questões tais como o tombamento da edificação e sua importância histórica para a população; exigências legais e ambientais para a utilização do imóvel; bem como da preocupação da PREVI, e da cidade de São Paulo, com o compromisso do comprador em preservar as características do imóvel e sua melhor utilização em prol da sociedade.

Pela Política de Investimentos dos planos de benefícios da PREVI, um dos focos é em imóveis, mais especificamente nos segmentos de edifícios comerciais e shopping centers. "A venda do Umberto Primo já vinha sendo estudada há algum tempo como parte do Plano de Otimização da Carteira Imobiliária. Diante das condições de mercado e avaliações realizadas, foi um bom negócio para os participantes da PREVI" destacou o Diretor de Investimentos da PREVI, Renê Sanda.

Histórico

O Hospital Umberto Primo ou Ospedale Umberto Iº, como constou do seu primeiro estatuto, foi inaugurado em 14/8/1904, construído pela Societá de Beneficenza em San Paolo per l'Ospedale Umberto Iº. Durante a Segunda Guerra Mundial, por suas ligações com um dos países do Eixo, a Sociedade que o administrava foi nacionalizada e o Hospital passou a se chamar, em 23/9/1942, Hospital Nossa Senhora Aparecida e Casas de Saúde Matarazzo. Em 27/3/1956, tornou-se Hospital Matarazzo Ex-Umberto Iº. Em 1986, esteve interditado por cerca de três meses e, quando de sua reabertura, em 30 de julho, novamente voltou a se chamar Hospital Umberto I até a sua desativação, em 17/10/1993.

A PREVI adquiriu o imóvel em novembro de 1996 e a compra estava vinculada ao projeto de reforma do hospital. Entretanto, processos judiciais impediram a sua implementação. Em janeiro de 2005, a PREVI fechou um contrato de locação, e meses depois, iniciou a busca de interessados no imóvel, que, após processo competitivo, culminou com a venda aos grupos WWI e Allard.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

HOSPITAL MATARAZZO PRESTES A SER VENDIDO PARA GRUPO HOTELEIRO FRANCÊS


Olá pessoal.

Vou repassar aqui a matéria que saiu no jornal " Folha de São Paulo" sobre O Hospital Matarazzo e a noticia é preocupante. Segue abaixo a matéria:




Hotel negocia prédio de hospital tombado

Dona do prédio do Umberto Primo, conhecido como hospital Matarazzo, confirma que está prestes a vender o imóvel

Grupo Allard pretende restaurar o complexo para fazer ali o primeiro hotel classificado como "seis estrelas" do Brasil

O antigo hospital Umberto Primo, também conhecido como hospital Matarazzo, na região da avenida Paulista, está próximo de ser vendido.

O principal interessado, segundo a Folha apurou, é o grupo proprietário do hotel Le Royal Monceau, em Paris, recentemente reformado.

A ideia do grupo Allard é restaurar o antigo hospital para fazer ali o hotel mais luxuoso do Brasil, classificado internacionalmente como "seis estrelas", e outro padrão cinco estrelas.

A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil dono do prédio, confirma que está "em estágio avançado de negociação com grupos de investidores interessados no imóvel".

O órgão, no entanto, não informa quem seriam os investidores interessados nem qual é o destino que deve ser dado ao prédio.

O grupo Allard, que mantém um escritório e um diretor-executivo no Brasil desde 2008, não respondeu. Informou apenas que, na próxima semana, deve ter novidades sobre o assunto,
mas não confirmou nem sequer se está relacionado com a negociação com a Previ.

Alexander Allard, presidente do grupo, é conhecido nos Estados Unidos e na Europa por seusinvestimentos no mercado de alto luxo.

O Le Royal Monceau, por exemplo, foi comprado por ele em 2007 e reformado com
projeto do renomado designer Philippe Starck.

O projeto para o hospital Matarazzo, que também deve ser assinado por Starck, inclui ainda uma galeria de arte e uma área para shows. Os dois -Allard e Starck- estiveram em São Paulo no fim do ano passado, mas não revelaram quais negócios pretendiam fazer na cidade.

A Folha apurou que o grupo já está, inclusive, negociando a contratação de uma frota de táxis -seriam 30 carros, dez deles blindados- para atender aos futuros clientes dos hotéis.

O prédio é tombado pelos órgãos do patrimônio histórico estadual e municipal, que
ainda não foram consultados sobre a possível reforma.

No ano passado, a Previ pediu autorização para fazer uma manutenção no prédio -havia telhas quebradas e calhas entupidas. Neste ano, novo pedido, agora para instalar sistema anti-incêndio.

O complexo com dez edifícios foi construído entre 1904, quando a ala administrativa foi inaugurada, e 1974. Endividado, o hospital fechou em 1993, quando o prédio foi vendido à Previ.

No total, são 26,3 mil m2 de área construída em um terreno de 19 mil m2. Corretores que atuam na região da avenida Paulista estimam que o imóvel valha, pelo menos, R$ 160 milhões, podendo chegar a R$ 260 milhões.
______________________________________________________