Pois então gente, tinha falado sobre a maternidade Condessa Filomena Matarazzo, agora vou falar sobre a casas de saúde " Umberto I, ou Matarazzo".
Depois que saimos da Maternidade, o caseiro disse que podiamos ir onde quisermos, então fomos:
Logo na parte da frente do complexo estava escrito "casa de saúde Francisco Matarazzo" , e então entramos. Logo quando entramos na primeira porta (verde), tinha uma sala escura que dava em outras, muito estranho, mais logo demos de cara com um salão totalmente reformado (porcausa da casa cor), com o chão totalmente reformado (parecia chão de marmore), e com um escrito "Casa Cor", e também "Casa dos Criadores 2005", lá perto também tinha uma estátua do conde Francisco Matarazzo, eu olhei o busto e pensei: -Oque fisseram com seu hospital conde, este lugar não pertence mais, nem a saúde, nem aos pobres, mais sim por um bando de gente interesseira! Temos que salvar seu hospital.
Vi aquela famosa frase "Que o dinheiro dos ricos se reverta na saúde dos pobres".
Fiquei muito triste com isso.
Olhava as paredes, amarelas, totalmente sujas,e com muita úmidade, mais ainda sim, lá tem energia elétrica (ápenas neste andar).
O Chão (tirando no salão), continuava vermelho, começamos a andar pelos corredores e pelas salas. As portas estavam totalmente quebradas (onde tinha porta), muitas salas ainda sim, escuras; muitas janelas fechadas e outras quebradas!
Era triste ver um banco de cimento (o mesmo que eu sentava quando estava doente muitos anos antes), totalmente solitário! Sujo por demasia, até que entramos em um corredor que saia em um jardim!
Esse sim, esse Jardim eu me lembro bem dele. Nesta parte o corredor é aberto e tem até uma escadinha (para baixo) para entrar dentro do Jardim! Ele continua suntuoso, tem um banco de cimento nele, parece que voltamos em 1986!
O mais estranho é que além do Jardim, dava para ver os outros prédios do complexo! As Janelinhas verdes, umas quebradas! As paredes bem apodrecidas (muitissimo mais que em qualquer lugar da Maternidade). Eu fiquei novamente sem ação! Não é possivél que um lugar que antes era cheio de gente se transformou em um lugar solitário, abandonado e etc!
Pois é gente, é triste, depois do jardim entramos em um corredor que tinha umas portas de vidro, parece aquelas de UTI, quem sabe!
Vimos os elevadores, e um corredor que saia em outra entrada, nesta vimos mais bancos de cimento! Na entrada nessa parte estava escrito: Raio X, medicamentos, e consultas!
Muitos lugares estavam com o nome das especialidades que tinham lá!
Voltamos a entrar, em um corredor, em outro, até que um deles tinham os armários médicos, meio enferrujados!
Dai, quando fomos ver, ali a enorme escada, que tinha um busto do Ermelino Matarazzo, mais ficamos assombradas pois se subissemos a escada, entariamos na parte mais deteriorada de todo o complexo (tirando a do necrotério).
E lembramos doque vimos e oque o caseiro disse, -Cuidado, que lá cima o forro está caindo e vocêis podem se machucar!
Então, corremos, e cadê a saida! Parecia um filme de terror (não tanto quanto desta vez que fui, que subimos lá e nem conto oque vimos, mais só vou contar em outro post).
Nada de saida, uma sala, outra, um corredor, que medo, e começei a pensar em quantas pessoas que haviam morrido ali, e quantas haviam sobrevivido, como eu.
Acabamos encontrando a saída, mais não queria ir embora, quando vi o busto do conde, eu prometi que iria voltar e que iria fazer de tudo para salvar seu complexo hospitalar.
Não vi o caseiro, só uns seguranças que ficaram impressionados com nossa coragem!
Eu vi que mesmo assim, o complexo com alguns lugares degradados, tem salvação!
Até amigos!
domingo, 14 de setembro de 2008
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
visita ao complexo part- 2
Olá gente voltei....
Eu estava falando sobre minha primeira visita ao complexo (fui mais uma vez nele, terça feira e foi ótimo)
Quando chegamos lá, falamos que estavamos querendo visitar o prédio por dentro, um segurança ficou surpreso e disse:
-Oque vocêis querem fazer aqui, pois aqui está desativado a muito tempo, vocêis tem autorização da PREVI?
E aí falamos que sim, e dai ele chamou o caseiro! Ele por sinal é um senhor muito simpático, notei logo de cara que ele gosta muito de lá!
E ele disse que iria nos levar primeiramente na Maternidade Condessa Filomena Matarazzo!
Eu estava olhando todo o Complexo por fora, umas partes conservadas, e outras bem deterioradas, principalmente a parte amarela! Dava para ver as Janelas podres, o telhado com uma parte apodrecida! Fiquei até sem ação!
Mais mesmo assim, me lembrou muito quando era pequena.
Quando o caseiro nos levou na Maternidade, no primeiro andar, estava tudo muito conservado, acho que é porque teve a casa cor em 2003, as janelas estavam abertas, as salas, os corredores....tudo muito em bom estado!
O elevador estava quebrado,mais também é bem antigo! Ele nos mostrou até um corredor subterrâneo onde passavam as roupas médicas, os equipamentos médicos e etc. Lá eu vi a praca do primeiro banco de leite de SP que foi lá!
Como disse, ele nos disse que trabalha lá desde 1999, mais conhece tudo, tudo que funcionava no hospital.
Nos disse sobre o descasso das autoridades, que não fazem nada pelo hospital, que está praticamente abandonado!
Nem lembrava que a Maternidade era tão bonita, mais algumas partes "onde ocorreu a casa cor", estão mais mudadas, em um banheiro tinha até uma pia de marmore! Porém o prédio está sujo, muito sujo, parece que ninguém limpa lá!
No segundo andar estava também muito conservado, mais em algumas partes já davam para ver algumas coisas deterioradas!
Algumas paredes estavam com umidade, umas lascaduras na parede, elevador de manivela sem funcionar. Eram muitas salas, muitos corredores, parece até um labirinto, eu fiquei imaginando quantas pessoas poderiam ser atendidas ali!
Aí o caseiro disse que iria nos esperar e agente podia ver os outros dois andares sozinhas. No terceiro, as coisas já não iam muito bem, os corredores e salas enormes, sujas, fiação elétrica a vista, paredes se descascando, umidade mais elevada, algumas janelas quebradas, umas salas totalmente escuras e com muito mofo, e o chão, em algumas partes, quebrado.
O teto, já estava querendo quebrar! Uma cena muito triste, ver como ali está abandonado e a PREVI e o governo? Nada fazem para recuperar este lugar tão bonito!
Fomos no quarto andar! Subimos uma escada bem grande que tinha umas janelas grandes, bonitas....tinha até um monumento, subimos e demos de cara com o mais puro abandono (claro, nada comparado a parte amarela nos outros prédios).
Lá os banheiros estavam quebrados, a parede úmida ao extremo, as fiações em estado precário (fios amontoados), sujo, escuro, salas com úmidade,chão quebrado, elevadores quebrados, e o pior de tudo, o teto!
O gesso (acho que é gesso) estava com uma parte quebrada e dava para ver o telhado, eu morrendo de medo de um pedaço disso cair na minha cabeça!
Era um pedação quebrado, e um em formato de cruz (quem sabe não estava pedindo ajuda?).
Mais me deu uma pena ver o mais puro abandono! Porque ao invez de tudo aquilo estar assim daquele jeito, poderia sim, ser reformado, e voltasse a ser hospital e atender as pessoas?
Bem, além daquelas partes mais estranhas, tinha umas bonitas também! Um salão (aquele mesmo que a revista veja falou em uma matéria), muitissimo lindo, grandão, e até com umas postas de vidro!
E também eu vi as salas onde nasciam as crianças, acontecia tudo naquele andar, e pensar que quem está escrevendo aqui, nasceu naquela sala! Incrivél!
E as sacadas da janela que dava para ver as outras alas e a Av Paulista no alto! Lindo!
Mais depois de ter visitado tudo, estavamos procurando a escada, sumiu, nos perdemos, e paramos em um lugar escuro, e eu morrendo de medo de fantasmas! Mais achamos e descemos a escada, e a outra também, até que o caseiro estava lá nos esperando!
Saimos, e vimos aquele prédio da maternidade por trás! Lindo! Ele é branco com janelas verdes, pena que nada de foto!
Depois eu falo sobre o prédio amarelo, oque nós iamos mais antigamente!
Até!
Eu estava falando sobre minha primeira visita ao complexo (fui mais uma vez nele, terça feira e foi ótimo)
Quando chegamos lá, falamos que estavamos querendo visitar o prédio por dentro, um segurança ficou surpreso e disse:
-Oque vocêis querem fazer aqui, pois aqui está desativado a muito tempo, vocêis tem autorização da PREVI?
E aí falamos que sim, e dai ele chamou o caseiro! Ele por sinal é um senhor muito simpático, notei logo de cara que ele gosta muito de lá!
E ele disse que iria nos levar primeiramente na Maternidade Condessa Filomena Matarazzo!
Eu estava olhando todo o Complexo por fora, umas partes conservadas, e outras bem deterioradas, principalmente a parte amarela! Dava para ver as Janelas podres, o telhado com uma parte apodrecida! Fiquei até sem ação!
Mais mesmo assim, me lembrou muito quando era pequena.
Quando o caseiro nos levou na Maternidade, no primeiro andar, estava tudo muito conservado, acho que é porque teve a casa cor em 2003, as janelas estavam abertas, as salas, os corredores....tudo muito em bom estado!
O elevador estava quebrado,mais também é bem antigo! Ele nos mostrou até um corredor subterrâneo onde passavam as roupas médicas, os equipamentos médicos e etc. Lá eu vi a praca do primeiro banco de leite de SP que foi lá!
Como disse, ele nos disse que trabalha lá desde 1999, mais conhece tudo, tudo que funcionava no hospital.
Nos disse sobre o descasso das autoridades, que não fazem nada pelo hospital, que está praticamente abandonado!
Nem lembrava que a Maternidade era tão bonita, mais algumas partes "onde ocorreu a casa cor", estão mais mudadas, em um banheiro tinha até uma pia de marmore! Porém o prédio está sujo, muito sujo, parece que ninguém limpa lá!
No segundo andar estava também muito conservado, mais em algumas partes já davam para ver algumas coisas deterioradas!
Algumas paredes estavam com umidade, umas lascaduras na parede, elevador de manivela sem funcionar. Eram muitas salas, muitos corredores, parece até um labirinto, eu fiquei imaginando quantas pessoas poderiam ser atendidas ali!
Aí o caseiro disse que iria nos esperar e agente podia ver os outros dois andares sozinhas. No terceiro, as coisas já não iam muito bem, os corredores e salas enormes, sujas, fiação elétrica a vista, paredes se descascando, umidade mais elevada, algumas janelas quebradas, umas salas totalmente escuras e com muito mofo, e o chão, em algumas partes, quebrado.
O teto, já estava querendo quebrar! Uma cena muito triste, ver como ali está abandonado e a PREVI e o governo? Nada fazem para recuperar este lugar tão bonito!
Fomos no quarto andar! Subimos uma escada bem grande que tinha umas janelas grandes, bonitas....tinha até um monumento, subimos e demos de cara com o mais puro abandono (claro, nada comparado a parte amarela nos outros prédios).
Lá os banheiros estavam quebrados, a parede úmida ao extremo, as fiações em estado precário (fios amontoados), sujo, escuro, salas com úmidade,chão quebrado, elevadores quebrados, e o pior de tudo, o teto!
O gesso (acho que é gesso) estava com uma parte quebrada e dava para ver o telhado, eu morrendo de medo de um pedaço disso cair na minha cabeça!
Era um pedação quebrado, e um em formato de cruz (quem sabe não estava pedindo ajuda?).
Mais me deu uma pena ver o mais puro abandono! Porque ao invez de tudo aquilo estar assim daquele jeito, poderia sim, ser reformado, e voltasse a ser hospital e atender as pessoas?
Bem, além daquelas partes mais estranhas, tinha umas bonitas também! Um salão (aquele mesmo que a revista veja falou em uma matéria), muitissimo lindo, grandão, e até com umas postas de vidro!
E também eu vi as salas onde nasciam as crianças, acontecia tudo naquele andar, e pensar que quem está escrevendo aqui, nasceu naquela sala! Incrivél!
E as sacadas da janela que dava para ver as outras alas e a Av Paulista no alto! Lindo!
Mais depois de ter visitado tudo, estavamos procurando a escada, sumiu, nos perdemos, e paramos em um lugar escuro, e eu morrendo de medo de fantasmas! Mais achamos e descemos a escada, e a outra também, até que o caseiro estava lá nos esperando!
Saimos, e vimos aquele prédio da maternidade por trás! Lindo! Ele é branco com janelas verdes, pena que nada de foto!
Depois eu falo sobre o prédio amarelo, oque nós iamos mais antigamente!
Até!
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
ida ao antigo complexo parte 1
Olá pessoal voltei, mais uma vez.....
Eu tinha falado na postagem anterior, sobre minha ida ao complexo, então vou falar!
Eu primeiramente não fui sozinha, minha irmã foi comigo, pois ela também tem uma forte ligação com aquele hospital.
Bem, foi no dia 22 de Julho, uma Terça Feira de muito Sol, na verdade não tinha idéia nenhuma de como seria lá, então não levei camera (pois mesmo que tivesse levado, não é permitido).
Fomos pegar o busão pça da Bandeira umas 8 da manhã, bem, minha irmã parecia estar calma, mais eu não.
Estava com um pouco de medo dos seguranças e dos caseiros pegarem no nosso pé, pois havia lido em uma matéria de uma revista, que eles só deixavam ver a construção por fora, mais como tinhamos a autorização da PREVI, eles não podiam fazer nada.
Depois de uma hora e meia de percurso (Butantã onde moramos é longe), chegamos e descemos depois do tunél da 9 de Julho, fomos pelo caminho que lembravamos, subimos a rua Picarolo e começamos a perguntar, onde fica o antigo hospital Matarazzo? Um cara deu informação errada, mais sabiamos que a dica que ele deu estava errada, e perguntamos para outro cara, este deu informação perfeita. Fomos e chegamos na Rua Itapeva, lá atrás tinha a parte de trás do banco real, é aquele mesmo que fica na Av Paulista, ali atrás é a Av Paulista, mais quando eramos pequenas aquele banco não era o banco real e sim o antigo banco Bamerindos (que faliu).
Sabiamos que o hospital era logo ali, mais não lembravamos da entrada, e perguntamos para um taxista muito mau educado por sinal, e ele falou:
-Oque vocêis querem fazer lá, o hospital não existe mais, faz 15 anos que fechou, mais também o mesmo sujeito ignorante falou:
- Fica ali na Alameda Rio Claro.
Exatamente, lembramos do caminho, a praça está lá ainda, mais aquelas cerquinhas verdes que ficavam no caminho do hospital, não existe mais.
Atrás do muro avistamos o antigo Complexo, mesmo de longe, todo deteriorado, mais mesmo assim, lembra antigamente, continua com aquelas cores berantes, amarelo e as janelas verdes, a medida que aproximavamos da entrada, eu ficava sem ação, e quando chegamos lá, descobrimos que ali virou um estacionamento.
Depois eu continuo falando sobre a a vizita!
Kisses my friends!
Eu tinha falado na postagem anterior, sobre minha ida ao complexo, então vou falar!
Eu primeiramente não fui sozinha, minha irmã foi comigo, pois ela também tem uma forte ligação com aquele hospital.
Bem, foi no dia 22 de Julho, uma Terça Feira de muito Sol, na verdade não tinha idéia nenhuma de como seria lá, então não levei camera (pois mesmo que tivesse levado, não é permitido).
Fomos pegar o busão pça da Bandeira umas 8 da manhã, bem, minha irmã parecia estar calma, mais eu não.
Estava com um pouco de medo dos seguranças e dos caseiros pegarem no nosso pé, pois havia lido em uma matéria de uma revista, que eles só deixavam ver a construção por fora, mais como tinhamos a autorização da PREVI, eles não podiam fazer nada.
Depois de uma hora e meia de percurso (Butantã onde moramos é longe), chegamos e descemos depois do tunél da 9 de Julho, fomos pelo caminho que lembravamos, subimos a rua Picarolo e começamos a perguntar, onde fica o antigo hospital Matarazzo? Um cara deu informação errada, mais sabiamos que a dica que ele deu estava errada, e perguntamos para outro cara, este deu informação perfeita. Fomos e chegamos na Rua Itapeva, lá atrás tinha a parte de trás do banco real, é aquele mesmo que fica na Av Paulista, ali atrás é a Av Paulista, mais quando eramos pequenas aquele banco não era o banco real e sim o antigo banco Bamerindos (que faliu).
Sabiamos que o hospital era logo ali, mais não lembravamos da entrada, e perguntamos para um taxista muito mau educado por sinal, e ele falou:
-Oque vocêis querem fazer lá, o hospital não existe mais, faz 15 anos que fechou, mais também o mesmo sujeito ignorante falou:
- Fica ali na Alameda Rio Claro.
Exatamente, lembramos do caminho, a praça está lá ainda, mais aquelas cerquinhas verdes que ficavam no caminho do hospital, não existe mais.
Atrás do muro avistamos o antigo Complexo, mesmo de longe, todo deteriorado, mais mesmo assim, lembra antigamente, continua com aquelas cores berantes, amarelo e as janelas verdes, a medida que aproximavamos da entrada, eu ficava sem ação, e quando chegamos lá, descobrimos que ali virou um estacionamento.
Depois eu continuo falando sobre a a vizita!
Kisses my friends!
terça-feira, 2 de setembro de 2008
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
voltando no tempo...e o presente
Olá pessoal, voltei!!!!!!!
Em outro post falei um pouco sobre a minha história no hospital matarazzo, e a história do hospital, vamos para o presente agora!
Desde 1993 quando o hospital fechou, repeti de ano na escola (que ano ruim foi 1993, né) e nem procurei saber mais sobre o hospital Matarazzo, simplesmente não me interessava em saber nada sobre o hospital, não gostava muito de lembrar de uma época que eu era muito doente, mas as coisas com o passar dos anos começaram a mudar.
Continuei estudando, e depois quando terminei o ensino médio, fiz alguns cursos, empregos e etc, e começei a fazer planos para viajar para a Holanda.
Em maio de 2008, eu estava prestes a viajar, mas minha vontade de viajar não estava mais como antes, algo dizia que eu não podia viajar, e teria uma missão a ser feita aqui.
Nessa mesma época, minha irmã e mãe voltaram a ir para as localidades próximas ao antigo Hospital. Fazia muitos anos que ambas não passavam por ali.
Depois elas vieram e me falaram que se lembraram muito de antigamente, e que eu deveria ir também.

Um dia nossa amiga chamada Luciana, que é amiga de longa data, lembrou de quando eramos pequenas, nos anos 80, que ela também era paciente do Hospital Matarazzo, que ela tomava injeções lá. Ficamos lembrando daqueles bons tempos, e me deu a curiosidade de passar em frente ao Hospital! Mas não sabia se o complexo ainda existia!
Quando fui pegar o ônibus pça da Bandeira depois de 18 anos sem pegar ele, eu relembrei daqueles tempos, de quando eu passava mau naqueles caminhos, do tunél 9 de Julho, quando a minha mãe me colocava no colo dela para eu parar de chorar, enjoada. E quando nós iamos embora do hospital, ela me comprava doces, ou iamos tomar um lanche no bar em que meu tio trabalhava, e depois quando iamos esperar o Ônibus, eu olhava aquelas esculturas brancas que tinha nos lados do tunél.
Fiquei mais curiosa, oque aconteceu com o Hospital Matarazzo? Aí que veio a idéia de pesquisar aqui na net, só sabia que lá teve a casa cor em 2003, achava que tinham transformado lá em um complexo de exposições permanentes, ou que tinham demolido o prédio e construido outro!
Mais descobri que o prédio está de pé ainda, que foi tombado pelo Condephaat (Conselho de defesa do patrimônio arqueolôgico, artistico e turistico) mais que os seus atuais donos, a PREVI queriam demolir o complexo para construir flats, shopping center, e um pequeno hospital particular (sem internações), mais que eles não conseguiram porcausa que os moradores da Bela Vista entraram com uma ação em 1999 impedindo isso!
Nossa, graças que a ação civil (dos Moradores) saiu vitoriosa, mais a PREVI entrou com um recurso, e aguarda a decisão judicial. (depois eu falo mais sobre isso)
Misteriosamente encontrei os cartões (de agendamento do hospital) intactos, não sabia que a minha mãe tinha isso, e nem sabia que tinha ido tanto lá! Encontrei também declaração de nascimento (que tinha o dia que a minha mãe foi internada lá, e o dia que saimos de lá).
Saudade? muitas, foi aí que começei a pesquisar se eu poderia ir lá resgatar um pouco da minha história, pois lá era o lugar que mais ia depois de minha casa.
Não deu certo a viagem, estranho né!
Começei a pesquisar em tudo, aí me deu na veneta de mandar um e-mail para a PREVI, já que eles são donos e poderiam saber algo!
Eu mandei, meia sem esperanças de obter respostas, mais eles me responderam, e disseram que eu poderia sim, vizitar o complexo, e que era para eu ligar para o caseiro agendando o dia e hora.
Tudo certo, eu e minha irmã marcadas, e eu sem expectativa nenhuma de como seria lá, sabia que o prédio está em ruinas, mais queria ver com meus próprios olhos.
Estava meia com medo de quando ir, os seguranças pegassem no pé, pois a maioria dos segurançasde muitos lugares são chatos, mais a expectativa é se eu iria me aguentar para não chorar lá, eu sei que sou uma ICE GIRL, mais....
Depois eu falo como foi lá! Isso já tem mais de um mês.....
Em outro post falei um pouco sobre a minha história no hospital matarazzo, e a história do hospital, vamos para o presente agora!
Desde 1993 quando o hospital fechou, repeti de ano na escola (que ano ruim foi 1993, né) e nem procurei saber mais sobre o hospital Matarazzo, simplesmente não me interessava em saber nada sobre o hospital, não gostava muito de lembrar de uma época que eu era muito doente, mas as coisas com o passar dos anos começaram a mudar.
Continuei estudando, e depois quando terminei o ensino médio, fiz alguns cursos, empregos e etc, e começei a fazer planos para viajar para a Holanda.
Em maio de 2008, eu estava prestes a viajar, mas minha vontade de viajar não estava mais como antes, algo dizia que eu não podia viajar, e teria uma missão a ser feita aqui.
Nessa mesma época, minha irmã e mãe voltaram a ir para as localidades próximas ao antigo Hospital. Fazia muitos anos que ambas não passavam por ali.
Depois elas vieram e me falaram que se lembraram muito de antigamente, e que eu deveria ir também.
Um dia nossa amiga chamada Luciana, que é amiga de longa data, lembrou de quando eramos pequenas, nos anos 80, que ela também era paciente do Hospital Matarazzo, que ela tomava injeções lá. Ficamos lembrando daqueles bons tempos, e me deu a curiosidade de passar em frente ao Hospital! Mas não sabia se o complexo ainda existia!
Quando fui pegar o ônibus pça da Bandeira depois de 18 anos sem pegar ele, eu relembrei daqueles tempos, de quando eu passava mau naqueles caminhos, do tunél 9 de Julho, quando a minha mãe me colocava no colo dela para eu parar de chorar, enjoada. E quando nós iamos embora do hospital, ela me comprava doces, ou iamos tomar um lanche no bar em que meu tio trabalhava, e depois quando iamos esperar o Ônibus, eu olhava aquelas esculturas brancas que tinha nos lados do tunél.
Fiquei mais curiosa, oque aconteceu com o Hospital Matarazzo? Aí que veio a idéia de pesquisar aqui na net, só sabia que lá teve a casa cor em 2003, achava que tinham transformado lá em um complexo de exposições permanentes, ou que tinham demolido o prédio e construido outro!
Mais descobri que o prédio está de pé ainda, que foi tombado pelo Condephaat (Conselho de defesa do patrimônio arqueolôgico, artistico e turistico) mais que os seus atuais donos, a PREVI queriam demolir o complexo para construir flats, shopping center, e um pequeno hospital particular (sem internações), mais que eles não conseguiram porcausa que os moradores da Bela Vista entraram com uma ação em 1999 impedindo isso!
Nossa, graças que a ação civil (dos Moradores) saiu vitoriosa, mais a PREVI entrou com um recurso, e aguarda a decisão judicial. (depois eu falo mais sobre isso)
Misteriosamente encontrei os cartões (de agendamento do hospital) intactos, não sabia que a minha mãe tinha isso, e nem sabia que tinha ido tanto lá! Encontrei também declaração de nascimento (que tinha o dia que a minha mãe foi internada lá, e o dia que saimos de lá).
Saudade? muitas, foi aí que começei a pesquisar se eu poderia ir lá resgatar um pouco da minha história, pois lá era o lugar que mais ia depois de minha casa.
Não deu certo a viagem, estranho né!
Começei a pesquisar em tudo, aí me deu na veneta de mandar um e-mail para a PREVI, já que eles são donos e poderiam saber algo!
Eu mandei, meia sem esperanças de obter respostas, mais eles me responderam, e disseram que eu poderia sim, vizitar o complexo, e que era para eu ligar para o caseiro agendando o dia e hora.
Tudo certo, eu e minha irmã marcadas, e eu sem expectativa nenhuma de como seria lá, sabia que o prédio está em ruinas, mais queria ver com meus próprios olhos.
Estava meia com medo de quando ir, os seguranças pegassem no pé, pois a maioria dos segurançasde muitos lugares são chatos, mais a expectativa é se eu iria me aguentar para não chorar lá, eu sei que sou uma ICE GIRL, mais....
Depois eu falo como foi lá! Isso já tem mais de um mês.....
domingo, 31 de agosto de 2008
Sobre a História do Hospital


Entre os imigrantes que chegaram ao Brasil no final do século XIX, a maioria era de origem italiana. Buscando melhores condições de vida, boa parte deles se fixou no Estado de São Paulo e alguns fizeram fortuna. Famílias como as dos Pignatari, Gamba, Falchi e Matarazzo, por exemplo, em pouco tempo já se destacavam no cenário dos “imigrantes que deram certo”. Colônia unida, logo criaram associações para ajudar os menos favorecidos. Foi assim que surgiu a Societá Italiana de Beneficenza in San Paolo, cujo objetivo era construir um hospital por meio de doações dos mais abastados. Muitos contribuíram, mas foi o Conde Francisco Matarazzo quem mais se engajou na iniciativa. A pedra fundamental do primeiro prédio deste atual complexo hospitalar, construído em 1904, foi doada por ele. Onze anos depois, o Conde custeou a obra e os equipamentos médicos de uma nova ala.
Assim surgiu a Casa de Saúde Francisco Matarazzo, que tinha como slogan “A saúde dos ricos para os pobres”. Em 1925, ele financiou outra construção no terreno, a Casa de Saúde Ermelindo Matarazzo. A idéia de construir a Maternidade,
foi de sua mulher, a condessa Filomena Matarazzo. Já a capela, hoje Igreja de Santa Lúcia, surgiu da iniciativa de sua cunhada, D. Virginia Matarazzo, que queria homenagear a santa padroeira da família. Durante muito tempo, o complexo hospitalar chamou-se Ospedale Umberto I e sua administração era escolhida por uma assembléia e pelo Cônsul Geral da Itália. Em 1941, passou a denominar-se Beneficência em São Paulo Hospital Nossa Senhora Aparecida e Casas de Saúde Matarazzo, sob a direção da Fundação Ítalo-Brasileira Umberto I.
Em 1970, o hospital firmou convênio com o INAMPS (Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social) e por mais de dez anos foi considerado um excelente espaço de formação de profissionais. A maternidade, por exemplo, era vista como a melhor da América do Sul. Entre seus funcionários, estava a parteira oficial dos Matarazzo que, a partir de então, passou a fazer ali os partos de todos os netos e sobrinhos do Conde Francisco.
Foi neste hospital também onde se montou o primeiro banco de sangue do Estado de São Paulo. Mas por falta de recursos, uma vez que sempre dependeu de doações e das contingências político-econômicas para sobreviver, o complexo hospitalar foi vendido em 1996 para seus atuais proprietários: a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil – PREVI.
Atualmente o terreno serve de estacionamento.
No antigo complexo aconteceram dois eventos: Casa Cor em 2003, e casa dos criadores em 2005.
ARQUITETURA DO HOSPITAL MATARAZZO
uando em 1878 a Societá Italiana de Beneficenza in San Paolo adquiriu o terreno que hoje compreende as atuais ruas São Carlos do Pinhal e Itapeva e a alameda Rio Claro, sua pretensão era construir um hospital para os imigrantes italianos que viviam nesta cidade. Entretanto, devido à escassez de recursos, só em 1895 é que a entidade começa a levar adiante a idéia. Os arquitetos Luigi Pucci e Giulio Mecheli vieram da Itália e idealizaram um prédio com capacidade para 250 leitos. De padrão neoclássico, possuía dois andares, divididos em duas alas e um anexo para doentes que podiam pagar. Mais uma vez, a falta de dinheiro impossibilitou a obra.
Foi só em 1904, graças às doações de ricas famílias imigrantes, como os Matarazzo, que finalmente o sonho tornou-se realidade. O projeto inicial, assinado por Giulio Micheli, não previa a expansão do hospital. Por isso, foi construído na parte central do terreno de 27.419 m2 o edifício que hoje é conhecido como Pavilhão Administrativo. De estilo Florentino, constitui-se de duas alas para cem leitos e sala médica. Cozinha e lavanderia foram feitas posteriormente. Em 1915, o Conde Francisco Matarazzo encomendou ao arquiteto italiano G.B. Bianchi, também responsável por seu palacete na Avenida Paulista, a construção da Casa de Saúde que leva o seu nome. Esta, assim como a capela (de 1922) e a Casa de Saúde Ermelindo Matarazzo (de 1929), seguem os mesmos princípios florentinos do primeiro prédio.
Sempre em expansão, o hospital ganhou novas alas, porém de arquitetura pouco expressiva. Entre elas a Clínica Pediátrica Amélia de Camilis (em 1935) e o Pavilhão Vitório Emanuele III (em 1937). foi erguido em 1943. Por iniciativa de sua mulher, a condessa Filomena Matarazzo, o Conde Francisco encomendou ao arquiteto Francisco Verrone, depois substituído pelo arquiteto Mário Calore, a construção da maternidade.
Batizado com o nome de sua esposa, o edifício tem a arquitetura típica italiana da década de 30. Com proporções e simetrias neoclássicas, destaca-se a sobriedade, a imponência e a contenção dos detalhes.
Pela conservação da estrutura física dos prédios e pela importância em relação à vida pública e social da cidade de São Paulo, todo o complexo hospitalar, que compreende 9.870 m2 de área construída, encontra-se tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico).
Assim surgiu a Casa de Saúde Francisco Matarazzo, que tinha como slogan “A saúde dos ricos para os pobres”. Em 1925, ele financiou outra construção no terreno, a Casa de Saúde Ermelindo Matarazzo. A idéia de construir a Maternidade,
foi de sua mulher, a condessa Filomena Matarazzo. Já a capela, hoje Igreja de Santa Lúcia, surgiu da iniciativa de sua cunhada, D. Virginia Matarazzo, que queria homenagear a santa padroeira da família. Durante muito tempo, o complexo hospitalar chamou-se Ospedale Umberto I e sua administração era escolhida por uma assembléia e pelo Cônsul Geral da Itália. Em 1941, passou a denominar-se Beneficência em São Paulo Hospital Nossa Senhora Aparecida e Casas de Saúde Matarazzo, sob a direção da Fundação Ítalo-Brasileira Umberto I.
Em 1970, o hospital firmou convênio com o INAMPS (Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social) e por mais de dez anos foi considerado um excelente espaço de formação de profissionais. A maternidade, por exemplo, era vista como a melhor da América do Sul. Entre seus funcionários, estava a parteira oficial dos Matarazzo que, a partir de então, passou a fazer ali os partos de todos os netos e sobrinhos do Conde Francisco.
Foi neste hospital também onde se montou o primeiro banco de sangue do Estado de São Paulo. Mas por falta de recursos, uma vez que sempre dependeu de doações e das contingências político-econômicas para sobreviver, o complexo hospitalar foi vendido em 1996 para seus atuais proprietários: a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil – PREVI.
Atualmente o terreno serve de estacionamento.
No antigo complexo aconteceram dois eventos: Casa Cor em 2003, e casa dos criadores em 2005.
ARQUITETURA DO HOSPITAL MATARAZZO
uando em 1878 a Societá Italiana de Beneficenza in San Paolo adquiriu o terreno que hoje compreende as atuais ruas São Carlos do Pinhal e Itapeva e a alameda Rio Claro, sua pretensão era construir um hospital para os imigrantes italianos que viviam nesta cidade. Entretanto, devido à escassez de recursos, só em 1895 é que a entidade começa a levar adiante a idéia. Os arquitetos Luigi Pucci e Giulio Mecheli vieram da Itália e idealizaram um prédio com capacidade para 250 leitos. De padrão neoclássico, possuía dois andares, divididos em duas alas e um anexo para doentes que podiam pagar. Mais uma vez, a falta de dinheiro impossibilitou a obra.
Foi só em 1904, graças às doações de ricas famílias imigrantes, como os Matarazzo, que finalmente o sonho tornou-se realidade. O projeto inicial, assinado por Giulio Micheli, não previa a expansão do hospital. Por isso, foi construído na parte central do terreno de 27.419 m2 o edifício que hoje é conhecido como Pavilhão Administrativo. De estilo Florentino, constitui-se de duas alas para cem leitos e sala médica. Cozinha e lavanderia foram feitas posteriormente. Em 1915, o Conde Francisco Matarazzo encomendou ao arquiteto italiano G.B. Bianchi, também responsável por seu palacete na Avenida Paulista, a construção da Casa de Saúde que leva o seu nome. Esta, assim como a capela (de 1922) e a Casa de Saúde Ermelindo Matarazzo (de 1929), seguem os mesmos princípios florentinos do primeiro prédio.
Sempre em expansão, o hospital ganhou novas alas, porém de arquitetura pouco expressiva. Entre elas a Clínica Pediátrica Amélia de Camilis (em 1935) e o Pavilhão Vitório Emanuele III (em 1937). foi erguido em 1943. Por iniciativa de sua mulher, a condessa Filomena Matarazzo, o Conde Francisco encomendou ao arquiteto Francisco Verrone, depois substituído pelo arquiteto Mário Calore, a construção da maternidade.
Batizado com o nome de sua esposa, o edifício tem a arquitetura típica italiana da década de 30. Com proporções e simetrias neoclássicas, destaca-se a sobriedade, a imponência e a contenção dos detalhes.
Pela conservação da estrutura física dos prédios e pela importância em relação à vida pública e social da cidade de São Paulo, todo o complexo hospitalar, que compreende 9.870 m2 de área construída, encontra-se tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico).
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