quarta-feira, 22 de abril de 2009

O dia que não conseguirmos entrar.





Acima, algumas fotos do Hospital Matarazzo.

Vou falar um pouco sobre a ultima vez que passei pelos lados do Hospital Matarazzo.
Era um dia de Sábado, estava indo com a minha irmã para aqueles lados, para encontrarmos alguns colegas.
Na verdade estava muito tempo sem saber absolutamente "nada" sobre o Hospital. Sabia que o estacionamento tinha sido reaberto graças a uma liminar da PREVI, mas só isso mesmo.
Quando chegamos, estava tendo uma feira lá na Al Rio Claro e o estacionamento não estava aberto naquela parte, apenas lá na outra entrada do Hospital na rua Itapeva.

Chegamos, e fomos perguntar para um vigia sobre o estacionamento, e ele disse que ele volta a ficar aberto (na Rio Claro) durante a semana. Perguntamos se o Hospital podia receber visitas, e ele disse que NÃO, ele nos disse que se entrassemos lá dentro, podia ser perigoso, pois várias partes do Hospital estavam desabando, e se acontecesse algo conosco, ele seria o responsabilizado.
Será que é porisso mesmo?

Encontramos nossos colegas, e eles nos falaram que a coisa anda feia lá mesmo.
Um dos vigias falaram para eles, que a PREVI não está autorizando visitas no Complexo Hospitalar, nem mesmo na parte que abrange o estacionamento (só mesmo para pessoas que estacionam seus carros) , não só porque o complexo hospitalar está em má situação de conservação (na parte interna) mas sim porque duas meninas entraram lá, e conseguiram fazer imagens do interior dos prédios, e publicaram na internet.
Quem não deve, não teme!

Mas também disseram coisas monstruosas.
No Complexo Hospitalar está tendo "desbamentos de forro" todos os dias, em todos os prédios.
Sempre eles escutam um barulho fortissimo, uma espécie de "boom", e derrepente sai uma grande quantidade de fumaça das janelas.
Caminhões com casambas veen todos os dias recolher enormes pedaços de forro que desabou (dos telhados).
Falaram que ninguém está indo nessas partes piores.
Porque ninguém toma uma atitude?

Outra coisa que falaram é que sempre, durante a noite, aparecem ratos.
Eles ficam andando de um prédio para o outro. Lá virou um abrigo de ratazanas, inclusive um vigia, foi no subsolo do Complexo, e ficou com as calças cheias de pulga de rato, ele mesmo sacodindo, ainda ficaram pulgas em sua calça!
Puts, isso não pode acontecer, é perigoso, inclusive para os vigias. Sabemos que a peste negra veio devastar um terço da população Européia na Idade Média, graças as pulgas de rato!
Cadê as detetizações?

Outra coisa são os cupins! Estes estão comendo toda a madeira do telhado.
Eu vi com meus próprios olhos, o telhado cheio de furos. Eu fico imaginando oque deve acontecer em dias de chuva? Com certeza, deve ser porisso que o piso térreo deve estar cheio de goteiras, pois no primeiro andar não tem mais forro, e o telhado está furado...
Cadê as detetizações (novamente)?

Outra coisa que falaram, foi sobre fantasmas.
Durante a ronda noturna, no prédio inacabado, dois vigias escutaram pessoas cantando. Quando foram ver dentro dos prédios, não tinha nada e eles sairam correndo.
Na Maternidade se escutam barulhos de crianças chorando.
Como deve ter morrido muitas pessoas no Hospital, ele está abandonado e em ruínas, é claro que as almas ficaram presas, e não podem descansar. Elas pedem socorro!

O administrador e caseiro (Sr Alfredo), continua trabalhando lá, mas está de folga nos finais de semana.

Foi mais ou menos oque falaram.

Estavamos andando, e vendo tudo. Primeiramente passamos pela Rua Itapeva, e lá dava para ver a parte de trás da Pediatria, Necrotério, Casa das Caldeiras... e lá dava para perceber pelas janelas, que está tendo infiltrações na parte térrea, as paredes estão podres, janelas quebradas... e um cheio insuportável de mofo! Pensamos que ali pode desabar!

Depois passamos pela São Carlos do Pinhal, e lá vimos que a tintura das paredes, está gasta, algumas janelas quebradas.

Na Al Rio Claro, a coisa está feia, vimos que na casa de saúde Francisco Matarazzo, as paredes estão com a tintura gasta e também com a pintura descascando, conseguimos ver (já que a porta estava aberta) que tem uns pedaços de madeira segurando o teto!
Vimos, por umas janelas (do ultimo prédio do Complexo amarelo) que o telhado está totalmente furado (muito mais do que quando estivemos lá das outras vezes), janelas quebradas, rachaduras, crescendo vegetação no telhado.

Queriamos ter entrado, inclusive o portão estava aberto, mas percebemos que tinha pessoas lá dentro do estacionamento nos vigiando, e decidimos não entrar. E se caso tivessemos entrado, eles poderiam fazer algo conosco (já que a PREVI está "de olho" em nós, e eles sabem do nosso projeto) como nos prender, ou então, tentar fazer coisas piores. Eu vi um vigia olhando para nós, e escrevendo em um caderninho.

Voltei para casa, e pensei oque estão fazendo com o nosso Hospital Matarazzo.
Eles nem ligam para as pessoas, pessoas que tanto dependeram deste Hospital. É uma falta de respeito com todos os ex pacientes, ex funcionários, ex médicos que tiveram uma grande história de vida ali.

Não querem deixar ninguém entrar. Pode até ser que o lugar realmente está perigoso, mas eles não querem que as pessoas presencie isso, pois eles querem é que os prédios acabem ruindo e assim eles ficarem com o terreno e implantar algum projeto imobiliário, como construir mais prédios, mais shoppings (não queremos isso).

Ninguém sabe ao certo como está a situação do Complexo interiormente, se a situação está mesmo critica ou eles estão aumentando
só para afugentar as pessoas do lugar. Afinal eles não querem que ninguém saiba oque está acontecendo lá dentro ao certo!

Como não deixam ninguém entrar, ninguém sabe ao certo como estão as coisas lá dentro e oque eles estão fazendo lá dentro!

Sobre os forros desabando eu me lembro bem que no complexo amarelo nem tinha mais forro de gesso das ultimas vezes que tivemos lá, no primeiro andar ( tinha desabado tudo) , só de concreto e pareciam estar bem firmes, só se alguém dar uma "ajudinha" para eles cairem. Na maternidade, o forro também é de concreto, mas em uma das salas, este forro tinha desabado! estranho né!

E não podemos esquecer do piso térreo do ultimo prédio do complexo amarelo, o forro tinha sido "arrancado" pelos funcionários!

Outra coisa grave ali é o telhado furado e fiações! Por quê não consertam o telhado, Substituam as telhas furadas por telhas novas? Por quê não trocam as fiações? Por quê não consertam os encanamentos? Por quê não consertam as rachaduras? Dinheiro eles tem, falta mesmo é boa vontade!

Se lá realmente a situação não fosse grave, por quê eles tem medo que as pessoas vizitem o interior do Complexo? Por quê eles tem medo que alguém tire fotos de lá?

Tudo bem que ali é um terreno particular, e eles são donos e podem fazer oque querem, porém o caso do Hospital é totalmente diferente. O Hospital (ao contrário da mansão dos Matarazzo que foi construído para a familia Matarazzo e era um imóvel particular) foi construído justamente para as pessoas, principalmente para os imigrantes Italianos. O Conde Francesco até morrer, fez questão de continuar ampliando a instituição! O Matarazzo era um (se não o melhor Hospital de São Paulo) dos melhores hospitais, atendia pessoas de todas as classes sociais e tudo mais por mais de 90 anos, e neste tempo tantas e tantas pessoas foram salvas graças ao seu excelente atendimento, tantas crianças vieram ao mundo, tantos avanços da médicina. Pessoas de todas as regiões da cidade já foram atendidas ali. Histórias de vida infinitas!

Eu acho injusto eles não quererem deixar pessoas vizitarem o complexo hospitalar, pois o IMOVÉL É TOMADO COMO PATRIMÔNIO HISTÓRICO DA CIDADE DE SÃO PAULO, e porisso é um direito das pessoas, visitarem o imóvel.

E injusto também é deixar o complexo se arruinar de propósito (para fins escusos), tudo acabar desabando e com isso eles terem motivo para justificar o destombamento do imóvel, para assim terem o terreno livre para construir um par de coisas que São Paulo não precisa mais!

Muitas coisas erradas, que não podem continuar ocorrendo!

Porque eles não desistem do imóvel, e construam seus emprendimentos imobiliários de maneira legal, em outro lugar, livre de pendências judiciais, livre da pressão popular e afins?

Seria muito mais lucrativo!


É isso por hoje!
Viele Dank!







terça-feira, 14 de abril de 2009

UMA REPORTAGEM NA RÁDIO BANDEIRANTES SOBRE O HOSPITAL MATARAZZO


Olá amigos, voltei. Desculpe pela demora em postar, mas estava com preguiça de escrever, mas estou de volta.
Hoje vou contar um pouco sobre a reportagem que foi ao ar na rádio Bandeirantes, a uns dias atrás, sobre o Hospital Matarazzo.
Ela foi exibida no dia 23 de Março de 2009 (uma segunda feira) no programa "Primeira Hora", que é exibido entre as 7 até as 8 horas da manhã.
Primeiramente eles contaram resumidamente a história do lugar ( falaram sobre a fundação do
hospital, sobre o Francesco Matarazzo .Falaram inclusive que o hospital foi um dos maiores centros de sáude de São Paulo , atendendo inúmeros pacientes durante 90 anos ...)

Falaram sobre o hospital ido para as mãos do governo em 1986, pois a Sociedade Umberto Primo não estava mais conseguindo administrar o lugar ;

Também falaram sobre a época que o hospital fechou e sobre a atual situação do Hospital .

A reportagem enfatizou a situação alarmante em que se encontra o Complexo Hospitalar, resumindo os principais problemas , como por exemplo: o telhado quebrado, as inúmeras goteiras e infiltrações, rachaduras, teto quase sem forro etc ...

A PREVI havia sido notificada pelo Conpresp ( em fevereiro desse ano) e por isso interditaram o imóvel devido ao estado avançado de deteriorização dos prédios. O estacionamento que estava funcionando no local havia sido fechado pela prefeitura porque o estacionamento funcionava de forma irregular, sem alvará !

Só que a PREVI recorreu e conseguiu uma liminar da justiça para que o estacionamento fosse reaberto, e foi !!!!!

Havia sido feita uma proposta por parte da prefeitura a PREVI ( atual proprietária do imóvel ) para que eles entregassem o imóvel ( o Hospital Matarazzo ) à prefeitura . Em contrapartida a prefeitura doaria a PREVI o potencial construtivo em outra área valorizada da cidade, ou seja, seria dado à PREVI um terreno valorizado onde eles poderiam construir o que bem entendessem e que lhe renderia grandes lucros. O que que a PREVI fez com essa oferta ???? NADA !!!!!!!! Nem deram bola e ainda disseram que estão em longas negociações com algumas empresas ( " provavelmente empresas do setor imobiliário ) para dar um "uso" ??? ao hospital que dê uma grande rentabilidade a eles ...

Quando procurada pela reportagem, ninguém da PREVI quis gravar entrevistas,mas eles divulgaram uma nota. Eles negaram o fato do " Hospital Matarazzo" está extremamente deteriorado e que estão estudando propostas ( de quem??? dos imobiliários ???).

A Dr. Célia Marcondes falou com a reportagem e disse que esse problema é antigo, que esse estado acelerado de deteriorização vem seguindo em ritmo progressivo e que algo tem que ser feito com urgência !!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Uma pessoa do governo também comentou a respeito ... Essa pessoa
disse que é um absurdo deixarem o Complexo Hospitalar ruindo enquanto os donos ficam especulando ... Não podem deixar isso acontecer !!!!!!!!!!

Os donos não quiseram falar, mas em compensação um vigia do estacionamento disse que dá dó ver uma construção tão bonita se deteriorando cada vez mais !!! São muitos os problemas e dentre eles o vigia também mencionou o telhado quebrado, as infiltrações, goteiras, rachaduras e que não existem banheiros lá !!! E eu reintero o que ele disse !!!! Tudo está arruinado !!! Vasos e pias quebrados ou enferrujados, e no último andar " junto a isso " tem as fezes dos pombos que sempre aparecem por lá ( pelo menos apareciam até pouco tempo !!!)

Finalizando a matéria alguém disse : '" PRA QUE ESSA REGIÃO PRECISA DE HOSPITAL?"


Essa frase é no minimo estupida, absurda, cretina! É até uma frase desrespeitosa com a população carente de São Paulo. E principalmente para as pessoas que tiveram algum tipo de ligação com o Hospital Matarazzo (ex funcionários, ex-pacientes).

Vou responder a essa frase com todo gosto! Primeiramente todas as pessoas que moram na região da Bela Vista sabem que a maioria dos Hospitais que funcionam na região, são particulares, somente pessoas com um bom nivél social tem condições de pagar (e até eles mesmos reclamam dos preços absurdos oferecidos por estes Hospitais).
Hospitais públicos na região temos o Hospital Brigadeiro (que cuida de crianças) e o Perola Bington (Hospital de mulheres), mas a região está precisando de um grande centro de saúde, que tenha muitas especialidades, atenda pessoas de todas as idades, independente da classe social, um Hospital que possa atender a uma grande demanda de pessoas (já que muitos Hospitais não estão dando conta da demanda de pessoas) e etc.

O Hospital Matarazzo voltando a ser reativado será muito importante, pois ali é uma região de fácil acesso para pessoas de toda a cidade, pois tem linhas de ônibus, metrô, para toda a cidade (muitas pessoas do meu bairro são ex pacientes do Hosp. Matarazzo). Quem de São Paulo não conhece a Av Paulista? Além disso, o Hospital voltando a ser reativado, poderia ter muitas utilidades, como por exemplo, poderia ter muitas enfermarias, salas de enxames, laboratórios, uma grande farmácia, centros cirúrgicos, uma parte só para fazer transplantes de orgãos, especialidades de todo tipo, consultas de rotina. Maternidade, escola de enfermágem, e muitas e muitas outras coisas (em outro post falarei mais sobre o problema da saúde pública de São Paulo, e também as vantagens que os paulistanos irão ter com a reabilitação do Hospital Matarazzo)

Respondi a pergunta, para que essa região precisa de Hospital.

A Previ deveria parar de só pensar em lucro, e pensar um pouco nas pessoas! Pessoas que poderiam sim, ser beneficiadas ganhando de volta seu tradicional Hospital, que é tão belo (com uma arquitetura tão bonita) e tão grande (que poderia ter muitas utilidades médicas).

Essa é a minha mensagem! "Pensem nas pessoas e faça o bem, pois dinheiro ninguém leva, depois que morre!"

Até mais amigos, logo eu posto mais!



domingo, 29 de março de 2009

UM TEXTO SOBRE O HOSPITAL MATARAZZO NO CREMESP


Olá pessoal, voltei.
Hoje vou publicar um texto que achei, do site do CREMESP (
CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DE SÃO PAULO) e neste texto, publicado em Fevereiro desde ano, fala sobre o fechamento de dois dos Hospitais mais tradicionais de São Paulo, O Hospital Matarazzo e a Maternidade São Paulo.
Logo volto a postar mais!

Segue abaixo o texto:


Um século de história da medicina em pleno abandono

O fechamento do Hospital Matarazzo e da Maternidade São Paulo está apagando da memória dos paulistanos duas das mais importantes instituições de atendimento à saúde da população, que fizeram parte da história da cidade.

Financiados pela classe médica e industrial paulista, esses hospitais, construídos no final do século 19, vivenciaram, no decorrer dos séculos 20 e 21, o seu apogeu e queda. O descaso e a má administração foram os principais personagens desse crime contra a saúde pública no Estado.

HOSPITAL MATARAZZO

Segundo Carlos Alberto Garcia, ex-diretor do hospital, com a decadência do “império Matarazzo”, em 1986 o hospital deixou de pertencer à Sociedade Beneficente Hospital Umberto Primo, que era de controle da família. Sua administração foi dividida entre a comunidade ítalo-brasileira de São Paulo, os funcionários – mas ambos não tiveram recursos para mantê-lo – e a Secretaria de Estado da Saúde, que por dificuldades econômicas e administrativas fechou o hospital em outubro de 1993.

Com o slogan “A saúde dos ricos para os pobres”, a Societá Italiana de Beneficenza in San Paolo, cujo principal contribuinte era o conde Francisco Matarazzo, inaugurou, em 1904, o pavilhão administrativo Humberto I e, posteriormente, em 1915, a Casa de Saúde Francisco Matarazzo. A intenção da sociedade, ao adquirir o terreno de 27.419 m² entre as atuais ruas São Carlos do Pinhal, Itapeva e Alameda Rio Claro, era construir um hospital para os imigrantes italianos que viviam em São Paulo. Durante as décadas seguintes foram feitas obras de ampliação do complexo hospitalar, como a construção da capela em 1922; a Casa de Saúde Ermelino Matarazzo em 1925; a Clínica Pediátrica “Amélia Camilis” em 1935; e a Maternidade condessa Filomena Mata¬razzo construída em 1943, especialmente para o parto da filha do conde.

Na década de 50, chegou a ter 500 leitos, dez a mais que na sua inauguração, e nos anos 70 passou a ser referência na formação de profissionais, ao firmar convênio com o Inamps (Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social), sendo que sua maternidade era vista como a melhor da América do Sul. “É triste ver o hospital fechado, já que era o único no eixo da avenida Paulista que atendia pelo SUS”, lamenta Garcia.

Em 1996, o imóvel foi comprado pela Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil), que tinha projetos de vendê-lo para a construção de um shopping e um hotel de luxo, porém o alto custo da reforma, o seu tombamento em 1986 – que impede a construção de outras instalações que o descaracterizem – e a ação civil dos moradores do bairro Bela Vista contra a obra, afastaram os interessados. Segundo informou a assessoria da Previ, a entidade “vem prospectando negócios que tragam a melhor rentabilidade e maior liquidez para o investimento, respeitando as questões legais, limitações construtivas e tombamento”.

Em 2005, a Fundação Zerbini, ligada ao Instituto do Coração (Incor-SP), demonstrou interesse em alugar o imóvel por 20 anos, porém sua assessoria informou que o projeto não seria viável financeiramente e o contrato não se concretizou. Enquanto não tem um destino certo, o prédio do antigo hospital está abandonado e sujeito a invasões, como a de 1998, na qual um grupo de sem-tetos entrou no local e vários equipamentos foram roubados.


segunda-feira, 9 de março de 2009

MATÉRIA DO ESTADÃO SOBRE DEGRADAÇÃO DO HOSPITAL MATARAZZO!


Aos poucos, degradação destrói Hospital Matarazzo

Ícone da arquitetura paulista, prédio tombado foi interditado pela Prefeitura

Rodrigo Brancatelli, SÃO PAULO

Tamanho do texto? A A A A


É um exercício e tanto de imaginação olhar hoje para os corredores do Hospital Matarazzo e se lembrar da época em que homens de chapéus corriam apressados por ali, ansiosos em conhecer os filhos recém-nascidos. Ou mesmo tentar estimar quantas e quantas famílias carentes foram atendidas gratuitamente naquelas salas, graças às doações de famílias ricas italianas que sonhavam em criar um centro médico de qualidade para os menos favorecidos. Não há mais sonhos ali, definitivamente. Muito menos vida. Talvez a única pressa que exista atualmente é a dos moradores da região, dos ex-funcionários e de seus ex-pacientes, que tentam salvar o hospital do mais completo estado de abandono e destruição.

Há uma década e meia, o palacete florentino entre as Ruas São Carlos do Pinhal, Itapeva e Alameda Rio Claro, próximo da Avenida Paulista, está totalmente sem uso. É uma das joias arquitetônicas de São Paulo, tombado tanto pelo conselho de patrimônio público municipal quanto pelo órgão estadual. Mas isso não impediu a degradação - há pedaços inteiros de forro no chão, além de um sem-número de goteiras em quase todos os cômodos. Equipamentos hospitalares se amontoam em alguns cantos, juntando pó e servindo de abrigo para ratazanas. Parte do teto está ruindo. E qualquer vislumbre da imponência de outrora está sendo destruído a olhos vistos por infiltrações e rachaduras.

Anteontem à tarde, levada por uma denúncia anônima de um estacionamento irregular que funcionava no local, a Prefeitura interditou todo o imóvel por falta de segurança. Mas ainda não há planos de revitalização para o local. Na tentativa de reerguer o hospital, um grupo de cerca de 30 vizinhos, ex-funcionários e ex-pacientes chegou a montar uma campanha na internet para lembrar a história do Matarazzo e discutir projetos para a ocupação. "Não dá para o governo tombar um lugar tão importante e deixar que ele fique abandonado e estragado", diz a presidente da Sociedade dos Amigos e Moradores do Bairro Cerqueira César (Samorcc), Célia Marcondes. "Vamos lutar para que o Hospital Matarazzo volte a ser importante para a capital."

Também conhecido como Umberto I, o Hospital Matarazzo foi inaugurado em 1915 pela Societá Italiana de Beneficenza in San Paolo com o slogan "a saúde dos ricos para os pobres". A maternidade era vista como a melhor da América do Sul - entre seus funcionários estava a parteira oficial da família Matarazzo. Ali também se montou o primeiro banco de sangue do Estado de São Paulo. Mas, por falta de recursos, o complexo hospitalar foi fechado e vendido em 1996 para seus atuais proprietários, a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ).

A campanha pelo resgate do hospital ganhou no fim do ano passado um blog (hospital-matarazzo.blogspot.com) e uma comunidade no Orkut. O grupo estuda agora entrar com um pedido de ação civil pública no Ministério Público para obrigar a Prefeitura a retomar a posse do imóvel e a criar ali um outro complexo médico, um museu ou mesmo um centro educacional - a Fundação Getúlio Vargas sempre sonhou em ampliar seu câmpus para aquela área, diga-se de passagem.

O Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo (Conpresp) afirmou que enviou um ofício para o fundo de previdência determinando um prazo de 30 dias para elaborar relatório e diretrizes preliminares de recuperação do conjunto. A Previ alegou que o local não está em situação precária e que vai estudar as medidas cabíveis.

O caso do Hospital Matarazzo pode servir também como uma espécie de bandeira para iniciativas semelhantes - com a ajuda de diversas entidades de bairro, Célia Marcondes pretende criar o Conselho Popular Pró-Preservação do Patrimônio Paulistano. "A decisão do tombamento está nas mãos de poucas pessoas, que não conseguem fazer o acompanhamento dos bens", diz. "Queremos que a sociedade possa ajudar nesse processo, justamente para tentar conter a degradação."
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Comentários meus sobre a matéria:

Devo dizer que fiquei surpresa com a matéria publicada pelo jornal Estadão a quase um mês!
Primeiramente gostaria de agradecer a todos que estão nos ajudando nessa luta, que ainda está muito longe do fim, mas tivemos uma grande vitória, afinal o Hospital Matarazzo está desativado a muito tempo e também esquecido, mas estamos querendo que ele volte a ser lembrado e reativado e voltar a ter sua importancia Histórica e arquitetonica, como tinha em outros tempos.
Também gostaria de dizer que fiquei "surpresa" com esse lançe do estacionamento ter sido fechado.
Será por que?
Já o problema da degradação, sabia disso e a muito tempo. Infelizmente estão deixando o complexo abandonado e se degradando cada vez mais!

Sobre uma solução definitiva? Obvio! Voltar a ser Hospital e Público, afinal São Paulo está agonizando na saúde, e a reabilitação do Hospital Matarazzo poderia amenizar um pouco este problema! (Depois vou publicar um texto sobre isso, pois é um assunto sério).

Não sei se essa medida do Compresp vai resolver alguma coisa, mas a PREVI deveria sim fazer a manutenção emergencial do Complexo Hospitalar, afinal eles são os donos, e devem zelar pelo patrimônio, enquanto eles continuarem sendo donos!
Não podemos perder essa "Joia da arquitetura paulistana"!

Up!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

VERGONHA !!!!!


Olá Pessoal, voltei. Primeiramente gostaria de agradecer a todas as pessoas que estão nos apoiando nessa iniciativa! E que faremos tudo que for possivél para que o Complexo volte a ser reativado como Hospital Público.

Hoje vou falar sobre a nossa ultima visita ao Hospital Matarazzo.
Tudo começou quando uma ex- funcionária, de longa data, que morou no Hospital nos anos 70, ligou para minha irmã, falando que gostaria muito de visitar o Complexo.
Então mandamos um email para a PREVI, e depois ligamos e agendamos a visita, até aí tudo bem. Primeiramente nossa intenção era simplesmente rever todo o Hospital. Não consigo entender, mas algo nos prende naquele lugar.

Na verdade, seria cinco pessoas, mas a minha amiga não tinha entrado em contato à tempo (então pensava que ela não iria), e também um ex-paciente que nasceu lá (assim como eu). Mas infelizmente quando ela estava a caminho, a mãe dela teve um enfarte!

Esperamos um tempo, e depois entramos. Fomos recebidas por um segurança super simpático, e ele logo foi nos falando sobre oque estava acontecendo no Hospital.
Ele disse que porcausa da chuva (eu acho que não só por isso) vários pedaços do forro do teto estavam desabando, então eles (funcionários da PREVI) tiveram que arrancar todos os forros do teto, e que estava tendo muitas infiltrações em todos os locais. Ele disse que dava muita pena em ver todo aqueles prédios se deteriorando.
Ah, ele disse que o Andréa Matarazzo esteve lá no complexo hospitalar, com um padre!

Logo depois chegou o administrador e caseiro. Ele já chegou falando - Vocês denovo? Até aí tudo bem, porém ele foi se mostrando totalmente diferente das outras duas vezes que estivemos lá. Ele estava mau- humorado, chato, sem paciência, grosso e ainda por cima estava nos vigiando o tempo inteiro.

Estanhamos o fato que tudo estava trancado, parece que estavam escondendo coisas. Pedimos para o caseiro abrir a igreja, ele abriu, dai entramos. Lá tudo está ok! A Igreja continua muito bonita, mas infelizmente parada!

A Maternidade estava fechada também, o caseiro abriu, dai entramos.
Andavamos pelos corredores enormes dali, e enquanto isso, a ex- funcionária procurava o lugar exato onde ela morava.
A Maternidade (nos três primeiros andares) continuava com os mesmos problemas das visitas anteriores: Tinta descascando, fiação exposta, rachaduras, elevadores quebrados, algumas janelas quebradas e etc, mas tinha aquelas partes que continuavam novinhas (onde ocorreu o evento casa cor em 2003). Mas levamos um susto quando vimos o ultimo andar.
Lá demos de cara com pedaços de forro espalhados pelo chão, realmente uma coisa horrível.
Além disso, vimos uma sala totalmente sem forro, e outra sala com pedaços de caco de vidros espalhados no chão.
No salão azul, havia um buraco no teto, e o chão estava quebrado.

Depois disso descemos as escadas e iamos para a parte do Complexo Hospitalar (parte amarela). Quando entramos, no piso térreo, demos de cara com um salão (que inclusive tinha sido reformado para o evento casa dos criadores em 2005) totalmente degradado. Lá estava sem forro, várias poças d'agua no chão devido as goteiras que caiam do teto. Levamos um tremendo susto com isso, pois quando estavamos lá das outras duas vezes não estava assim.
Aí chegou o caseiro administrador e disse: - Saiam daí, está tudo destruido, está perigoso aí dentro. Não deve jeito, tivemos que sair.

Ela (a ex-funcionária) perguntou para o caseiro se tinha como ir na parte do túneo, e ele respondeu secamente, não, só de lanterna!

Vimos também que eles estão mexendo no prédio inacabado! Será para o que?

Estavamos querendo ir na parte do Hospital, pois não estavamos com medo de nada, estavamos super coragosas.

Então conseguimos entrar (sem ninguém perceber).
Depois, estavamos olhando tudo, e a ex- funcionária estava inconformada com oque estava presenciando! Falava que tudo aquilo se resumia em uma palavra: DESCASO! Que era um desperdicio ver todo aquele complexo, que tinha salvado tantas vidas, totalmente abandonado, em ruínas. Ela falava que ali parecia um verdadeiro cemitério!

Vimos pessoas, parecendo sem teto, lá, ouvindo música! Parecia que ali havia gatos! e isso é extremamente perigoso! Com risco de incêndio!
Vimos paredes pintadas de roza!

Depois fomos no prédio onde funcinava a cozinha, lavanderia, e a escola de enfermagem. Este prédio está totalmente podre! A ex- funcionária se lembrava bem deste prédio, pois foi lá que ela estudou! Subimos a escada (que estava tão podre, que balançava, lembrando que na parte de cima, não tem forro nenhum no teto).
Quando chegamos lá, ela se lembrou exatamente do lugar onde ela estudava, até onde ela se sentava, dos amigos e etc. Parece que o tempo não tinha passado para ela.

Paramos lá na sacada deste prédio, e ela se lembrou do Dr Archimedes Lammoglia! Ela lembrou de como o Dr era uma boa pessoa. Ela lembrou inclusive do fato infeliz, de ele cometido um erro médico, quando operava uma paciente, Sr Lurdes. Ele aplicou a inestesia em lugar errado, e que a Sr Lurdes acabou ficando paraplégica.
A ex- funcionária disse que mesmo a Sr Lurdes ficando paraplégica, ela ganhou um apartamento, viajou para vários paises...enfim tudo financiado pelo Hospital.

Depois, saimos, e entramos em outra parte do Complexo! Subimos as escadas e entramos na casa de saúde Ermelino Matarazzo.
Lá foi tranquilo! Não estava com medo de fantasmas nem nada, nem mesmo de coisas cair na minha cabeça. Mas estava cada vez ficando mais preocupada quando vi a situação dali. Rachaduras, Paredes podres, Janelas quebradas, chão quebrado, azulejos bem podres, teto totalmente sem forro e etc. Claro, tinha as partes bonitas, que tem aqueles corredores com aqueles arcos, as janelas, tudo com aqueles ares italianos...Imagine tudo aquilo funcionando, como antigamente!?

Perto da sala da chefia de enfermagem, vimos uma coisa horrível: O teto com um burraco enorme, saindo coisas (fios talvez) de lá de dentro. Percebemos que algo tenque ser feito já, pois se o complexo hospitalar continuar se degradando desse jeito, irá ruir, como eles (PREVI) querem!

Quando iamos de uma ala para outra, a porta estava fechada! Justamente onde estava as partes piores (como vimos nas outras vezes que estivemos lá).

Achamos muito estranho isso, parece que queriam esconder de nós aquela parte do Complexo. Imaginamos como ali deve estar em risco. Me lembro pela outra vez que estivemos lá, de pedaços finos de madeira segurando o telhado, que estava todo furado! e de partes da parede desabando! E os pombos?

Eles, sabiam com antecedência que iamos lá, porisso trataram de varrer as partes onde estavam abertas, que de outras vezes estavam sujas em excesso.

Percebemos também que perto dos prédios, tem muitas árvores e enormes! Isso é perigoso, pois pode comprometer a estrutura dos prédios.

Depois disso, ficamos no piso térreo, entramos no jardim, e ficamos conversando! Ali reinava uma paz, e um lugar que seria ótimo para a recuperação dos doentes.
(coloquei uma foto do jardim, ele continua lindo).

Uma coisa estranha aconteceu! Estavamos no jardim e derrepente eu vi um senhor nos olhando pelas janelas, bem vestido, identico ao conde Francesco Matarazzo. Eu pensei que podia ser alguém da PREVI ou outra pessoa, mas não era. Ele ficou me olhando, com a cara de feliz. Eu mostrei ele para a ex- funcionária e para a minha irmã, mas elas não viram nada!
Mas não fiquei com medo, apenas achei estranho!


Depois demos uma volta em todo o complexo (pelo lado de fora) e nos despedimos

Minha irmã e eu ficamos em uma padaria chamada Bella Vista (referência ao nome deste lindo bairro) e fomos embora.
É isso gente, é um absurdo isso que está acontecendo! Descaso total!
Estão deixando o prédio se deteriorar de propósito! Não vamos deixar essa "vergonha" continuar ocorrendo!

Depois, volto, e publico mais textos, sobre nosso projeto de salvação do Hospital.
Adeus Amigos

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

UM TEXTO SOBRE O DR ARCHIMEDES LAMMOGLIA

Olá pessoal, estou de volta.
Desta vez postarei algo diferente, vou postar um texto (que foi escrito pelo deputado Edmir Chedid) sobre o médico Archimedes Lammoglia, ele foi uma figura de destaque no Hospital Matarazzo.
Embora eu não me lembre se cheguei a conhecé-lo (quando frequentava o Hospital Matarazzo quando funcionava), falei com alguns ex funcionários, que conheceram o Dr Archimedes! Muitos disseram que ele era uma pessoa muito prestativa, generosa, na dele entre outras coisas.
Segue abaixo o texto:


O DOUTOR ARCHIMEDES LAMMOGLIA,sobejamente conhecido nos meios médicos e políticos, gozando de popularidade, mercê de sua liderança.
Espontâneo, de espírito jocoso, escondia atrás de sua simplicidade, um cirurgião de capacidade comprovada por diuturno exercício da medicina. Viveu com pobreza franciscana, num quartinho de monge, no Hospital Umberto 1 (ex. Matarazzo) que foi o refúgio e o amparo de sua mocidade pobre. Pela manhã operava e atendia os doentes. A noite antes de dormir percorria o quarto dos pacientes, levando-lhes o conforto e a tranqüilidade de sua presença permanente.
No Hospital, ninguém o tratava com formalidades mas nutriam por ele um profundo afeto.
Este humanitário cirurgião começou os estudos na escola primária da cidade de Salto, continuando em Itú. Veio para São Paulo em 1939 a procura de emprego que lhe possibilitasse freqüentar escola.

Foi encaminhado por amigos para o Hospital 1 e combinou com a irmã Teodolinda prestar serviços ao Hospital, em troca de cama e mesa, o que fez imediatamente. A Irmã Adriana arrumou-lhe um leito na
"sinagoga", apelido dado ao local que ficava em baixo da última enfermaria. Passou a freqüentar o Colégio Pan Americano e só a Irmã Superiora sabia sobre seus estudos.

Vivia como podia, recebia também um pouco de dinheiro de casa, seu pai lhe mandava.
Entrou para a Faculdade de Medicina Veterinária, onde o curso era gratuito. Tinha também pré-médico que, nos meios estudantis, era chamado de "pré-salada". Fez vestibular em 1941 para a Escola Paulista
de Medicina, formando-se em 1947.

Frisava que o importante em sua vida era o seu início no Hospital, onde começou na função de faxineiro. Sentia o maior orgulho desse cargo alegando que ele abriu todos os horizontes pois face ao seu exercício recebeu todos os incentivos do hospital para a sua vida estudantil, o que retribuiu com gratidão fiel e constante, com dedicação generosa aos que dele necessitava.

Depois de faxineiro, foi porteiro, trabalhando também no necrotério e como ajudante de enfermaria. Trabalhou também na farmácia ambulatório do Hospital foi fundado por ele, quando era enfermeiro.

Sofreu perseguição da Superintendência do Hospital, que mudou seu horário de trabalho para 8 horas, o que o impedia de trabalhar, além de ter sido expulso do local onde morava, mas escondeu-se no Biotério,
uma casa velha que existia no fundo Hospital, levando consigo apenas uma cama e um caixão de cebola onde se apoiava para estudar.

O novo Superintendente, Dr. Ênio Botelho Perrone, sabendo de sua existência, mandou chamá-lo,contratou-o como enfermeiro, para trabalhar 4 horas por dia, mas ganhando a metade do salário, descontando também as despesas com o uso de utilidades no Hospital Isso foi em 1943 e, nessa época, estava cursando o segundo ano de medicina.


Seu primeiro envelope de pagamento foi guardado, por ele, até a sua morte, alegando ter sido ele sua maior emoção, o produto do seu trabalho.

Seu quarto, localizava-se no segundo andar do prédio principal do Hospital, de onde foram feitas várias tentativas para despejá-lo,impedidas todas elas pelo então Conde Matarazzo, justificando que "Lammoglia era um patrimônio moral daquele Hospital". Proibiu expressamente que alguém tocasse em seus móveis e assim continuou no quarto, onde recebia seus amigos e o grande número de pessoas que necessitavam de seus cuidados.

Quando o Brasil entrou na segunda Guerra Mundial(1 942),houve intervenção Federal no Hospital. Havia uma biblioteca médica e literária, uma das maiores de São Paulo. Os investigadores atiraram tudo pelo porões e ele, a pretexto de tratar dos pacientes, ia até lá para conseguir recuperar, um a um, os livros e a documentação também. Os seus livros pessoais foram escondidos em um armário, camuflado com colchões, em seu próprio quarto.

Em 1954 o Hospital completou seu cinqüentenário e a Condessa Mariangela Matarazzo pediu-lhe que fizesse um histórico do Hospital e ele, valendo-se das atas, fez o trabalho, sem arte literária, mas contando o que tinha havido de real. Nesse mesmo ano vieram procurá-lo para candidatar-se a Deputado Estadual, conseguindo uma suplência. No ano seguinte foi eleito Vereador à Câmara Municipal de São Paulo e em 1958, Deputado Estadual, cumprindo oito mandatos. Em 3 de novembro de 1964 assumiu o cargo de Secretário de Estado da Saúde Pública e da Assistência Social, pelo período de 10 meses.

Nunca cobrou por uma cirurgia. Sua lógica era simples demais: porque estudou de graça entendia que não deveria cobrar. O salário de médico lhe bastava. Nunca comprou uma peça de roupa Ganhava tudo de presente. Quando o paciente não tinha condições de pagar radiografias, ele mesmo pagava.

Na Santa Casa de Itú, fazia cirurgias pelo I e o recebimento pelas mesmas era depositado em sua conta bancária , naquela cidade. No final do ano, fazia um levantamento de quanto foi depositado e dividia entreos funcionários daquela Casa.

Passou da casa dos 100 mil as cirurgias que fez. Dividiu sua vida entre a medicina e a política.

Homem, sem vaidades, com nobreza de caráter, norteou sua vida em beneficio da população mais pobre. Dividiu o seu saber e deixou um legado de exemplos de solidariedade, de esperança e fé na grandeza da
humanidade, curando doentes, fazendo da medicina uma nobre missão, com se fora uma constante determinação divina, com a superioridade nascida, apenas com aqueles que realmente passaram por especial
escolha de aqui estarem para registrar um límpido exercício de "ser realmente humano".

O DEPUTADO ARCHIMES LAMMOGLIA, faleceu no dia 08 de junho de 1996



Então pessoal, é isso por hoje!
Bis Bald!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

DESTINO DO IMÓVEL

OLá gente, voltei.
Vou falar um pouco sobre o destino que muitas "pessoas" dariam para o antigo Hospital.
Sabemos que quando o Hospital foi desativado, seus atuais donos (ou seja, a PREVI) queria demolir grande parte do Complexo para construir um Shopping, um flat, salas comerciais, e um pequeno Hospital particular, e todos sabem que esse projeto seria realizado de maneira totalmente ilegal.
Porém, os moradores da Bela Vista entraram com um processo judicial contra a PREVI para impedir que eles implantassem esse projeto.
E o destino do antigo Hospital está totalmente indefinido. O certo é que se ele continuar como está, se ninguém fazer nada, ele vai ruir!
O antigo Hospital abrigou nesses tempos, dois eventos: A Casa Cor 2003, e a Casa dos Criadores em 2005. Ambos tiveram grande repercussão, e receberam um grande público!
Para receber esses eventos, uma parte da Maternidade Condessa Filomena Matarazzo (nos primeiros andares) e o pronto socorro, passaram por uma pequena reforma!

Em 2005, a PREVI chegou a fazer um contrato de locação do antigo complexo, para a fundação Zerbini, onde eles (a fundação Zerbini) teriam que pagar o IPTU do imóvel, bancar a reforma/restauro, e depois readaptá-lo para transformar em um centro de transplantes. A locação seria por 20 anos. Depois a PREVI poderia dispor do mesmo imóvel (com o fim da ação judicial). E o valor do terreno triplicaria, então de certo modo essa locação não seria legal, pois ninguém sabe se depois desse tempo, com o fim do processo, a PREVI poderia tentar novamente implantar aquele projeto horrivel!.....
Mas a fundação Zerbini acabou desistindo do acordo! O contrato poderia ser rompido no periodo de um ano, por ambas as partes.
A PREVI foi ingênua, pois é obvio se alguém vai investir muito dinheiro em uma coisa, ela teria que ser a proprietária! Que vantagens ela (a fundação Zerbini) teria nesse negócio, sendo que depois de 20 anos investindo dinheiro no Complexo, e depois, teria que devolver o imóvel para a PREVI!!!!! Se a PREVI quer ter um destino certo para o imóvel, porque eles não vendem? Se fosse para alguém que pagasse bem, que preservasse o complexo (não demolir nada e respeitando as normas de tombamento) e o imóvel fosse reativado na área da saúde ou da educação, não teria problemas em vendé-lo pois todos estariam de acordo!

O tempo continua sendo cruel com o antigo Hospital, cada mês, porcausa das chuvas intensas e sua falta de manutenção, o Complexo está se deteriorando mais e mais. Muitas pessoas que tiveram algum tipo de ligação com o Hospital, quando passam de frente ao imóvel, desativado e abandonado, ficam perplexas com oque veen!
É unanime, todas as pessoas gostariam de ver o complexo reativado, mas muitos tem opiniões diferentes sobre oque o complexo poderia abrigar (funcionar).


* Umas pessoas gostariam que o complexo se transformasse em um museu (ter exposições de obras de arte "quadros", entre outras coisas, para rivalizar com o MASP, que fica próximo ao Complexo.

* Outras gostariam que o complexo se tornasse um centro de estudos, tendo cursos e afins, enfim uma faculdade.

* Outros gostariam que o complexo se transformasse em um Hotel de luxo.

*Outros gostariam que lá se transformasse em um centro de estudos da medicina.

* Muitos gostariam que o complexo voltasse a sua função original e única, voltasse a ser HOSPITAL PÚBLICO!


Eu sou totalmente afavor do complexo voltar a ser um Hospital e Público. Tudo bem que as outras coisas citadas são muito importantes, mas Hospital é mais importante ainda, pois seria de utilidade não só para alguns, e sim para todos!
Breve vou escrever meu ponto de vista sobre possiveis destinos para o antigo Hospital: Museu, Faculdade, Hotel, centro de estudos e HOSPITAL!
E também sobre as vantagens que a PREVI poderá ter, se vender o Complexo!

Tot Ziens mijn vrienden!