sábado, 22 de novembro de 2014

ABAIXO ASSINADO

PREZADOS LEITORES,

Quem é a favor da preservação do nosso patrimônio histórico, que todo o conjunto seja preservado (como na antiga resolução de tombamento de 1986 feito pelo arquiteto Paulo Bastos)

Sabemos que foi modificado as normas de tombamento, um "Destombamento" como a Previ já havia feito alguns anos atrás. Agora o antigo Complexo se encontra totalmente desprotegido.

Temos que fazer algo enquanto é tempo

A preservação do nosso patrimônio histórico
Por favor assinem este abaixo assinado

https://www.change.org/p/iphan-acervo-hist%C3%B3rico-hospital-matarazzo-pela-preserva%C3%A7%C3%A3o

EVENTO



Prezados,

Gostaria de agradecer a presença de todas as pessoas que participaram da Manifestação em  defesa do Hospital Matarazzo. Aos ex pacientes, funcionários, lideres de associações e os vizinhos
Sim, com o apoio de todos vamos conseguir nosso intento que é a Preservação do antigo Hospital.

Estamos lutando há muito tempo desde há época da Previ e queremos que antes de tudo este patrimônio histórico seja preservado, pois este não é qualquer monumento e sim um que fez parte da vida de milhares de pessoas,

Alguns continuam com aquela mentalidade que eles são os salvadores, que vão preservar tudo, e vão fazer algo extraordinário relacionado a cultura, mas na verdade não, querem transformar o espaço em um grande centro do luxo, com hotel 6 estrelas e um shopping - ao estilo Cidade Jardim e JK Iguatemi que pobres não são bem vindos.

Felizmente muitas pessoas perceberam quais são as intenções reais desses especuladores, que tudo que eles não vão fazer é preservar. Sempre mudam o projeto, e agora deram para fazer festinhas no antigo Hospital e isso é só uma prévia do que está por vir

Vamos fazer algo enquanto é tempo, depois que o estrago for feito, não adianta se arrepender.

Vejam estes dois links.

Destruição de um antigo hotel, feito pelo Allard
Entrevista com Alexandre




quarta-feira, 1 de outubro de 2014

EXPOSIÇÃO MADE BY ... FEITO POR BRASILEIROS

Estátua do Conde Francesco Matarazzo
Estátua do Ermelino Matarazzo



Estive na exposição duas vezes. A primeira vez foi logo quando ela foi inaugurada dia 09/09/2014. Fiquei muito contente em voltar nas casas de saúde (parte amarela), que não ia desde 2009. Minha primeira impressão é que estava mais preservado, que tinha partes que tinham melhorado bastante comparado a última vez que estive.

No primeiro dia, vi que tinha muitas pessoas curiosas. não só pela exposição em si, mas em visitar os prédios do Complexo Hospitalar, Muitos nem chegaram a ver quando o prédio funcionava como Hospital, e outros eram pessoas que parecem que voltavam no tempo, tentando relembrar onde trabalhavam, ou pessoas que eram ex pacientes como minha irmã e eu e muitos estrangeiros.


Não me impressionou em nada aquelas "Obras de Arte", cada sala tinha algo, uma que me impressionou foi de uma ex paciente chamado"Agenor", tinha documentos e fotos dele que foram encontrados no Hospital. Gostaria de ter ido nas partes de cima, mas infelizmente eles colocaram vários cordões de isolamento para as pessoas não subirem. Claro, dava para ver de longe que tinha partes que estavam com o telhado podre, (alias nem tem forro mais no telhado) que estão cheios de furos ... 

Um dos corredores do Hospital
O Pior é a situação dos prédios onde funcionavam a Lavanderia, Cozinha e sala de Enfermagem. Neste prédio simplesmente Chovia, lembrando que antes ele já estava em situação precária, eu imagino então agora, com água caindo, e com certeza provocando infiltrações  que com toda a certeza acelera a degradação do imóvel. Diziam que era seguro, mas não acreditei em nada.

A Maternidade estava fechada e também o prédio da Pediatria, 

Desta segunda vez que estive lá (30/09/2014), tinha bem mais pessoas, porém tinha partes que estavam fechadas como as portas que davam para entrar no jardim, Achei estranho

O ex paciente Agenor

Mais estranho ainda é que tinha bombeiros e o prédio da antiga Lavanderia, Cozinha - tinha grades para as pessoas não aproximassem, sendo que da primeira vez não tinha nada disso.

Tudo isso me faz pensar que com essa "Grandiosa obra de arte" está forçando cada vez mais o processo de degradação, 

Prédio onde funcionava a Cozinha, Lavanderia que chove
Conversei com os monitores e me falaram que o Allard pretende mesmo e demolir 3 prédios, e os que restaram, APENAS PRESERVAR SUA FACHADA e tem gente ainda que acha que isso é preservar, E vão fazer modificar tudo PORTANTO PERDENDO SUAS CARACTERÍSTICAS.

Chegando a conclusão foi bom o Allard ter feito a exposição, para mostrar as pessoas o Hospital, seja para pessoas que tem alguma história de vida lá, ou mesmo as pessoas que nunca estiveram lá, que só ouviram falar, mas o errado de tudo isso é usar a Exposição para promover o tal projeto deles, que pretendem implantar no antigo Hospital.

Falam que é arte, mas na verdade tudo se trata de um Hotel 6 estrelas, e de um Shopping de Luxo, ou seja um novo JK, Iguatemi, ou Cidade Jardim ... e uma torre de escritórios se assemelhando muito com o projeto do arquiteto Júlio Neves.

O Alexandre Allard está vivendo em São Paulo e diz que veio morar aqui justamente por que Paris tem as leis de tombamento rígidas, então este senhor quer vir aqui para sair demolindo prédios made in Brazil por que aqui muitos são convencidos  para a alegria dos imobiliários que saem demolindo tudo que encontram dando lugar a prédios, shoppings - perdendo seu passado e sua origem.

Muita gente "deslumbrada" com o projeto deles, acham que é a salvação da Pátria, mas na verdade é que não vão desfrutar de nada pois a cidade Matarazzo, vai ser a cidade dos ricos, milionários. Do hotel (nem vão chegar perto, pois uma diária terá um preço exorbitante).

Não trocaria gato por lebre, acho que para um lugar de total importância não pode ser implantado "qualquer coisa", que ainda vai modificar totalmente o local e que vai ser de uso de poucos. Da classe abastarda.

Dizer que os prédios podem ruir, sim eles podem se não dado um uso, mas de uma maneira indireta poderá ocorrer, com a ajuda dos martelos do Allard, como fizeram em um hotel antigo francês, a grandiosa Festa da Demolição.

Hospital, é caro, sim é caro, impossível - não é, já falei com muitos arquitetos, inclusive estrangeiros, que da SIM para fazer um Hospital moderno,  e em formato de casarão como o Umberto I da Itália que é tão antigo quanto o Matarazzo e funciona as mil maravilhas. 
Sua reforma, poderia sair um pouco cara, mas valeria a pena voltar a ter um grandioso Hospital MISTO.
Sim, ele poderia ser rentável sim, pois ele teria suas alas particulares também e poderia abrigar centro de pesquisas, faculdade de medicina e etc, muitas coisas importantes, que realmente seria de proveito de toda a população.
Hospital nunca é demais, e ali tem espaço de sobra e seria de fácil acesso a toda população.

Afastar os investidores - A fundação Zerbini se interessou e quase deu certo, o candidato José Serra já comentou que tinha interesse em reabrir o imóvel, 

Caros, graças ao conformismo de muitos, estamos deixando nossa cidade feia, perdendo suas característica históricas,monumentos e  dando lugar a esses malditos empreendimentos imobiliários.  Mesmo que não fosse um Hospital, poderia ser um museu, uma faculdade - algo para a POPULAÇÃO EM GERAL.






MATÉRIA DO G1 SOBRE EX PACIENTES QUE RETORNARAM AO ANTIGO HOSPITAL

Matéria do G1 feita pela Paula Paiva Paula

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/09/apos-20-anos-ex-funcionarios-voltam-hospital-em-sp-e-visitam-exposicao.html



Sr Baía, antes quando trabalhava no Hospital e agora na exposição


Após 20 anos, ex-funcionários voltam a hospital em SP e visitam exposição

'Made by... Feito por brasileiros', reúne artistas no antigo hospital Matarazzo.
G1 convidou enfermeira e 'faz-tudo' a voltar ao local na região central de SP
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Assim que cruzou a entrada do hospital Matarazzo, Seu Baía, como é conhecido, lembrou imediatamente do dia em que o local ficou em polvorosa pela "morte" do ator Lima Duarte. “Foi um corre-corre aqui para passar com ele na maca”, lembra. O hospital, desativado em 1993, marcou São Paulo, a vida de meio milhão de paulistanos que nasceram em sua maternidade e chegou até a servir de cenário da gravação de uma novela.
Vinte anos se passaram desde que José Baía de Lima – que é paraibano, apesar do sobrenome – esteve pela última vez no prédio onde trabalhou por mais de três décadas. Mas ele ainda lembra exatamente onde ficava cada ala do hospital na Bela Vista (região central de SP), que hoje abriga a exposição de arte contemporânea "Made By... Feito por Brasileiros", que vai até o dia 12 de outubro.
Boas lembranças também tem a enfermeira Nilda Renil dos Santos Dias, de 54 anos, que trabalhou por 14 anos na ala de pediatria. Ambos aceitaram o convite do G1 de retornar ao hospital com um objetivo em comum: matar saudades e ver seu antigo espaço de trabalho ocupado por arte contemporânea. A área do hospital, construído em 1904, tem 27 mil metros quadrados.
Seu Baía chegou a São Paulo em 1961, com 22 anos. Trabalhou na construção do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e, em seguida, virou auxiliar de serviços gerais no hospital. Lá, construiu não só sua carreira profissional, como encontrou Adélia, sua esposa há mais de 40 anos. “Dei minha contribuição com muito amor e ainda encontrei o amor”, conta.
Eles se conheceram em 1970, quando a enfermeira chegou de Marília, no interior do estado, e logo chamou a atenção de Seu Baía. “Ele ia tomar injeção só pra me ver”, conta Dona Adélia, hoje com 71 anos. Seu Baía assumiu que tomava as injeções de vitamina só para ficar perto da pretendente, mas diz que ela também buscava motivos para ir vê-lo na contabilidade. “Convencido!”, chama a atenção a esposa. O casal teve três três filhos, um deles nascido no Matarazzo, e dois netos.
Quando foi "faz tudo" do hospital, entre 1961 e 1964, Seu Baía teve contato com outros pacientes ilustres – esses internados de verdade –, como José Mauro de Vasconcelos, autor do livro “Meu pé de laranja lima”, para quem serviu café. Mesmo trabalhando na área de serviços gerais, o uniforme era um avental todo branco, “porque o hospital era administrado pelas freiras”, explica.
De auxiliar, ele foi para a secretaria, onde era o correspondente ao atual office-boy, conta. Continuou crescendo e foi para a contabilidade. Quando deixou o hospital, era funcionário da auditoria. Todas essas áreas ficam no local onde hoje na exposição estão os desenhos feitos por homens da tribo Warli, localizada no leste da Índia, a 150 km de Mumbai.
A sala onde Nilda trabalhou por mais tempo recebia os bebês que vinham de pequenas cirurgias. Tinha cinco berços e a sua mesa. Os pacientes geralmente entravam e saíam no mesmo dia. Atualmente, a sala recebe uma obra do carioca Daniel Senise, que fez um restauro parcial da sala: metade dela com um quadrado restaurado na parte antiga e o mesmo espaço deixado sem restauro na outra metade, criando um efeito espelhado.
Nilda foi enfermeira do Matarazzo até o hospital fechar, em 1993. Ali permaneceu mais um ano acampada com outros funcionários, na esperança de que o local fosse reaberto. Uma das lembranças mais tristes que ela tem é do dia em que fizeram a transferência de todos os pacientes. “Quando trouxeram todas as ambulâncias para transferir os pacientes da maternidade, todos os funcionários choraram muito. Não fomos avisados”, recorda.
Na única sala onde ficavam os bebês que vinham de cirurgias cardíacas, estão imagens de santos corroídos, do artista Rodrigo Bueno. No local ficavam 20 berços, segundo Nilda. No espaço interno da ala B, onde hoje as pessoas podem ver a produção do francês Xavier Veilhan, que tem a proposta de brincar com luz e sobra, eram realizadas as festas da pediatria. “Que saudade! Se você pudesse entrar na minha mente...”, suspira a enfermeira.
Após o fechamento do hospital, Nilda tentou visitar o lugar outras vezes, sem sucesso. “Implorei para entrar e não deixaram”. Agora, 20 anos depois, ela pode mostrar para o filho único, Felipe, de 25 e nascido no Matarazzo, cada cantinho do lugar que dedicou anos de trabalho.
Após o fim da mostra, o local poderá dar lugar a um projeto do grupo francês Allard. Estão previstos um hotel de luxo, uma galeria de lojas e restaurantes e um "Centro de Criatividade", que incluirá salas de cinema, estúdios de produção para filmes, música e arte, espaço para o desenvolvimento de artesanato e moda. Falta aprovação da prefeitura.
Corredores de lembranças
Ao caminhar pelos corredores da exposição, cada espaço traz uma lembrança. Seu Baía conta que o lugar que hoje abriga a instalação toda em neon do americano Kenny Scharf era o maior e mais caro quarto do hospital. Na entrada de um corredor, Adélia aponta e diz que ali foi operada para a retirada das amígdalas. Nesse local, a mineira Cinthia Marcelle fez uma intervenção no piso do corredor com a poeira reunida do hospital.
Ao chegarem aos pés da escada onde está o busto de Ermelino Matarazzo, as memórias dos dois ex-funcionários do hospital se conectam. Tanto Nilda quanto Seu Baía recordam da mesma história. O médico Archimedes e a enfermeira Lourdes eram noivos. Ela teve um problema com a anestesia em uma cirurgia e ficou paraplégica. Eles não chegaram a se casar, mas o médico cuidou de Lourdes até o final de sua vida. O quarto de um ficava do lado direito da escada, e o do outro do lado esquerdo.
“Achei muito bonito, fiquei feliz de ter vindo aqui', conta Seu Baía sobre o antigo hospital transformado em galeria de arte temporariamente. No entanto, ele considera que o espaço poderia ter um destino diferente do que o espera – um hotel de luxo, galerias de lojas e restaurantes, e um espaço para exposições.
“Acho que os proprietários poderiam, em memória dos fundadores, fazer pelo menos um postinho de saúde, para ajudar os mais necessitados e condizer com a história do hospital”, diz.
Nilda disse que achou que as obras de arte teriam relação com o espaço do hospital. Ao ver um vídeo-retrato de um homem segurando caixas de ovos onde ficava o lactário – local que as enfermeiras pegavam as mamadeiras – dispara: “Ele poderia estar segurando uma mamadeira”.
A enfermeira, que hoje trabalha em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Diadema, disse não compreender algumas obras de arte contemporâneas. “Hoje eu aprendi a fazer obra de arte”, brinca. “Eu vim realmente para matar as saudades”.


terça-feira, 19 de agosto de 2014


NOVIDADES


No mês de Setembro irá ocorrer no antigo Complexo Hospitalar uma exposição sobre "Made By Brazilians " que contará com um orçamento de R$ 12.681.710  e tem como principal objetivo explorar a qualidade multicultural do País e de São Paulo, trazendo para seus habitantes e visitantes uma força de inspiração, inovação e imaginação; bem como incitar o interesse na área cultural, propiciar o conhecimento de novos artistas e estimular o intercâmbio de culturas.
A exposição será gratuita e ficará funcionando por cinco semanas aproximadamente.
Exposição, cultura, arte é importante para nossa cidade, mas acho que deveria abrigar tudo isso em outro local.
Essa exposição com certeza tem como objetivo calar as pessoas que são contra esse projeto do grupo Allard. Querem mostrar as pessoas que tudo é maravilhoso sendo que na realidade não é.

MUDANÇA NA RESOLUÇÃO DO TOMBAMENTO

A resolução do Tombamento do antigo Complexo Hospitalar foi revogada no dia 18/02/2014 segundo informações do site da secretaria da Cultura http://www.cultura.sp.gov.br/portal/site/SEC/menuitem.bb3205c597b9e36c3664eb10e2308ca0/?vgnextoid=91b6ffbae7ac1210VgnVCM1000002e03c80aRCRD&Id=ffe035d6c20bc010VgnVCM2000000301a8c0____ .

Quer dizer que eles "mudaram" as normas de tombamento, quer dizer que eles querem mesmo é só preservar a fachada e botar abaixo tudo por dentro.
Sim, quem sabe esse projeto sendo aprovado, eles não queiram demolir tudo, como fizeram os donos do banco Safra que compraram e demoliram a antiga Maternidade São Paulo.

O Condephaat que na época que a Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil) era proprietária, tinha destombado o imóvel, e só foi revogada devido a ação judicial.

Agora eles (o grupo Allard) podem fazer o que quiserem.

É um desrespeito com os pacientes, com as nascidos, com os trabalhadores que trabalharam lá e com todo mundo, esse mercado imobiliário pensam que o Comércio do Luxo é tudo?  Que podem ficar destruindo o passado da nossa cidade, botando abaixo todos nossos monumentos ...

Sim acho legal gastar dinheiro em arte, mas acho que gastar dinheiro em algo que realmente seja necessário para todos, como Hospital bem equipado, acho muito mais importante.
É deplorável como andam tratando nossos Hospitais como é o caso da Santa Casa, que quase foi fechada e está toda endividada. (logo vou escrever algo a respeito disso).

Sou totalmente contra e ali deveria ser um Hospital, tenho dito.

Segue abaixo o link com a "nova resolução do Tombamento"








terça-feira, 1 de outubro de 2013


20 ANOS FECHADO E MUDANÇAS NO TOMBAMENTO?!

No dia 10 de Outubro faz exatamente 20 anos que o Hospital Humberto I, ou Matarazzo foi interditado pela vigilância sanitária, atolado de dívidas e desde então nunca mais voltou a funcionar. E o seu estado vem piorando de ano em ano, com indefinições sobre seu futuro, e se degradando constantemente.

Atualmente o imóvel passa por mais uma situação. No dia 07 de Outubro, terá uma audiência pública e nela será decidida o destino do Hospital Matarazzo. Esta audiência terá como objetivo de estudar uma possível revisão das normas do tombamento, para a implantação do projeto do grupo Allard, no qual consiste em construir um hotel, um espaço cultural Banco do Brasil e uma torre comercial.

A Audiência Pública será realizada na data, horário e local e indicados abaixo:
DATA: 07 de outubro de 2013
HORÁRIO: 17h00 às 20h00
LOCAL: Theatro São Pedro

http://www.cultura.sp.gov.br/StaticFiles/SEC/Condephaat/REGULAMENTO%20DE%20AUDI%C3%8ANCIA%20P%C3%9ABLICA.pdf

Muito preocupante isso gente. Se as normas de tombamento sofrer mudanças, o pessoal do grupo Allard vai fazer o que quiser lá, e o Hospital corre um sério risco! Olho neles!

terça-feira, 4 de junho de 2013


Recentemente saiu no jornal " Diário de São Paulo" uma matéria sobre o Hospital Matarazzo, falando que assim como seus antigos proprietários, o grupo Allard está deixando o Hospital sem manutenção
Segue abaixo o link e a matéria:

Abandono estraga ícone da arquitetura

Patrimônio da cidade, Hospital Umberto Primo sofre com problemas. Ação tenta responsabilizar donos
FERNANDO GRANATO
O Hospital Umberto Primo, inaugurado em 1904,  nas imediações da Avenida Paulista, região central da cidade, encontra-se abandonado e fechado, com forros caindo, infiltrações e fiação exposta.

Ícone da arquitetura paulistana, o hospital foi financiado pela colônia italiana de São Paulo, principalmente pelo conde Francisco Matarazzo, que também ergueu o império Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo, daí o apelido que ganhou de Hospital Matarazzo.

Nos seus tempos áureos, a instituição chegou a atender 40 mil pacientes por mês, sendo omaior centro de atendimento a queimados da América Latina.
 Em 2011, a Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil), dona
 da área desde 1996, assinou a venda do terreno à holding de investimento WWI e ao 
grupo francês Allard, após mais de um ano de negociações.
A ideia do grupo é transformar o imóvel em um complexo com hotel de luxo, centro 
cultural, 
dois teatros, cinemas, lojas e restaurantes. Mas para isso precisa viabilizar o projeto junto 
aos órgãos do patrimônio histórico, já que o imóvel é  tombado desde  1986 pelo 
Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico
 e Turístico do Estado de São Paulo).
Preocupado com a deterioração do imóvel, o vereador Gilberto Natalini (PV) entrou com 
uma ação de vistoria judicial, para que os proprietários sejam responsabilizados pelo 
suposto prejuízo ao patrimônio histórico da cidade.

 
NEGLIGÊNCIA/  “Os atuais proprietários, que também negligenciam o dever legal de 

zelar e preservar o complexo, devem ser responsabilizados pelos danos causados
 ao patrimônio edificado”, afirmou o vereador na ação. “Aliás, não é absurdo afirmar 
que o descaso dos proprietários com o imóvel não é fortuito. É até mesmo
 lógico deduzir que a negligência na conservação do bem tem relação direta com
 a intenção declarada do grupo francês de erguer na área tombada um hotel seis estrelas, 
teatros, galeria de arte, espaço para shows e shopping center, no local hoje tutelado 
pelo instituto do tombamento”, completa.

 
Os atuais proprietários do imóvel foram procurados pelo DIÁRIO para comentar a ação 

do vereador, mas não foram encontrados.