quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Matéria publicada sobre o Hospital Matarazzo no jornal Diário do Comércio



Olá pessoal, vou comentar sobre a matéria que saiu sobre o Hospital Matarazzo, no início deste mês, no jornal "Diário do Comércio".

Um certo dia quando estava em casa fui pega de surpresa com o telefonema do jornalista Valdir Sanches, que me disse que gostaria de fazer uma entrevista comigo, sobre o caso do Hospital Matarazzo. Ele foi muito simpático comigo! Ele também entrevistou a Sr Martha (nossa amiga e colaboradora - que morou e trabalhou no Hospital).

A matéria saiu excelente e trata bem sobre a questão do Hospital. A matéria foi publicada em uma boa hora, pois na região (Bela Vista) está rolando boatos que um grupo francês está de olho no Hospital (inclusive eles foram até tirar fotos do Hospital em um dia). Não se sabe se eles querem fazer de lá um Hotel de Luxo ou um Shopping, enfim coisas que desrespeitaria por completo as normas de tombamento do Hospital, e que seria algo que beneficiaria poucos! Felizmente é mais um dos boatos que rondam o complexo hospitalar.

Vou postar a matéria, para vocês lerem. Até Mais.



Matarazzo: a agonia de um velho hospital

Hospital fechado em 1993 está em ruínas. População quer a sua reativação.
Valdir Sanches - 7/2/2010 - 20h06

Um conjunto de construções em estilo neoclássico, com quase um século de história de curar doentes, salvar vidas e trazer paulistanos ao mundo jaz em estado terminal, a uma quadra da Avenida Paulista. O Hospital Matarazzo ocupa 27 mil metros quadrados – um quarteirão – na região que tem o metro quadrado mais caro do País. E este fato pode lhe ser fatal.

O hospital foi construído pela colônia italiana de São Paulo, para atender a sua gente. Os dois pavilhões centrais ficaram prontos em 1904. No ano seguinte, a proposta havia mudado. Os doentes de todas as origens e classes sociais eram atendidos ali, gratuitamente.

Na inauguração do hospital, em 1917, o maior doador da obra, o comendador (futuro conde) Francisco Matarazzo, encerrou seu discurso com a seguinte frase: "Para que o preço da saúde dos ricos se reverta em benefício da saúde dos pobres."

Com o correr das décadas, a situação mudou. A família Matarazzo entrou em crise. As contribuições minguaram. O hospital passou a viver uma nova realidade, a do aperto financeiro. Acabou nas mãos do Inamps, antigo órgão de previdência da União. Triste destino. Em 1993, com 89 anos de atividades, fechou as portas.

Três anos depois, em 1996, uma luz acendeu-se na escuridão. O Matarazzo foi comprado por uma entidade bilionária, a Previ, caixa de aposentadoria dos funcionários do Banco do Brasil. Logo se viu, no entanto, que o novo dono não queria reativar o hospital, e sim negociá-lo.

Tombamento –O projeto esbarrava em um problema. Os prédios que formam o complexo hospitalar haviam sido tombados pelo Condephaat e pelo Conpresp, o órgão estadual e o municipal de preservação do patrimônio histórico. Não podiam ser descaracterizados, muito menos demolidos.

Isso tirou toda a graça do que poderia ser uma jóia rara, 27 mil metros quadrados em localização única: o quarteirão formado pelas ruas São Carlos do Pinhal, Itapeva e Alameda Rio Claro. Para se ter uma ideia, o metro quadrado de construções comerciais, na vizinha Avenida Paulista, pode chegar a R$ 9 mil. Quanto valeria um shopping, um hotel de luxo que se construísse nesse lugar?

Sem essas possibilidades, o hospital agonizou nestes 17 anos. Não inteiramente só. Dois grupos de resistência se formaram com moradores do bairro (Cerqueira César) e ex-pacientes e funcionários do hospital. Eles têm a mesma percepção: a Previ está esperando os prédios virem abaixo, para vender a área.

Luta – A advogada Célia Marcondes é uma das que pensam assim. "O abandono do hospital parece de propósito, para deixar cair", diz. Célia e a entidade que preside, a Samorc, sociedade de amigos e moradores de Cerqueira César, são bons de briga. Em seis anos, conseguiram o fechamento de trinta boates e bares que tiravam o sossego do bairro. No caso do Hospital Matarazzo, vão à Justiça.

"Vamos acionar o poder público (Estado e Prefeitura) e a Previ", diz a advogada. O objetivo é o mesmo: que o hospital seja recuperado. "É um patrimônio histórico, do interesse das gerações futuras", completa Marcondes.

Ela considera praxe, em São Paulo, prédios históricos serem levados à ruína para dar lugar a um shopping center ou outro empreendimento. "Mas a sociedade já ficou esperta e sabe o que acontece. Agora basta. Não se aguenta mais isso", desabafa.

Célia diz que existem grupos interessados em comprar o hospital e torná-lo referência em saúde. "Esta região tem uma demanda importante." Há algum tempo, a Fundação Zerbini, ligada ao Hospital das Clínicas, tentou alugar o complexo hospitalar por vinte anos. Mas, dado o custo das obras para reativá-lo, desistiu.

Alternativas – A Samorc tem 15 diretores e uma comissão de preservação do patrimônio histórico. Vê três possibilidades para a solução do problema: a Previ transformar os prédios em um hospital para seus associados; vendê-lo para quem possa recuperá-lo e que atenda doentes particulares e públicos; a colônia italiana comprar o hospital para o seu uso, com o poder público. "Conheço hospitais na Itália que têm a mesma arquitetura. Em um deles, em Bolonha, a arquitetura está preservada, mas em seu interior há um novíssimo hospital."

No Butantã, uma moça de 25 anos, que vive das roupas e bolsas que produz, e quer ser arquiteta, comanda outro flanco em benefício do hospital. Luana dos Santos Freitas tem um bom motivo: nasceu lá. Além disso, ela e sua irmã mais velha, Aldeneide, sofriam de bronquite. "A gente não saía do hospital, até Natal passamos lá."

Há três anos, passando casualmente à porta, resolveram entrar. "Vimos aquilo caindo, e achamos que algo precisava ser feito para recuperar, enquanto havia tempo", lembra Luana. A última vez em que esteve lá foi janeiro de 2009. Depois disso, as visitas foram proibidas (inclusive para jornalistas).

Sua última visão: muita infiltração de água e encanamentos apodrecidos. No primeiro andar, onde funcionavam ambulatórios e a casa de saúde, o teto desabou. Em outro, o telhado está todo furado. Um elevador foi retirado, e ficou o poço. Em alguns lugares há buracos na parede.

Encontramos até pombos mortos. O que é visto por fora não dá ideia da deterioração que existe lá dentro", diz Luana.

Campanha – Ela começou sua campanha pelo Orkut. Pesquisou no arquivo do hospital, falou com outros ex-pacientes, foi ao Condephaat. Por fim, criou um blog, em que narra toda a história e a situação do Matarazzo (hospital-matarazzo.blogsport.com). Nele, lê-se que a capela foi construída em 1922.

Mais tarde, surgiu a Ars Médica, associação para o ensino da Medicina, com uma importante biblioteca. Em 1925, na presença de autoridades públicas, Francisco Matarazzo inaugurou a Casa de Saúde Ermelino Matarazzo. O nome era uma homenagem a seu filho, morto ainda jovem em acidente na Itália.

A maternidade surgiu em 1943, com o nome da Condessa Filomena Matarazzo, mulher de Francisco. As enfermarias foram ampliadas e novos equipamentos foram instalados. Criaram-se setores especializados. Em 1953, nasceu o Instituto de Neurologia.

Na semana passada, Luana passou pela calçada do hospital, na vertente da Alameda Rio Claro. "Chovia, e as janelas estavam abertas. De dentro, vinha um cheiro forte de mofo."

Enfermeira lembra do local com carinho

Nos dois anos em que Martha Maria Ribeiro trabalhou no Hospital Matarazzo havia uma enfermaria para mulheres no subsolo. Era a Seção dos 500, não porque tivesse 500 doentes, mas porque esse era seu número. "Era tudo bonito, limpo, funcional", lembra ela, hoje, aos 68 anos.

Pudera, a irmã Claudemira, enfermeira-chefe, trazia tudo sob "muita ordem e pulso". Os pacientes, que nada pagavam, eram tratados com desvelo. "O segredo disso era a dedicação das irmãs."

Martha morou e trabalhou no hospital enquanto fez um curso de auxiliar de enfermagem. Isso há quase 40 anos, entre 1971 e 1972. Seu turno, na enfermaria para mulheres, ia das 14h às 22h. Às vezes, faltando dez minutos para sair, surgia a irmã-chefe do setor. "Ela se informava sobre tudo, assistia à passagem do plantão."

E às sete da manhã seguinte, na passagem do novo plantão, lá estava a irmã-chefe. "Assim, ficava sabendo de tudo o que acontecia de noite e também de dia. Tinha todo o controle na mão." Depois de algum tempo, Martha passou para o Pronto-Socorro, que tinha o mesmo padrão do hospital. "Bem equipado, e muito bom."

Perto da Seção dos 500 e do Raio-X começava um túnel. Terminava próximo à entrada do necrotério. Era bem comprido, "do tamanho de um quarteirão médio e meio". Dois elevadores chegavam até ele. Por um deles desciam os corpos a caminho do necrotério.

Não dava medo passar pelo túnel? "Eu sempre passei e não vi nada de estranho." Mas nem todos achavam isso. Tinha uma médica que sozinha não ia, só acompanhada."

Terminado o curso, formada, Martha mudou para um hospital mais perto de sua casa. Há dois anos, aposentada, visitou o Hospital Matarazzo. Chegou cheia de "lembranças boas dos momentos muito bons que passamos". Saiu horrorizada. "O hospital está abandonado, num estado deplorável."

Hoje, ela tem nova atividade, ligada a ele: sai à rua a cata de assinaturas para um abaixo-assinado em que pede a sua recuperação.

Por enquanto, só planos

O Diário do Comércio informou à assessoria da Previ, por e-mail, conforme foi solicitado, sobre a posição das pessoas e movimentos sociais que tentam salvar o Hospital Matarazzo.

O DC também perguntou se há solução ou projeto para recuperação do antigo hospital. A resposta foi de que "está sendo feita manutenção mínima, para que os prédios se mantenham em condições, sem risco de desabamento." E que "continuam os estudos para viabilizar alguma solução, mas ainda nada há de certo". A assessoria da Previ também confirmou que o hospital continua fechado à visitação.

http://www.dcomercio.com.br/Materia.aspx?id=38323&canal=2









quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

UM VÍDEO SOBRE O HOSPITAL


Olá pessoal ...
Hoje vou postar um link de um vídeo que fissemos sobre o Hospital Matarazzo, com a colaboração de nossa amiga e colaboradora Anette Manso.
Este vídeo está contando um pouco sobre a História do Hospital, seus dias de glória, até entrar em crise e em consequência, sua desativação em 1993, e seu estado atual de descaso e abandono.
Então eu convido a todos para assistirem o vídeo.









quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Nostro Ospedale!


Olá pessoal!
Bem hoje vou falar sobre o desejo da colônia Italiana em voltar a ter um Hospital.
(foto acima de Francesco Matarazzo com seu filho Chiquinho na inalguração da casa de saúde Ermelino Matarazzo).

Sabemos que a ideia de contruir um Hospital partiu da Societa Beneficente in San Paolo em 1878, que queria construir um Hospital para servir a colônia Italiana de São Paulo. Depois de muitas tentativas fracassadas, finalmente encontraram um terreno próximo a Avenida Paulista, e finalmente no dia 14 de Agosto de 1904 ,com a presença das autoridades locais, eram inaugurados os 2 pavilhões centrais do Hospital Matarazzo - com capacidade para 50 leitos, salas de operações, cozinhas e diversas outras dependências. Muitos contribuiram para a construção do hospital, mas foi o Conde Francesco Matarazzo quem mais se engajou na iniciativa - doando o dinheiro para a construção do primeiro prédio e depois custeando a obra e os equipamentos médicos de uma nova ala.
Em 1905 o hospital começou a receber doentes sem distinção da nacionalidade, raça, cor ou religião.
Em seu primeiro ano de atividade, quando a capital paulista contava com apenas 273 mil habitantes, o Hospital Matarazzo internou 710 doentes, dos quais 85 eram pensionistas e 626 eram indigentes. O movimento no ambulatório atingiu naquele ano 6956 consultas.
Em 1909 era instalado um aparelho de raios x e em 1915 - o então comendador Francisco Matarazzo tomava para si o encargo da construção e do aparelhamento da primeira casa de saúde a integrar o Conjunto Hospitalar - doando-a à sociedade. E foi em 1917, na cerimônia de sua inauguração que Francesco Matarazzo, depois de explicar como a renda se destinaria a beneficiar os doentes pobres internados nas enfermarias, concluiu sua oração com a frase que até hoje norteia as atividades do hospital :

" Para que o preço da saúde dos ricos reverta em benefício da saúde dos pobres "

Naquele ano, graças aos patrocínios para quermesses e festas beneficentes, foram aumentados os leitos nas enfermarias e abertos ao público novos ambulatórios. Os governos italiano e do estado de São Paulo mantinham contribuições fixas.
Em 1920 foram doados ao hospital uma cozinha a vapor e um gabinete de fisioterapia. Em 1922 Dona Virgínia Matarazzo mandou construir a Capela de Santa Luzia, enquanto o Conde Francisco Matarazzo ampliava as acomodações do gabinete de raio x. Também foi fundado no hospital a " Ars Medica " - associação para o estudo da diciplina médica, criando uma das mais importantes bibliotecas médicas da Capital.
Em memória de seu filho Ermelino, tragicamente falecido em jovem idade, o conde Francisco Matarazzo construiu a Casa de Saúde Ermelino Matarazzo, que seria inaugurada pelo presidente do estado de São Paulo, em 7 de junho de 1925.
Mais tarde, em 1943, foi inaugurada a Maternidade Condessa Filomena Matarazzo ( nome em homenagem à esposa de Francesco ) e nela foi aberta uma enfermaria de ginecologia. Aliás, a Maternidade Condessa foi considerada a melhor da América do Sul !!!
Ampliavam-se as enfermarias do Hospital e renovavam-se instrumentos e aparelhos. Novas seções especializadas eram instaladas, ampliados os ambulatórios, adquiridos aparelhos. Os primeiros estudantes da Faculdade de Medicina estagiaram em seus ambulatórios e salas cirúrgicas. E em 1953 foi criado por Mariângela Matarazzo - o Instituto de Neurologia.

Com o passar dos anos, a Societa Beneficente in San Paolo, foi deixando de receber doações (para manter o Hospital) e a familia Matarazzo (principais contribuintes) foi entrando em decadência!
O Hospital foi vitima de fraudes (INAPMS), foi se endividando, até entrar em crise, o que ocasionou sua desativação em 1993!

Com isso a colônia Italiana passou a não possuir um Hospital para a representar!

Visto que muitas colônias como a Portuguesa, a Alemã, a Júdia, a Sírio Libaneza ... possuem um Hospital para os representar!
Tudo bem que muitos desses Hospitais são particulares, mas possuem um excelente atendimento!
É uma vergonha a colônia Italiana não possuir um Hospital para a representar, visto que é a maior colônia de imigrantes de São Paulo.
Realmente eles não deveriam ter permitido que o Hospital fechasse, deveriam ter feito algo para salvá-lo, mas como isso não ocorreu, deveriam sim fazer alguma coisa agora, nunca é tarde para consertar os erros!

Fiquei sabendo que muitos Italianos se incomodam pelo fato de São Paulo não ter um Hospital para os representar, inclusive muitos empresários ... Então por quê não compram o Hospital da Previ?

Sei que há um tempo atrás já tentaram fazer isso , mas a Previ na época não tinha aceitado a proposta, daí eles ficaram sem fazer nada!

Mas, se muitas empresas se unissem em prol disso, e mandassem uma proposta para a Previ (oferecer muito dinheiro), o Hospital poderia sim ser salvo, e voltar a ser um tradicional Hospital Italiano de São Paulo, como era antes.

Mesmo que se fosse construir outro, não teria a mesma graça, visto que o Hospital Matarazzo (Umberto I) é um Hospital construído por imigrantes Italianos do início do século, e o Hospital foi feito com muito trabalho, e foi crescendo, se espandindo com a união de toda a colônia! O terreno é enorme e fica em um "bairro Italiano, a Bela Vista" , e tem uma História muito bela e não pode ser esquecida com o passar do tempo, e sim tem que continuar!

Fora que a sua arquitetura é um caso a parte, neoclássico, e impressiona a todos. Atualmente, mesmo o Hospital estando degradado, todas as pessoas que eu conheço e que já viram o Hospital, falam que é uma pena, um complexo tão belo estar abandonado, degradado, e que ao invez disso poderia estar atendendo diversas pessoas!

Agora, eu acho que é a hora de toda a colônia, (que todos os descendentes de Italianos de São Paulo) se unissem, lutassem em prol disso! Sei que a colônia Italiana infelizmente não é únida, mas nunca é tarde para se unir, visto que este é um objetivo em comum de todos!

Se querem ter de volta um Hospital Italiano, que se faça algo! Algo só se realiza com a união de todos!

Até mais amigos!


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

ÁRVORE CAI EM CIMA DO MURO DO HOSPITAL MATARAZZO, NA RUA ITAPEVA



Olá pessoal. Hoje vou falar do que aconteceu na madrugada de Quarta para Quinta Feira da semana passada!
Por causa das chuvas que não dão trégua aqui em São Paulo, uma árvore caiu e simplesmente quebrou a calçada da rua Itapeva, e quebrou o muro, que fica, adivinhem perto de onde?

Do Hospital Matarazzo como mostra nas imagens acima! (as duas primeiras, e a última é para vocês compararem, como era antes e ficou depois).

Muito preocupante! Por pouco essa árvore não atingiu o Hospital Matarazzo (principalmente o prédio onde abrigava a sala mortuária, que fica próximo a Maternidade).

Bem, na parte da calçada, é sim obrigação da Prefeitura em fazer a podação das árvores, pois elas podem sim cair em um dos prédios e comprometer a estrurura do imóvel, e também do solo.

Porém não podemos esquecer que dentro do complexo hospitalar está repleto de grandes árvores, e elas assim como as do lado de fora, não são podadas, e não sabemos se essas árvores estão em bom estado ou não!? Cupins!

Isso pode ser um perigo, pois se ter qualquer chuva forte ou vento, essas árvores podem CAIR em cima dos prédios que compõem o complexo hospitalar, e se isso ocorrer, pode acontecer uma verdadeira tragédia!
Lembramos que o imóvel já não está em boa situação devido a seu acelerado nível de degradação, imagine então se alguma árvore caisse em cima de um dos prédios? Com toda a certeza desabaria!

Então eu peço a Previ que por favor, faça a poda das árvores! Pelo menos isso!
Vocês tem dinheiro para isso!

Depois eu volto a postar mais textos!
UP

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

COMENTÁRIO SOBRE A MATÉRIA DO JT


Olá Pessoal, voltei.
Hoje vou comentar sobre a reportagem sobre o Hospital Matarazzo no JT.
Primeiramente gostaria de agradeçer ao jornalista Daniel Gonzales pela excelente matéria e por ter comentado sobre nosso movimento em prol da salvação do Hospital.
Outra coisa que eu gostaria de comentar aqui é sobre as explicações da Previ.

Eles, na matéria, disseram que estão fazendo a devida manutenção do imóvel, e que o Hospital não está abandonado.
Eles argumentaram que visitas não estão sendo permitidas por falta de segurança, e que o imóvel tem um histórico de invasão, e que eles foi por isso que proibiram visitas e não por causa de nossas fotos e que estão recebendo muitos pedidos de visita mas estão negando em todos os casos.

Vamos lá, se lá dentro está tão perigoso porque dizem que estão fazendo reformas (manutenção)?
Primeiramente, manutenção é obrigação deles em fazer, mas eles decidiram fazer isso depois que começaram a sair matérias sobre a degradação do Hospital na imprensa e também depois que o Conpresp enviou duas notificações para eles!
Mas como alguém pode saber oque está ocorrendo lá dentro do Hospital? Como o Conpresp ou o Condephaat não faz nenhuma vistória, e agora com a proibição de visitas, ninguém sabe ao certo se de fato está ou não tendo reformas! Como comprovar isso? Portanto tudo está um verdadeiro mistério!

Argumentaram que um dos motivos também é pelo histórico de invasão!
Realmente em 1997 havia acontencido invasões no Complexo Hospitalar, porém nessa época devemos lembrar que o imóvel já tinha até alvará de demolição!
Depois que o imóvel ficou sob sentença judicial (quando os moradores da Bela Vista entraram com a ação civíl pública contra o destombamento e posterior demolição do imóvel) a Previ montou um grande sistema de segurança! Chamou o Sr Alfredo para administrar e ser o caseiro, e contratou diversos vigías para não deixarem ninguém entrar!
Sei que quando entramos no imóvel, primeiramente tivemos que mandar um email para obter uma autorização e depois ligar para agendar! Muito rígido! Fora que disseram que era proibido entrar com máquina fotográfica! E na época como funcionava o estacionamento, eles que trabalhavam lá eram extremamente brutos!

Analizando todos esses fatores, como não pensar que o real motivo que a Previ está negando visitas, seria porque eles tem medo que as pessoas tirem fotos? Como não? Porque se alguém entrar lá e ver oque realmente está acontecendo, pode comprovrar e comprometer eles!

A Previ que sempre diz que o imóvel está dando prejuízos, porque não aceita nenhuma oferta de venda? Negaram várias propostas, inclusive da Prefeitura que iria seder um potêncial construtivo para eles em troca do imóvel. Negaram o pedido de quatro empresas italianas que queriam o imóvel para transformar este, em Hospital Italiano. Não aceitaram a proposta da GV, e agora nem estão negociando o imóvel com ninguém!

Se argumentam que o imóvel não dá lucro, que só perderam dinheiro, e etc. Porque não vendem? Também uma coisa que chama a atenção é que eles são muito poderosos e se realmente a posse do imóvel (estando de pé) poderia trazer algum tipo de lucro para eles. Porque não implantaram algo? Porque não deram nenhuma ultilização para este? Eles tem dinheiro como poderiam bancar uma eventual reforma, e adaptar os prédios para um novo uso! Tiveram tempo para isso, mas não fisseram nada!
Nada! Ao contrário, deixam o degradar!

Analizando tudo isso como não pensar que eles esão deixando tudo se degradar de propósito, não importando quanto tempo demore, para que tudo venhe abaixo! Acabe ruindo!
Afinal ali é uma área enorme, perto da Av Paulista, área mais valorizada de São Paulo. Um shopping seria uma grande fonte de lucro!

Mas oque começou errado, não terá um final feliz, pode ter certeza e ninguém vai deixar essa barbaridade continuar acontecendo!
Irregularidades, Impunidade, Desrespeito com a memória de SP! Isso não pode continuar!
Avante!

domingo, 20 de setembro de 2009

REPORTAGEM SOBRE O HOSPITAL MATARAZZO NO JORNAL DA TARDE


Velho Matarazzo pede socorro

Inaugurado em 1904, complexo hospitalar está fechado há 16 anos e sem perspectiva de restauro

Daniel Gonzales, daniel.gonzales@grupoestado.com.br

A imagem de um paciente idoso, muito doente, aguardando a morte chegar, inevitavelmente surge na mente de quem para por alguns minutos na Alameda Rio Claro, perto da Avenida Paulista, e observa com atenção o que restou do Hospital Umberto I (lê-se primo, em italiano) - para os mais antigos, Hospital Matarazzo, fundado em 1904. Em um dos muros do ainda imponente complexo de edifícios neoclássicos, outrora referência no atendimento de saúde no País, há até um registro estourado que, faz duas semanas, jorra água sem parar na calçada.

Prestes a completar, agora em outubro, 16 anos de sua desativação por falta de remédios e de higiene, o esqueleto do Hospital Umberto I ostenta um aspecto de abandono geral, inclusive com vegetação crescendo nas frestas dos prédios, corroídos pela umidade, para a tristeza de ex-funcionários, ex-pacientes e vizinhos, que lançaram um movimento pela recuperação urgente do complexo.

As imagens ao lado, feitas por duas ex-pacientes e obtidas pelo JT, mostram o abandono de áreas internas dos prédios. São as últimas feitas antes que a atual proprietária do terreno e dos edifícios, a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) proibisse as visitas ao hospital, alegando falta de segurança. Mesmo assim, a entidade garante estar tomando todas as medidas de manutenção, como descupinização, para evitar que o hospital se desfaça em ruínas.

Desativado em 1993, o Matarazzo é tombado por órgãos de patrimônio histórico municipal e estadual e, por isso, não pode ser descaracterizado por fora nem derrubado. Esse foi um dos fatores que fez a proprietária desistir de revender os edifícios, intenção que tinha quando adquiriu o espaço, em 1996, optando por mantê-los fechados - desde então, em um permanente “estudo vocacional para avaliar a melhor destinação para os imóveis”.

Ao mesmo tempo em que é protegido, o hospital acaba sendo “vítima” de uma brecha na legislação que, segundo especialistas, impede que o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico (Conpresp) e seu equivalente estadual, o Condephaat, exijam a sua restauração. A lei não prevê multa, processo ou punição para casos de abandono.

O especialista em patrimônio Marcelo Manhães de Almeida, conselheiro do Conpresp, afirma que a legislação só fixa penalidades para os casos de ações como reformas não permitidas, por exemplo. “Mas não há nada o que se possa fazer nas situações de omissões”, diz. “O Umberto I é recuperável, mas há essa lacuna na lei”, concorda o arquiteto Paulo Bastos, responsável pelo tombamento do hospital, em 1986.

O próprio Departamento de Patrimônio Histórico (DPH) da Prefeitura informou que teve um de seus pedidos ignorados pela Previ. O DPH solicitou em fevereiro um relatório e diretrizes para a recuperação do conjunto. Tais documentos deveriam ter sido entregues em 30 dias. “O projeto amplo que contemple restauro não foi apresentado”, informou o órgão. O que se fez? Nada, disse o DPH. “Não existe forma de obrigar um proprietário a restaurar um imóvel”, completa a nota. Uma das ex-pacientes que lidera o movimento pela recuperação, Luana Freitas, avalia que a situação de abandono é proposital. “A verdadeira intenção é que tudo desabe. Assim, a Previ pode justificar o destombamento, e ter o terreno livre para venda. Não digo que é esse o caso, mas isso ocorre com frequência.”

Ex-pacientes lideram movimento por restauro

Foi depois de observar a situação de degradação do hospital onde nasceram e tiveram atendimento médico quando crianças que duas irmãs, Luana e Aldeneide dos Santos Freitas, decidiram criar um movimento em favor da recuperação do Hospital Matarazzo. Hoje a comunidade reúne mais de cem pessoas entre ex-funcionários de ambulatórios, departamentos e da Maternidade Condessa Filomena Matarazzo, vizinhos e simpatizantes da reforma.

Elas também ganharam o apoio de entidades como a Samorcc (Sociedade dos Amigos e Moradores do Bairro de Cerqueira César) e Movimento Defenda São Paulo. “Decidimos lutar pelo hospital há um ano, depois que visitamos o Umberto I pela primeira de três vezes”, diz Luana. “Nessa época, as visitas ainda eram permitidas. Depois, proibiram tudo.”

Organizado, o movimento tem um blog com muitos dados sobre o hospital (hospital-matarazzo.blogspot.com), comunidades na internet e promove reuniões (a próxima será no dia 21, no Bexiga) para discutir ações. Uma das bandeiras é tentar convencer instâncias governamentais para que se interessem pela recompra do espaço e sua reabertura como hospital público. Até o ex-secretário Andrea Matarazzo, que trabalhou no hospital de sua família, manifestou-se pela recuperação do espaço no portal Twitter. “O lugar merecia algum equipamento cultural”, escreveu.

Nova ação

A presidente da Samorcc, Célia Marcondes, classifica a situação atual do Umberto I como um “descaso com a história de São Paulo”. Ela adiantou que deve entrar com uma ação judicial direta contra a Previ. “Será uma ação ordinária de obrigação, pois os imóveis são tombados e a preservação deve ser feita, por lei”, afirma.

Enquanto o futuro do conjunto é incerto, ex-funcionários também torcem pela reabertura. Eliana Brito, de 36 anos, que trabalhou no laboratório e como escriturária do Matarazzo, é uma delas. “Ainda me lembro dos corredores cheios de gente. Quando o hospital fechou, ficamos todos com uma sensação de impotência muito grande.”


Proprietária afirma que faz reformas

A Previ, atual dona do Hospital Umberto I, afirma que está realizando reformas no complexo. A assessoria de imprensa respondeu por e-mail os questionamentos da reportagem.

Segundo a Previ, no dia 12 de março foi enviada ao Departamento de Patrimônio Histórico (DPH) uma carta que informava a contratação do Instituto Falcão Bauer. “Três meses depois, em junho, o instituto emitiu um laudo estrutural do imóvel, afirmando que as inspeções não apontaram sinais de instabilidade ou risco global de desabamento dos prédios”, afirmou. Ainda segundo a Previ, “as ações cotidianas são de caráter pontual, como reparos dos pontos mais severos de infiltrações e manutenção de equipes no local”. Sobre o futuro dos prédios do complexo, a assessoria disse que não “não há negociações (venda ou aluguel) em andamento”.

O primeiro projeto da Previ, que comprou o Matarazzo e o terreno de 17 mil m² em novembro de 1996, por R$ 42 milhões, era fazer ali um hospital menor, uma torre de escritórios, outra de consultórios, um shopping e um flat, mas houve problemas com o tombamento do conjunto, em vigor desde 1986. A Previ ingressou com uma ação de destombamento, mas em 1999 duas entidades de bairro bloquearam o negócio na Justiça. O processo está aberto.

A Previ proibiu a visitação após saber das fotos feitas pelas duas irmãs. “Recebemos muitos pedidos. Infelizmente, as visitas estão vetadas porque não seria seguro”, disse um assessor da Previ.


MEMÓRIA

>>O Hospital Umberto I foi inaugurado em 1904 por iniciativa da comunidade italiana de São Paulo. Em 1917, o hospital foi ampliado e aparelhado pela família Matarazzo. A maternidade abriu em 1943

>>A família sempre apoiou o hospital, de maneira filantrópica, até 1986, quando os custos ficaram altos demais. Foi adotada uma gestão conjunta com o governo, que só durou até 1993 por conta da confusão administrativa

>>Nos últimos dias, a situação era triste: com os salários atrasados, os médicos tinham que recolher o lixo . A interdição pela Vigilância Sanitária foi em 17 de outubro de 93

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domingo, 23 de agosto de 2009

FOTOS ANTIGAS DO HOSPITAL
















Prezados !!!!!!
Estou postando 15 fotos do Hospital Matarazzo, quando este funcionava.
Logo, volto a postar fotos do Hospital, porém desativado e degradado.

Até Mais!