quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Nostro Ospedale!


Olá pessoal!
Bem hoje vou falar sobre o desejo da colônia Italiana em voltar a ter um Hospital.
(foto acima de Francesco Matarazzo com seu filho Chiquinho na inalguração da casa de saúde Ermelino Matarazzo).

Sabemos que a ideia de contruir um Hospital partiu da Societa Beneficente in San Paolo em 1878, que queria construir um Hospital para servir a colônia Italiana de São Paulo. Depois de muitas tentativas fracassadas, finalmente encontraram um terreno próximo a Avenida Paulista, e finalmente no dia 14 de Agosto de 1904 ,com a presença das autoridades locais, eram inaugurados os 2 pavilhões centrais do Hospital Matarazzo - com capacidade para 50 leitos, salas de operações, cozinhas e diversas outras dependências. Muitos contribuiram para a construção do hospital, mas foi o Conde Francesco Matarazzo quem mais se engajou na iniciativa - doando o dinheiro para a construção do primeiro prédio e depois custeando a obra e os equipamentos médicos de uma nova ala.
Em 1905 o hospital começou a receber doentes sem distinção da nacionalidade, raça, cor ou religião.
Em seu primeiro ano de atividade, quando a capital paulista contava com apenas 273 mil habitantes, o Hospital Matarazzo internou 710 doentes, dos quais 85 eram pensionistas e 626 eram indigentes. O movimento no ambulatório atingiu naquele ano 6956 consultas.
Em 1909 era instalado um aparelho de raios x e em 1915 - o então comendador Francisco Matarazzo tomava para si o encargo da construção e do aparelhamento da primeira casa de saúde a integrar o Conjunto Hospitalar - doando-a à sociedade. E foi em 1917, na cerimônia de sua inauguração que Francesco Matarazzo, depois de explicar como a renda se destinaria a beneficiar os doentes pobres internados nas enfermarias, concluiu sua oração com a frase que até hoje norteia as atividades do hospital :

" Para que o preço da saúde dos ricos reverta em benefício da saúde dos pobres "

Naquele ano, graças aos patrocínios para quermesses e festas beneficentes, foram aumentados os leitos nas enfermarias e abertos ao público novos ambulatórios. Os governos italiano e do estado de São Paulo mantinham contribuições fixas.
Em 1920 foram doados ao hospital uma cozinha a vapor e um gabinete de fisioterapia. Em 1922 Dona Virgínia Matarazzo mandou construir a Capela de Santa Luzia, enquanto o Conde Francisco Matarazzo ampliava as acomodações do gabinete de raio x. Também foi fundado no hospital a " Ars Medica " - associação para o estudo da diciplina médica, criando uma das mais importantes bibliotecas médicas da Capital.
Em memória de seu filho Ermelino, tragicamente falecido em jovem idade, o conde Francisco Matarazzo construiu a Casa de Saúde Ermelino Matarazzo, que seria inaugurada pelo presidente do estado de São Paulo, em 7 de junho de 1925.
Mais tarde, em 1943, foi inaugurada a Maternidade Condessa Filomena Matarazzo ( nome em homenagem à esposa de Francesco ) e nela foi aberta uma enfermaria de ginecologia. Aliás, a Maternidade Condessa foi considerada a melhor da América do Sul !!!
Ampliavam-se as enfermarias do Hospital e renovavam-se instrumentos e aparelhos. Novas seções especializadas eram instaladas, ampliados os ambulatórios, adquiridos aparelhos. Os primeiros estudantes da Faculdade de Medicina estagiaram em seus ambulatórios e salas cirúrgicas. E em 1953 foi criado por Mariângela Matarazzo - o Instituto de Neurologia.

Com o passar dos anos, a Societa Beneficente in San Paolo, foi deixando de receber doações (para manter o Hospital) e a familia Matarazzo (principais contribuintes) foi entrando em decadência!
O Hospital foi vitima de fraudes (INAPMS), foi se endividando, até entrar em crise, o que ocasionou sua desativação em 1993!

Com isso a colônia Italiana passou a não possuir um Hospital para a representar!

Visto que muitas colônias como a Portuguesa, a Alemã, a Júdia, a Sírio Libaneza ... possuem um Hospital para os representar!
Tudo bem que muitos desses Hospitais são particulares, mas possuem um excelente atendimento!
É uma vergonha a colônia Italiana não possuir um Hospital para a representar, visto que é a maior colônia de imigrantes de São Paulo.
Realmente eles não deveriam ter permitido que o Hospital fechasse, deveriam ter feito algo para salvá-lo, mas como isso não ocorreu, deveriam sim fazer alguma coisa agora, nunca é tarde para consertar os erros!

Fiquei sabendo que muitos Italianos se incomodam pelo fato de São Paulo não ter um Hospital para os representar, inclusive muitos empresários ... Então por quê não compram o Hospital da Previ?

Sei que há um tempo atrás já tentaram fazer isso , mas a Previ na época não tinha aceitado a proposta, daí eles ficaram sem fazer nada!

Mas, se muitas empresas se unissem em prol disso, e mandassem uma proposta para a Previ (oferecer muito dinheiro), o Hospital poderia sim ser salvo, e voltar a ser um tradicional Hospital Italiano de São Paulo, como era antes.

Mesmo que se fosse construir outro, não teria a mesma graça, visto que o Hospital Matarazzo (Umberto I) é um Hospital construído por imigrantes Italianos do início do século, e o Hospital foi feito com muito trabalho, e foi crescendo, se espandindo com a união de toda a colônia! O terreno é enorme e fica em um "bairro Italiano, a Bela Vista" , e tem uma História muito bela e não pode ser esquecida com o passar do tempo, e sim tem que continuar!

Fora que a sua arquitetura é um caso a parte, neoclássico, e impressiona a todos. Atualmente, mesmo o Hospital estando degradado, todas as pessoas que eu conheço e que já viram o Hospital, falam que é uma pena, um complexo tão belo estar abandonado, degradado, e que ao invez disso poderia estar atendendo diversas pessoas!

Agora, eu acho que é a hora de toda a colônia, (que todos os descendentes de Italianos de São Paulo) se unissem, lutassem em prol disso! Sei que a colônia Italiana infelizmente não é únida, mas nunca é tarde para se unir, visto que este é um objetivo em comum de todos!

Se querem ter de volta um Hospital Italiano, que se faça algo! Algo só se realiza com a união de todos!

Até mais amigos!


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

ÁRVORE CAI EM CIMA DO MURO DO HOSPITAL MATARAZZO, NA RUA ITAPEVA



Olá pessoal. Hoje vou falar do que aconteceu na madrugada de Quarta para Quinta Feira da semana passada!
Por causa das chuvas que não dão trégua aqui em São Paulo, uma árvore caiu e simplesmente quebrou a calçada da rua Itapeva, e quebrou o muro, que fica, adivinhem perto de onde?

Do Hospital Matarazzo como mostra nas imagens acima! (as duas primeiras, e a última é para vocês compararem, como era antes e ficou depois).

Muito preocupante! Por pouco essa árvore não atingiu o Hospital Matarazzo (principalmente o prédio onde abrigava a sala mortuária, que fica próximo a Maternidade).

Bem, na parte da calçada, é sim obrigação da Prefeitura em fazer a podação das árvores, pois elas podem sim cair em um dos prédios e comprometer a estrurura do imóvel, e também do solo.

Porém não podemos esquecer que dentro do complexo hospitalar está repleto de grandes árvores, e elas assim como as do lado de fora, não são podadas, e não sabemos se essas árvores estão em bom estado ou não!? Cupins!

Isso pode ser um perigo, pois se ter qualquer chuva forte ou vento, essas árvores podem CAIR em cima dos prédios que compõem o complexo hospitalar, e se isso ocorrer, pode acontecer uma verdadeira tragédia!
Lembramos que o imóvel já não está em boa situação devido a seu acelerado nível de degradação, imagine então se alguma árvore caisse em cima de um dos prédios? Com toda a certeza desabaria!

Então eu peço a Previ que por favor, faça a poda das árvores! Pelo menos isso!
Vocês tem dinheiro para isso!

Depois eu volto a postar mais textos!
UP

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

COMENTÁRIO SOBRE A MATÉRIA DO JT


Olá Pessoal, voltei.
Hoje vou comentar sobre a reportagem sobre o Hospital Matarazzo no JT.
Primeiramente gostaria de agradeçer ao jornalista Daniel Gonzales pela excelente matéria e por ter comentado sobre nosso movimento em prol da salvação do Hospital.
Outra coisa que eu gostaria de comentar aqui é sobre as explicações da Previ.

Eles, na matéria, disseram que estão fazendo a devida manutenção do imóvel, e que o Hospital não está abandonado.
Eles argumentaram que visitas não estão sendo permitidas por falta de segurança, e que o imóvel tem um histórico de invasão, e que eles foi por isso que proibiram visitas e não por causa de nossas fotos e que estão recebendo muitos pedidos de visita mas estão negando em todos os casos.

Vamos lá, se lá dentro está tão perigoso porque dizem que estão fazendo reformas (manutenção)?
Primeiramente, manutenção é obrigação deles em fazer, mas eles decidiram fazer isso depois que começaram a sair matérias sobre a degradação do Hospital na imprensa e também depois que o Conpresp enviou duas notificações para eles!
Mas como alguém pode saber oque está ocorrendo lá dentro do Hospital? Como o Conpresp ou o Condephaat não faz nenhuma vistória, e agora com a proibição de visitas, ninguém sabe ao certo se de fato está ou não tendo reformas! Como comprovar isso? Portanto tudo está um verdadeiro mistério!

Argumentaram que um dos motivos também é pelo histórico de invasão!
Realmente em 1997 havia acontencido invasões no Complexo Hospitalar, porém nessa época devemos lembrar que o imóvel já tinha até alvará de demolição!
Depois que o imóvel ficou sob sentença judicial (quando os moradores da Bela Vista entraram com a ação civíl pública contra o destombamento e posterior demolição do imóvel) a Previ montou um grande sistema de segurança! Chamou o Sr Alfredo para administrar e ser o caseiro, e contratou diversos vigías para não deixarem ninguém entrar!
Sei que quando entramos no imóvel, primeiramente tivemos que mandar um email para obter uma autorização e depois ligar para agendar! Muito rígido! Fora que disseram que era proibido entrar com máquina fotográfica! E na época como funcionava o estacionamento, eles que trabalhavam lá eram extremamente brutos!

Analizando todos esses fatores, como não pensar que o real motivo que a Previ está negando visitas, seria porque eles tem medo que as pessoas tirem fotos? Como não? Porque se alguém entrar lá e ver oque realmente está acontecendo, pode comprovrar e comprometer eles!

A Previ que sempre diz que o imóvel está dando prejuízos, porque não aceita nenhuma oferta de venda? Negaram várias propostas, inclusive da Prefeitura que iria seder um potêncial construtivo para eles em troca do imóvel. Negaram o pedido de quatro empresas italianas que queriam o imóvel para transformar este, em Hospital Italiano. Não aceitaram a proposta da GV, e agora nem estão negociando o imóvel com ninguém!

Se argumentam que o imóvel não dá lucro, que só perderam dinheiro, e etc. Porque não vendem? Também uma coisa que chama a atenção é que eles são muito poderosos e se realmente a posse do imóvel (estando de pé) poderia trazer algum tipo de lucro para eles. Porque não implantaram algo? Porque não deram nenhuma ultilização para este? Eles tem dinheiro como poderiam bancar uma eventual reforma, e adaptar os prédios para um novo uso! Tiveram tempo para isso, mas não fisseram nada!
Nada! Ao contrário, deixam o degradar!

Analizando tudo isso como não pensar que eles esão deixando tudo se degradar de propósito, não importando quanto tempo demore, para que tudo venhe abaixo! Acabe ruindo!
Afinal ali é uma área enorme, perto da Av Paulista, área mais valorizada de São Paulo. Um shopping seria uma grande fonte de lucro!

Mas oque começou errado, não terá um final feliz, pode ter certeza e ninguém vai deixar essa barbaridade continuar acontecendo!
Irregularidades, Impunidade, Desrespeito com a memória de SP! Isso não pode continuar!
Avante!

domingo, 20 de setembro de 2009

REPORTAGEM SOBRE O HOSPITAL MATARAZZO NO JORNAL DA TARDE


Velho Matarazzo pede socorro

Inaugurado em 1904, complexo hospitalar está fechado há 16 anos e sem perspectiva de restauro

Daniel Gonzales, daniel.gonzales@grupoestado.com.br

A imagem de um paciente idoso, muito doente, aguardando a morte chegar, inevitavelmente surge na mente de quem para por alguns minutos na Alameda Rio Claro, perto da Avenida Paulista, e observa com atenção o que restou do Hospital Umberto I (lê-se primo, em italiano) - para os mais antigos, Hospital Matarazzo, fundado em 1904. Em um dos muros do ainda imponente complexo de edifícios neoclássicos, outrora referência no atendimento de saúde no País, há até um registro estourado que, faz duas semanas, jorra água sem parar na calçada.

Prestes a completar, agora em outubro, 16 anos de sua desativação por falta de remédios e de higiene, o esqueleto do Hospital Umberto I ostenta um aspecto de abandono geral, inclusive com vegetação crescendo nas frestas dos prédios, corroídos pela umidade, para a tristeza de ex-funcionários, ex-pacientes e vizinhos, que lançaram um movimento pela recuperação urgente do complexo.

As imagens ao lado, feitas por duas ex-pacientes e obtidas pelo JT, mostram o abandono de áreas internas dos prédios. São as últimas feitas antes que a atual proprietária do terreno e dos edifícios, a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) proibisse as visitas ao hospital, alegando falta de segurança. Mesmo assim, a entidade garante estar tomando todas as medidas de manutenção, como descupinização, para evitar que o hospital se desfaça em ruínas.

Desativado em 1993, o Matarazzo é tombado por órgãos de patrimônio histórico municipal e estadual e, por isso, não pode ser descaracterizado por fora nem derrubado. Esse foi um dos fatores que fez a proprietária desistir de revender os edifícios, intenção que tinha quando adquiriu o espaço, em 1996, optando por mantê-los fechados - desde então, em um permanente “estudo vocacional para avaliar a melhor destinação para os imóveis”.

Ao mesmo tempo em que é protegido, o hospital acaba sendo “vítima” de uma brecha na legislação que, segundo especialistas, impede que o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico (Conpresp) e seu equivalente estadual, o Condephaat, exijam a sua restauração. A lei não prevê multa, processo ou punição para casos de abandono.

O especialista em patrimônio Marcelo Manhães de Almeida, conselheiro do Conpresp, afirma que a legislação só fixa penalidades para os casos de ações como reformas não permitidas, por exemplo. “Mas não há nada o que se possa fazer nas situações de omissões”, diz. “O Umberto I é recuperável, mas há essa lacuna na lei”, concorda o arquiteto Paulo Bastos, responsável pelo tombamento do hospital, em 1986.

O próprio Departamento de Patrimônio Histórico (DPH) da Prefeitura informou que teve um de seus pedidos ignorados pela Previ. O DPH solicitou em fevereiro um relatório e diretrizes para a recuperação do conjunto. Tais documentos deveriam ter sido entregues em 30 dias. “O projeto amplo que contemple restauro não foi apresentado”, informou o órgão. O que se fez? Nada, disse o DPH. “Não existe forma de obrigar um proprietário a restaurar um imóvel”, completa a nota. Uma das ex-pacientes que lidera o movimento pela recuperação, Luana Freitas, avalia que a situação de abandono é proposital. “A verdadeira intenção é que tudo desabe. Assim, a Previ pode justificar o destombamento, e ter o terreno livre para venda. Não digo que é esse o caso, mas isso ocorre com frequência.”

Ex-pacientes lideram movimento por restauro

Foi depois de observar a situação de degradação do hospital onde nasceram e tiveram atendimento médico quando crianças que duas irmãs, Luana e Aldeneide dos Santos Freitas, decidiram criar um movimento em favor da recuperação do Hospital Matarazzo. Hoje a comunidade reúne mais de cem pessoas entre ex-funcionários de ambulatórios, departamentos e da Maternidade Condessa Filomena Matarazzo, vizinhos e simpatizantes da reforma.

Elas também ganharam o apoio de entidades como a Samorcc (Sociedade dos Amigos e Moradores do Bairro de Cerqueira César) e Movimento Defenda São Paulo. “Decidimos lutar pelo hospital há um ano, depois que visitamos o Umberto I pela primeira de três vezes”, diz Luana. “Nessa época, as visitas ainda eram permitidas. Depois, proibiram tudo.”

Organizado, o movimento tem um blog com muitos dados sobre o hospital (hospital-matarazzo.blogspot.com), comunidades na internet e promove reuniões (a próxima será no dia 21, no Bexiga) para discutir ações. Uma das bandeiras é tentar convencer instâncias governamentais para que se interessem pela recompra do espaço e sua reabertura como hospital público. Até o ex-secretário Andrea Matarazzo, que trabalhou no hospital de sua família, manifestou-se pela recuperação do espaço no portal Twitter. “O lugar merecia algum equipamento cultural”, escreveu.

Nova ação

A presidente da Samorcc, Célia Marcondes, classifica a situação atual do Umberto I como um “descaso com a história de São Paulo”. Ela adiantou que deve entrar com uma ação judicial direta contra a Previ. “Será uma ação ordinária de obrigação, pois os imóveis são tombados e a preservação deve ser feita, por lei”, afirma.

Enquanto o futuro do conjunto é incerto, ex-funcionários também torcem pela reabertura. Eliana Brito, de 36 anos, que trabalhou no laboratório e como escriturária do Matarazzo, é uma delas. “Ainda me lembro dos corredores cheios de gente. Quando o hospital fechou, ficamos todos com uma sensação de impotência muito grande.”


Proprietária afirma que faz reformas

A Previ, atual dona do Hospital Umberto I, afirma que está realizando reformas no complexo. A assessoria de imprensa respondeu por e-mail os questionamentos da reportagem.

Segundo a Previ, no dia 12 de março foi enviada ao Departamento de Patrimônio Histórico (DPH) uma carta que informava a contratação do Instituto Falcão Bauer. “Três meses depois, em junho, o instituto emitiu um laudo estrutural do imóvel, afirmando que as inspeções não apontaram sinais de instabilidade ou risco global de desabamento dos prédios”, afirmou. Ainda segundo a Previ, “as ações cotidianas são de caráter pontual, como reparos dos pontos mais severos de infiltrações e manutenção de equipes no local”. Sobre o futuro dos prédios do complexo, a assessoria disse que não “não há negociações (venda ou aluguel) em andamento”.

O primeiro projeto da Previ, que comprou o Matarazzo e o terreno de 17 mil m² em novembro de 1996, por R$ 42 milhões, era fazer ali um hospital menor, uma torre de escritórios, outra de consultórios, um shopping e um flat, mas houve problemas com o tombamento do conjunto, em vigor desde 1986. A Previ ingressou com uma ação de destombamento, mas em 1999 duas entidades de bairro bloquearam o negócio na Justiça. O processo está aberto.

A Previ proibiu a visitação após saber das fotos feitas pelas duas irmãs. “Recebemos muitos pedidos. Infelizmente, as visitas estão vetadas porque não seria seguro”, disse um assessor da Previ.


MEMÓRIA

>>O Hospital Umberto I foi inaugurado em 1904 por iniciativa da comunidade italiana de São Paulo. Em 1917, o hospital foi ampliado e aparelhado pela família Matarazzo. A maternidade abriu em 1943

>>A família sempre apoiou o hospital, de maneira filantrópica, até 1986, quando os custos ficaram altos demais. Foi adotada uma gestão conjunta com o governo, que só durou até 1993 por conta da confusão administrativa

>>Nos últimos dias, a situação era triste: com os salários atrasados, os médicos tinham que recolher o lixo . A interdição pela Vigilância Sanitária foi em 17 de outubro de 93

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domingo, 23 de agosto de 2009

FOTOS ANTIGAS DO HOSPITAL
















Prezados !!!!!!
Estou postando 15 fotos do Hospital Matarazzo, quando este funcionava.
Logo, volto a postar fotos do Hospital, porém desativado e degradado.

Até Mais!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

VANTAGENS QUE A PREVI IRÁ TER SE VENDER O IMÓVEL UMBERTO PRIMO



Olá amigos, voltei. Vou postar um texto sobre as vantagens que a PREVI terá, se caso vender o Hospital Matarazzo.

ANTECEDENTES

Desde 1990 como vocês sabem, o Hospital já estava em crise. Atravessava um período obscuro, com muitas dívidas, má administração, e principalmente, estava sendo alvo das especulações imobiliárias.
O terreno era (e continua sendo) muito cobiçado pelos imobiliários, pois o terreno tem aproximadamente 27 mil metros e fica há uma quadra da Avenida Paulista, área mais valorizada de São Paulo. O desejo deles era demolir tudo e construir prédios de luxo e etc.

A única parte que resistia bravamente era o setor onde estavam internados as crianças!
Em 1993, o Hospital veio a falência. Ele foi interditado pela vigilância sanitária, e depois disso nunca mais voltou a funcionar.
A PREVI desde essa época já estava de olho no imóvel, tanto que começaram as negociações para a aquisição do imóvel, que foi concretizada em 1996.

A PREVI já tinha em mente de implantar um projeto de demolir grande parte do complexo hospitalar (só preservando apenas a Maternidade, a capela, e o prédio novo, pois estes ainda pertence a sociedade Umberto Primo), e construir um shopping, flat, salas comerciais, e um Hospital dia (sem internações e particular). Quem seria o responsável por este projeto seria o arquiteto Júlio Nevez com o apoio da arquiteta Helena Saia.

A PREVI realmente achava que iria conseguir, e mesmo o imóvel sendo tombado, eles conseguiram arranjar uma maneira de destombar o imóvel (não sei se rolou grana), e tudo mais. Tudo ilegal!

Coseguiram alvará da prefeitura (no governo de Paulo Maluf e Celso Pitta) para legalizar as demolições. Tudo estava certo, em pouco tempo o Hospital Matarazzo seria "varrido do mapa", mas graças que felizmente os moradores da Bela Vista entraram na justiça e impediram essa barbaridade acontecer!
Os moradores ganharam em primeira instância, mas a PREVI recorreu e não sabemos oque vai acontecer ...
A PREVI se sentindo prejudicada, resolveu alugar o terreno do imóvel para uma empresa de estacionamento, assim poderia ter algum lucro!

Em 2003 e posteriormente em 2005, ocorreram dois eventos no complexo hospitalar: A Casa Cor e a Casa dos Criadores. Para ocorrerem esses eventos, o complexo hospitalar teve que passar por uma pequena reforma (só para amenizar o problema, pois desde aquela época o Hospital já estava se degradando, e as reformas foram mais por fora e não nas estruturas do imóvel).

Em 2005 a PREVI decidiu contratar uma equipe para avaliar o que poderia ser feito com o imóvel. Eles acharam que a melhor saída seria então ALUGAR!
A PREVI entrou em negociação com a fudação Zerbini (seria uma boa saída para o Hospital, pena que era só por locação). A PREVI iria locar o imóvel para a fundação Zerbini em um prazo de 20 anos, e a fundação teria que pagar o IPTU do imóvel, e além disso teria que reformá-lo, e equipá-lo!

O negócio durou 6 meses, mas a fundação Zerbini desistiu do negócio!
Como eles iriam investir tanto dinheiro, sendo que eles teriam que pagar aluguel do imóvel para a PREVI, e depois de 20 anos, teriam que devolver o imóvel sendo que eles ainda teriam que bancar a reforma, equipá-lo, pagar IPTU e tudo mais? Assim não dá!

ATUALMENTE!

Depois disso a PREVI entrou em negociação com várias empresas estrangeiras, e muitas foram até obter informações sobre o imóvel no Condephaat. Uma empresa era Francesa, e queria transformar o complexo hospitalar em um hotel de luxo, mas desistiram do negócio ao saber que o imóvel é tombado (não pode ter demolições), e a outra é bem conhecida dos Paulistanos, e na verdade é uma faculdade! A fundação Getúlio Vargas. Eles queriam transformar uma parte do imóvel em uma de suas sedes (inclusive tem um túneo que liga a fundação ao Hospital), mas eles queriam comprar só uma parte do complexo hospitalar e então a PREVI não aceitou o negócio! Se for vender, venderiam tudo e não só uma parte do Hospital.

Depois dessas negociatas frustadas, a PREVI ainda tenta negociar o imóvel para alguma imobiliária, mas as tentativas estão sendo frustadas, devido ao tombamento do imóvel.

A PREVI amarga um prejuízo de 240 milhões com o Hospital. Sua única fonte de renda era o estacionamento, mas este foi fechado por funcionar de forma ilegal. A PREVI antes pagava um IPTU de 800 mil reias, do Hospital, mas passaram a não pagar e atualmente eles tem uma grande dívida de IPTU do Hospital. Se eles estão tendo prejuízos, por quê não desistem do imóvel?

A uns meses atrás, a Prefeitura de São Paulo chegou a fazer uma proposta para a PREVI dando a eles um potêncial construtivo (a Prefeitura iria seder um terreno à PREVI em uma área valorizada da cidade, e também perdoaria a dívida de IPTU que eles tem com o Hospital) mas a PREVI rejeitou a proposta, e mais, alegou que estava negociando com grandes imobiliárias, e que querem algo que traga mais rentabilidade, e lucro!
Rejeitaram uma grande proposta !!!!!!

Na verdade a PREVI tem esperanças de ainda lucrar muito com o imóvel. Eles estão deixando o imóvel "se acabar" de propósito, para este, acabar ruíndo, e finalmente eles puderem fazer aquele tal projeto de contruir o shopping, flat, salas comerciais e outras besteiras!

Ainda com a pressão da imprensa em cima deles (porque já noticiaram a degradação do Hospital, como na Rádio Bandeirantes, na CBN, no Estadão) eles não estão deixando as pessoas "vizitarem o Hospital" pois se alguém entrar, vão comprovar como o Hospital está degradado, e eles não podem correr riscos!

A PREVI proibiu mesmo a entrada de pessoas (sendo que ali é um imóvel tombado, e é um patrimônio de SP, portanto deveria ser pemitida sim a entrada de pessoas), e ainda estão querendo enrolar as pessoas prometendo uma reforma que ninguém sabe se vai ocorrer (e se ocorrer, eles podem piorar ainda mais o Hospital).

Bem, a PREVI na verdade quer que o imóvel desabe, e assim justificar o destombamento, mas isso é UM CRIME e eles podem ser punidos severamente pela lei, tanto que eles podem ser obrigados a "reconstruir o complexo hospitalar novamente, e imagine como isso sairia caro para a PREVI? Se a PREVI nem faz a manutenção do imóvel, imagine terque recostruir tudo denovo?

Se forem inteligentes, vão desistir desta monstruosidade e vão vender o imóvel! E para um fim humanitário que irá ajudar muitas pessoas.

VANTAGENS QUE ELES PODERAM TER!

A PREVI é um fundo de pensão muito poderoso, é a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil que é um banco DA UNIÃO, ou seja, do GOVERNO FEDERAL!

Mas a PREVI mesmo sendo tão poderosa, não foi muito feliz em muitos de seus grandes investimentos ( Costa do Sauipe, Hopi Hari e principalmente no caso do Hospital Matarazzo, que já começou da pior maneira possível, pois quando eles compraram o imóvel, já sabiam que ele era tombado pelo patrimônio histórico, e ainda quis reverter esse tombamento com uma série de irregularidades).
É indiscutível, a PREVI amarga esses prejuízos justamente por sempre querer ser mais e mais poderosa!

Se são tão ricos, porquê continuarm insistindo no Hospital Matarazzo? Esse negócio começou errado e é obvio que vai acabar errado. Eles estão perdendo muito dinheiro e ainda insistem! Se continuarem querendo fazer esse monstruoso plano, vão ser severamente critícados pois o povo paulistano não vai deixar essa barbarie acontecer, e nem a justiça.

Mas por outro lado, se eles venderem, vão se livrar do "Estorvo", não vão precisar gastar dinheiro para "fazer maquiagens no imóvel", nem precisar pagar IPTU, nem correr o risco de serem novamente "processados pela justiça" e nem ter o seu nome (PREVI) envolvidos em mais um escandalo na imprensa, e nem nada disso.

Poderam finalmente ganhar algum dinheiro com o imóvel, e investir em outra coisa!

Por ser um fundo ligado ao Banco do Brasil, eles, ao invez de tentar fazer essas investidas que não vão beneficiar nem um pouco o povo brasileiro, deveriam sim, dar um exemplo bom, e realmente fazer negócios que de alguma forma possam trazer algum benefício para as pessoas. Po exemplo, se eles vendessem o imóvel, com a finalidade de voltar a ser um Hospital e Público!

Tem exemplos de outros bancos que investem dinnheiro afim de ajudar pessoas necessitadas, como por exemplo o UNIBANCO. Em plena periferia, eles instalaram o "Instituto Unibanco" que tem uma excelente acervo de livros, para a população carente! Eles construiram o espaço, e agora é uma ótima biblioteca, e mais, é de graça!
O Banco Real que tem concursos da Meia Idade! O Banco Itaú que também é dona de um projeto, chamado Lotus Letárgica, que dá cursos para o pessoal da periferia e etc! Ah muito desses bancos patrocinam restauro de imóveis!? E agora o Banco do Brasil se uniu com o Nossa Caixa, Banco Paulista... Com esse grandioso capital, daria sim para investir em projetos sociais ou algo que traga beneficios para o povo, e Hospital nunca é demais, e ainda em um imóvel grandioso já construído!!!!!!!

PREVI, pense bem, se querem parar de serem alvo de criticas, e tudo mais, desistam do Hospital Matarazzo! Vão ver que a situação vai melhorar para vocês!

Por hoje é só!

UP!




segunda-feira, 29 de junho de 2009

ENTREVISTA COM A ARQUITETA HELENA SAIA

Olá a todos. Vou transcrever a entrevista da Helena Saia na CBN na semana passada:
Segue abaixo:


MILTON JUNG, ÂNCORA: Nossa convidada no CBN São Paulo é a arquiteta e urbanista Helena Saia. Muito bom dia, Helena.

HELENA SAIA, URBANISTA: Bom dia, Milton.

MILTON JUNG, ÂNCORA: Nós, agora pouco ainda comentando aqui com o ouvinte internauta do CBN São Paulo, nos referimos a um trabalho feito por duas estudantes ou duas ex-pacientes no hospital Matarazzo preocupadas com a preservação daquela instituição. Helena, você já fez um trabalho, um levantamento alguns anos sobre o local que fica lá no Hospital Matarazzo. Existe a possibilidade de preservação dessa história?

HELENA SAIA, URBANISTA: Com absoluta certeza. Tudo é passivo de preservação e no caso lá, você tem o complexo, o Hospital Humberto Primo como é conhecido historicamente, ele está íntegro, no ponto de vista de todas as etapas e até a década de 90, funcionou, de 1903 até 1990. É uma questão de restaurá-lo.

MILTON JUNG, ÂNCORA: Ainda há, então, condições de recuperação? Esse não é o patrimônio perdido?

HELENA SAIA, URBANISTA: Sim, é tombado. Não, não é, imagina. Isso daí é um patrimônio que não deve ser perdido porque ele representa muito pra São Paulo e, principalmente, pra população paulistana que têm as suas raízes ligadas à questão, à imigração italiana , eu queria colocar uma questão que é fundamental. A questão da saúde tomada pelo Estado, é uma questão da década de 30 do século passado. Anteriormente a isso, as colônias, a alemã, a italiana, a sírio-libanesa, a portuguesa, ela assumiu o trato da questão da saúde. E como a colônia italiana foi muito importante em São Paulo, é o registro, é a memória dessa história. Entendeu?

MILTON JUNG, ÂNCORA: Claro, quer dizer, o hospital tinha essa importância e o que a gente ainda vê hoje em alguns movimentos, é exatamente por parte da colônia italiana no intuito de conseguir preservar parte dessa história e, inclusive, se sentindo muitas vezes aí, ou lamentando o fato de que até agora não tem se dado um destino. Olhando as imagens que foram feitas a gente fica um pouco assustado porque vê pedaços caindo. Mas apesar disso, a senhora está nos dizendo aqui que sim. É possível ainda preservar e esse não é um patrimônio que está perdido.

HELENA SAIA, URBANISTA: Não, não.

MILTON JUNG, ÂNCORA: Agora, que utilidade se daria para esse local? A senhora chegou a estudar isso?

HELENA SAIA, URBANISTA: Bastante, bastante, inclusive em termos de documentações, a documentação histórica documental e a documentação que se tem nos edifícios. Eu fiz o levantamento de todos os centros de saúde porque lá você tinha, teve em 1903, um núcleo muito pequeno construído que era separada a ala dos ricos e ala dos pobres. E aí como os pobres eram em números muito maiores, os ricos foram construindo as suas casas de saúde. Agora por outro lá, há uma legislação e é tombado, pelo CODEFAT, e pelo CONPRESP. O grande problema que eu vejo é você ter esse tombamento legal e não se debruçar sobre a questão legal em termos de como preservar e para que preservar.

MILTON JUNG, ÂNCORA: Que utilidade dá para essa área?

HELENA SAIA, URBANISTA: Exatamente. Eu tenho uma opinião pessoal, eu não vou, eu acho que sempre aquilo foi um ponto de referência de saúde. Ali não foram só atendidos pacientes de origem italiana, mas ali se formou muito médico. É um centro de desenvolvimento da medicina paulista muito grande, muito forte. E até minha opinião é manter ali alguma coisa voltada à saúde já que a gente está no eixo da Paulista e ali você sempre tem uma demanda muito grande.

MILTON JUNG, ÂNCORA: Ou seja, que se continue aquela área numa referência na área de saúde. Aí o olhar que vai se dar a isso pode ser até diferente. Não sendo necessariamente um hospital, mas, ou uma escola.

HELENA SAIA, URBANISTA: Não, porque a saúde hoje, você tem que colocar com os avanços tecnológicos, então você pode ter uma coisa, mais, melhor resolvida no ponto de vista da arquitetura e ter espaço, por exemplo, você tem uma capela maravilhosa que é a Capela Santa Luzia que fazia parte, que faz parte do complexo, mas você pode ter aquilo lá, com o uso bastante amplo para toda a cidade. Como eu tava falando da hospedaria dos imigrantes que é talvez uma das coisas mais visitadas em São Paulo porque lá todo mundo encontra as suas raízes. Então, a mesma coisa se daria em termos de revitalização cultural, você ter um apoio no plano de tratamento da saúde e no plano do conhecimento da evolução da medicina em São Paulo.

MILTON JUNG, ÂNCORA: Helena, o prédio é ainda da PREVI?

HELENA SAIA, URBANISTA: O prédio é ainda da PREVI.

MILTON JUNG, ÂNCORA: Tá, certo, então a PREVI que é responsável pela destinação a ser dada nesse local?

HELENA SAIA, URBANISTA: É, aliás, a PREVI desde que tomou as primeiras providências pra que hoje, vocês se espantam que está caindo janela e isso aquilo, estava muito pior porque ela investiu ali em termos de estar seguro, anda arrumando telhado, colocando um muro de arrimo na Rua Itapeva porque aquilo lá estava para cair. Enfim, o pessoal da PREVI é muito [ininteligível] em relação à importância que o complexo tem para a cidade de São Paulo.

MILTON JUNG, ÂNCORA: Helena Saia, muito obrigado pela sua gentileza, até uma nova oportunidade.

HELENA SAIA, URBANISTA: Tá bom, Milton. Obrigada. Eu agradeço. Tchau.

MILTON JUNG, ÂNCORA: A arquiteta e urbanista Helena que fez o estudo em torno do Hospital Matarazzo nessa área ali na Bela Vista extremamente valorizado, está parada, está abandonada porque não se deu uma destinação ainda para esse local que foi importantíssimo na cidade de na história de São Paulo, na história da colônia italiana, havia alguns anos, inclusive, um movimento de ícones da colônia italiana aqui em São Paulo, a sociedade paulistana no intuito de preservar aquela área, recuperar, uma mobilização, mas nunca se avançou muito nesse sentido. O prévio é da PREVI, proprietário do local, mas até esse momento, até hoje não se tem uma informação sobre o destino para aquela instituição. Já havia aí no passado aí interesse da própria, eu acho que a GV que tem ali, né? A GV de comprar aquele terreno até para estender a escola pra lá, a universidade pra lá, há uma curiosidade naquele local porque há túneis que liga um lado para o outro. Dizem que isso não há nenhuma garantia do ponto de vista histórico que esses túneis serviam para que fascistas que estavam internados no hospital, pudessem fugir quando eram procurados pela polícia, quando eram cassados, etc e tal. Mas isso também não é uma coisa que ficou confirmada, nunca teve um registro histórico assim que comprovasse isso, de qualquer forma tem esses túneis também na parte de baixo lá do hospital que dá acesso ao outro lado da rua. Mas enfim, até agora não tem uma palavra final sobre o que vai acontecer e chama a atenção. Quando você vê as imagens lá do hospital, as imagens que foram feitas pela e pela Aldeneide e pela Luana dos Santos Freitas, você fica preocupado e diz assim: "Será que esse patrimônio vai se preservar dessa maneira durante muito tempo? Será que vamos perder essa história de São Paulo, também essa história de São Paulo?" 10 horas e 28 minutos.

Bem, não sei se ela foi verdadeira nas palavas, pois como já disse, ela estava no projeto do arquiteto Júlio Neves de construir o tal shopping, flat, e etc.

É isso! Up